PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JiNARAJADASA, M.A. Introdução A TEOSOFIA é a sabedoria que surge do estudo da evolução da vida e da forma.

Essa sabedoria já existe, pois o estudo tem sido realizado por longas eras por investigadores devidamente equipados nos mistérios da natureza.

Os investigadores, chamados de Mestres da Sabedoria, são aquelas almas humanas que, no processo evolutivo, ultrapassaram o estágio de homem para o próximo, mais elevado, o de "Adepto".

ABRIL 54 . O TEOSOFISTA Assim como o homem evolui para Adepto, ele adquire conhecimento por investigação e experimento.

O conhecimento até agora obtido por uma linhagem ininterrupta de Adeptos é a Teosofia, a Sabedoria Antiga.

À medida que o homem se torna Adepto, ele deixa de ser meramente um item no processo evolutivo e surge como mestre e diretor desse processo, sob a supervisão de uma grande Consciência chamada na Teosofia de LOGOS.

Ele é habilitado, como cooperador com o Logos, a ver a Natureza do ponto de vista d'Ele, e até certo ponto contemplá-la não como criatura, mas com seu Criador.

Tal contemplação é a Teosofia de hoje.

Esses Mestres da Sabedoria, os agentes do LOGOS, dirigem o processo evolutivo em todas as suas fases, supervisionando cada um Seu departamento especial na evolução da vida e da forma. Eles formam o que é conhecido como a Grande Hierarquia ou a Grande Fraternidade Branca.

Eles guiam a construção e desconstrução de formas no mar e na terra; dirigem a ascensão e queda das nações, dando a cada uma exatamente a porção da Sabedoria Antiga que é necessária para seu bem-estar e que pode ser por ela assimilada. Às vezes essa sabedoria é dada indiretamente, através de trabalhadores em busca de conhecimento, inspirando-os, invisivelmente, a descobertas; às vezes é dada diretamente, como uma revelação.

Ambas as maneiras são observáveis agora no século vinte.

Indiretamente, os Mestres da Sabedoria, que estão encarregados da evolução de tudo o que vive, estão dando a Sabedoria — a ciência dos fatos — através da orientação e inspiração invisíveis dos trabalhadores científicos; diretamente, eles a têm dado em um corpo de conhecimento conhecido pelo termo Teosofia.

A Teosofia é então, em certo sentido, uma revelação, mas é uma revelação de um conhecimento àqueles que ainda não o descobriram, por aqueles que já o fizeram. Não pode deixar de ser, a princípio, uma hipótese para quem quer que a receba; pode tornar-se conhecimento pessoal de cada um apenas por experimento e experiência.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA  35 Na Teosofia de hoje, não temos a plenitude do conhecimento de todos os fatos.

Apenas alguns fatos e leis gerais nos foram transmitidos, suficientes para nos impulsionar ao estudo e à descoberta; mas inúmeros vãos permanecem por preencher. Eles estão sendo preenchidos por trabalhadores individuais em nosso meio, mas o que temos de conhecimento é como uma gota no oceano diante do que permanece não descoberto ou não revelado.

No entanto, o pouco que temos é de fascínio maravilhoso e revela nova inspiração e beleza em toda parte.

A Teosofia de hoje, na literatura teosófica moderna, ver-se-á que se ocupa principalmente da evolução da Vida.

Mas o conhecimento concernente à evolução das Formas, colhido em todos os departamentos da ciência moderna, é igualmente parte da Sabedoria Antiga.

Em ambos há vãos a preencher, mas quando ambos são corretamente considerados, cada um se vê complementar o outro.

Como em toda obra de ciência, também nesta exposição da Teosofia há de haver dois elementos.

Um escritor exporá o que foi aceito como fato por todos, ou pela maioria dos investigadores científicos, mas ao mesmo tempo poderá incluir o resultado do trabalho de poucos, ou apenas dele próprio, que possa requerer corroboração ou revisão.

Ao prosseguir, poderá inconscientemente, ou por falta de verdadeiro treinamento científico, não separar esses dois elementos.

Similarmente, embora as ideias principais desta obra possam ser consideradas "Teosóficas", e como uma exposição razoavelmente correta do conhecimento revelado pelos Mestres da Sabedoria, haverá partes que não merecerão essa dignidade.

Mas como a Verdade é, afinal, uma questão de descoberta por cada um para si mesmo, o que outros podem fazer é meramente apontar o caminho.

Verdades cientificamente estabelecidas, e o que podem ser apenas visões pessoais e errôneas, devem todas ser testadas pelo mesmo padrão.

Embora em suas ideias fundamentais a Teosofia seja uma revelação, não há nela autoridade para um indivíduo, a menos que ele próprio a ela assinta. No entanto, como um homem deve estar pronto

O TEOSOFISTA ABRIL 36  a sustentar-se ou cair pela mais nobre hipótese de vida que seu coração e mente percebem, esta obra é escrita para mostrar que tal hipótese é encontrada na Teosofia.

 A Evolução da Vida e da Forma Não há melhor preparação para uma compreensão clara da Teosofia do que um conhecimento amplo e geral da ciência moderna.

Pois a ciência lida com fatos, tabulando-os e descobrindo leis; a Teosofia lida com os mesmos fatos e, embora possam ser tabulados de forma diferente, as conclusões são, em sua maioria, as mesmas.

Onde diferem, não é porque a Teosofia questiona os fatos do cientista, mas simplesmente porque, antes de chegar a conclusões, ela leva em conta fatos adicionais que a ciência moderna, ou ignora, ou ainda não descobriu.

Há apenas uma Ciência, enquanto os fatos permanecerem os mesmos; o que é estritamente científico é teosófico, assim como o que é verdadeiramente teosófico está inteiramente em harmonia com todos os fatos e, portanto, no mais alto grau, científico.

A maior conquista da ciência moderna é a concepção oferecida à mente pensante dos fenômenos da existência como fatores em um grande processo chamado Evolução.

Compreendamos, em linhas gerais, o que a evolução significa, segundo a ciência, e estaremos prontos para compreender o que ela significa segundo a Teosofia.

Consideremos primeiro a grande nebulosa em Órion (Fig. 1). É uma massa caótica de matéria, em condição intensamente aquecida, com milhões e milhões de milhas de diâmetro.

É uma massa vaga, nebulosa, cheia de energia; mas, até onde podemos ver, é energia que não realiza trabalho útil algum.

O que acontecerá com essa nebulosa? Continuará para sempre caótica, ou sofrerá alguma mudança? A mudança provável, seu próximo passo, podemos construir em imaginação ao olharmos para a nebulosa na Ursa Maior (Fig. 2).

Fig. 1 — A GRANDE NEBULOSA EM ÓRION

Fig. 2 — A NEBULOSA ESPIRAL NA URSA MAIOR

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 37

A nebulosa agora assumiu um movimento espiral. Ela revolve, e sua matéria tende a se agregar em torno de um núcleo.

Com o tempo, a massa esférica se achatará; à medida que se contrai, anel após anel de matéria se desprenderá do núcleo central em resfriamento.

À medida que milhões de anos passam, esses anéis de matéria também se romperão; cada um se agregará em torno de algum núcleo, e em vez de um anel teremos um planeta, retendo o movimento original da nebulosa e revolvendo agora em torno de um sol central.

Ou pode ser que, sem se romper em anéis, a nebulosa lance fora, enquanto gira, partes periféricas de si mesma, que então se condensam e se tornam os planetas; mas em qualquer dos processos, a nebulosa caótica original terá se tornado um sistema solar ordenado, com um sol central e planetas circulando ao seu redor, como o sistema solar em que vivemos (Fig. 3).

3]. Qual será o próximo estágio? Nessa época, dentro do sistema solar, terão aparecido os elementos químicos mais leves.

Hidrogênio, carbono, nitrogênio, oxigênio, fósforo, cálcio, ferro e outros estarão presentes; eles entrarão em certas combinações, e então virá a primeira aparição da Vida.

Teremos agora parte da matéria como protoplasma, a primeira forma de Vida.

Qual será, então, o próximo estágio? Esse protoplasma também se organiza em grupos e combinações; assume a forma de organismos, vegetais e animais.

Observemos primeiro o que lhe acontece à medida que se torna organismo vegetal.

Duas atividades serão perceptíveis desde o início nessa matéria viva: uma, o desejo do organismo de reter sua vida pelo maior tempo possível, por meio da nutrição; a outra, de produzir outro organismo semelhante a si mesmo.

Sob o impulso desses dois instintos, ele evoluirá; isto é, veremos o organismo simples assumindo uma estrutura complexa.

Esse processo continuará, estágio por estágio, até que lentamente surja um reino vegetal em cada planeta, como temos no nosso (Fig. 4). Cada estágio sucessivo será desenvolvido a partir de seu

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 39 predecessor; cada um será organizado de modo a poder prolongar melhor sua existência e dar origem à descendência.

Cada um será mais "evoluído" do que o que veio antes.

De organismos unicelulares, bactérias, algas e fungos, serão desenvolvidas plantas de esporos, capazes de disseminar descendência de uma nova maneira; mais tarde, um método melhor de propagação será evoluído, por meio de sementes; mais tarde ainda, virá o estágio das plantas com flores, onde o organismo individual, com o menor gasto de energia, manterá sua própria vida, enquanto O REINO ANIMAL I ao mesmo tempo dá origem a um grande número de descendentes.

Estágio por estágio, o organismo aumenta em complexidade, mas essa própria complexidade permite que ele "viva" de forma mais satisfatória, isto é, que dê origem à descendência com o menor gasto de força, que prolongue sua vida e, ao mesmo tempo, produza um tipo de prole com novas e maiores potencialidades de auto- / 7 <fo J.rCelenterados expressão do que seu progenitor (Protozoários pai).

  Um processo semelhante O número de espécies pertencentes a cada divisão é apenas aproximadamente estimado. - De TW,6cffIow&yh "Y/rst Course fN 2 jPlG.

de evolução ocorre com o protoplasma à medida que dá origem ao reino animal.

De protozoários, organismos unicelulares simples, passo a passo, os vários grupos do reino dos invertebrados (Fig 5).

O TEOSOFISTA, ABRIL De organismos unicelulares simples a organismos multicelulares com tecidos e um sistema nervoso e circulatório, a complexidade aumenta grupo após grupo.

Então vem um pequeno passo na construção dos organismos, com o revestimento do tronco nervoso central por vértebras, e assim temos os vertebrados.

De uma ordem de vertebrados, os répteis, vêm os mamíferos; entre os mais elevados dos mamíferos aparecem os primatas.

Desta última ordem do reino animal, o mais altamente organizado é o Homem.

Os instintos de autopreservação e propagação são vistos também no reino animal.

À medida que a estrutura se torna mais complexa, o organismo está mais apto a se adaptar ao ambiente em mudança, mais capaz, com cada vez menos gasto de força, de viver e produzir organismos semelhantes.

Mas entre os vertebrados superiores, um novo elemento de vida aparece.

Se contemplamos a vida em geral em suas formas ascendentes, vemos que nas criaturas mais baixas as energias são totalmente absorvidas na autossustentação e na sustentação da raça.

Cada melhoria na organização, alcançando alguma economia ou outra, torna a manutenção da vida mais fácil; de modo que as energias evoluídas de uma quantidade dada de alimento mais do que suficientes para prover o indivíduo e a prole: alguma energia não utilizada é deixada.

À medida que subimos aos tipos superiores de criaturas com estruturas mais desenvolvidas, vemos que esse excedente de energia se torna cada vez maior; e os mais elevados nos mostram longos intervalos de cessação da busca de alimento, durante os quais há uma não infrequente dispensa espontânea de energia não utilizada naquela atividade prazerosa das faculdades que chamamos de brincadeira.

Essa verdade geral tem de ser reconhecida como válida para a vida em suas formas culminantes — para a vida humana, bem como para outra vida.

O progresso da humanidade é, sob um aspecto, um meio de libertar cada vez mais vida do mero trabalho e deixar cada vez mais vida disponível para o relaxamento — para a cultura prazerosa, para a gratificação estética, para viagens, para jogos. Do caos nebular, outrora, ao homem de hoje, pensando, brincando e amando — este é o processo chamado Evolução.

Um caos tornou-se um cosmos, com eventos ordenados que a mente humana pode tabular como leis; o instável, “a-dharma”, tornou-se o estável, “dharma”. Vemos a Herbert Spencer, Life, I, 477.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 41 princípios observáveis, à medida que o Uno se torna o Muitos, à medida que a desordem se torna ordem, no diagrama seguinte (Fig. 6). Em verdade, nenhuma mente humana viu o início do processo, nem o observou continuamente até os dias de hoje, e portanto não pode descrever por observação direta cada passo da evolução, e afirmar que a evolução é um fato.

Só podemos reconstruir o processo observando diferentes tipos de nebulosas, estudando as estruturas de organismos extintos e vivos, juntando aqui uma cauda com ali uma asa.

Ninguém pode afirmar que o universo não surgiu em toda a sua complexidade há alguns milhares de anos, pouco antes de começar a tradição histórica; e ninguém pode afirmar que o universo não deixará de existir amanhã. Mas o homem não pode se contentar em tomar nota apenas dos poucos breves momentos do presente que sua consciência pode reter; ele deve ter alguma concepção da natureza, postulando um passado e um futuro.

Tal passado e tal futuro são propostos, em grande parte por analogia, no processo chamado evolução.

Em certo sentido, a evolução é uma hipótese, mas é a hipótese mais satisfatória até agora na história da humanidade, e uma que, uma vez aceita, mostra a evolução em toda parte, para todos verem.

Por mais fascinante que seja a visão do cosmos à luz da evolução, tal como ensinada pela ciência moderna, há, no entanto, um elemento sombrio nela, e esse é o papel insignificante desempenhado pelo indivíduo no drama atemporal.

A Natureza em ação, "evoluindo", gasta prodigamente suas energias, construindo forma após forma.

Mas ela parece uma terrível esbanjadora, produzindo muito mais formas do que fornece sustento para elas. O tempo não tem importância, e o indivíduo pouco importa, apenas, na verdade, enquanto vive.

Durante a breve vida do indivíduo, a natureza sorri para ele, o acaricia, como se tudo tivesse sido planejado para seu bem-estar.

Mas depois que ele fez o movimento que ela o guia a fazer, depois que ele gerou descendência, ou modificou ligeiramente o ambiente para outros por sua vivência, a morte chega e ele é aniquilado.

Aquele "eu sou eu", que nos impele a viver, lutar, buscar a felicidade, deixa de ser; pois não somos nós que importamos, mas o tipo — "tão cuidadosa ela parece com o tipo, tão descuidada com a vida individual. Onde está hoje Nínive, e Babilônia, e "a glória que foi a Grécia e a grandeza que foi Roma"? É tudo um tabuleiro de xadrez de Noites e Dias Onde o Destino com os homens como Peças joga: Move para cá e para lá, e dá xeque-mate, e mata, E um a um de volta no armário os coloca.

Desse aspecto, a evolução é terrível, um processo mecânico, sereno em sua onipotência e impiedade.

Contudo, já que é um processo afinal, talvez trazer considerações pessoais de se gostamos ou não possa não vir ao caso.

Mas como somos homens e mulheres, pensando e desejando, trazemos o elemento pessoal à nossa concepção de vida; e se olharmos para a evolução, a perspectiva para nós como indivíduos não é encorajadora.

Somos como bolhas no mar, surgindo sem volição própria, e deixamos de ser, seguindo desenvolvimentos em um processo que não podemos controlar.

Somos "da matéria de que são feitos os sonhos, e nossa pequena vida é cercada por um sono". É possível alguma concepção do processo evolutivo que possa mostrar uma perspectiva mais encorajadora? É aquela que a Teosofia oferece na doutrina da Evolução da Vida através da evolução das formas.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA — 43 Assim como o cientista de hoje examina a natureza, ele nota dois elementos inseparáveis, matéria e força; um terceiro, que conhecemos como vida, ele considera o efeito da interação dos dois.

Na matéria ele vê as possibilidades de vida e consciência, e nenhum destes dois últimos é considerado por ele capaz de uma existência independente da matéria.

No geral, essa concepção é verdadeira; mas, segundo a Teosofia, uma modificação é necessária, que pode ser enunciada como segue.

Assim como não vemos matéria sem força, e nenhuma força que não esteja afetando a matéria, e assim como um não é o produto do outro, também existe uma relação semelhante entre vida e matéria.

Eles são inseparáveis, e contudo um não é o produto do outro.

No universo há tipos de matéria mais sutis do que aqueles reconhecidos por nossos sentidos, ou ponderáveis pelos mais delicados dos instrumentos.

Muitas formas de energia também existem, das quais apenas algumas foram até agora descobertas pelo homem.

Uma forma de energia, atuando em conjunto com certos tipos de matéria ultra-física, é chamada Vida.

Essa vida evolui; isto é, está se tornando lenta e progressivamente mais e mais complexa em sua manifestação.

A complexidade das atividades vitais é produzida pela construção de organismos em tal matéria como a que conhecemos por nossos sentidos.

(Existem outros modos de atividades vitais, mas por ora confinaremos nossa atenção àquelas atividades que nossos sentidos podem perceber.) É a vida que mantém os elementos químicos por um certo período como um organismo vivo.

Enquanto os mantém, essa vida adquire uma complexidade por meio das experiências recebidas através de seu receptáculo.

Aquilo que vemos como a morte do organismo é o retraimento da vida, para existir por um tempo dissociada das formas mais baixas de matéria, embora ainda esteja ligada a tipos ultra-físicos.

Ao se retirar do organismo na morte, tais experiências como foram recebidas através dele são retidas como novos hábitos aprendidos pela vida, e são transmutadas em novas

O TEOSOFISTA, ABRIL capacidades de construção de formas, a serem utilizadas em seu próximo esforço para construir um novo organismo.

Se olharmos para a Fig.

poderemos compreender claramente a concepção teosófica da Evolução da Vida.

Quando consideramos apenas as estruturas, estamos olhando para apenas um lado da evolução.

Pois por trás de cada estrutura há uma vida.

Embora uma planta morra, a vida que a faz viver e a impele a reagir ao ambiente não morre.

Quando uma rosa murcha e morre e desaparece em pó, sabemos que nenhuma da matéria é destruída; cada partícula dela ainda existe, pois a matéria não pode ser aniquilada.

Assim também é com a vida que, a partir de elementos químicos, fez uma rosa.

Ela meramente se retira por um tempo, para reaparecer construindo outra rosa.

As experiências adquiridas de sol e tempestade, da luta pela existência, através da primeira rosa, serão lentamente utilizadas para construir uma segunda rosa que será melhor adaptada para viver e propagar sua espécie.

A EVOLUÇÃO DA VIDA ALMA INDIVIDUALIZADA ALMA-GRUPO ANIMAL ALMA-GRUPO MINERAL ALMA-GRUPO VEGETAL ESSÊNCIA ELEMENTAL A EVOLUÇÃO DOS INVERTEBRADOS VERTEBRADOS REINO VEGETAL REINO ANIMAL Fig.

Assim como um organismo individual é uma unidade em um grupo maior, a vida dentro dele é parte de uma "alma-grupo". Por trás dos organismos do reino vegetal, existe a alma-grupo vegetal, um reservatório indestrutível daquelas forças de vida que estão alcançando complexidade ao construir formas vegetais.

Cada unidade de vida dessa alma-grupo, ao aparecer na Terra em um organismo, chega a ele dotada da soma total das experiências dos organismos passados construídos pela alma-grupo; cada unidade, ao retornar à alma-grupo na morte, contribui com o que ganhou em poder de novas maneiras de reagir ao ambiente.

O mesmo é verdadeiro para o reino animal; cada espécie, gênero e família tem seu próprio compartimento na alma-grupo animal geral.

Com o homem, também, o princípio é o mesmo, exceto que o homem já ultrapassou o estágio de pertencer a uma alma-grupo.

Cada homem é uma vida individual, e embora esteja ligado de maneiras místicas a todos os seus semelhantes em uma Fraternidade Humana, ele trilha seu próprio caminho, esculpindo seu próprio futuro.

Ele retém suas experiências, adquiridas por ele vida após vida, não as compartilhando com outros, a menos que as compartilhe por sua própria vontade.

Não existe tal coisa como morte na natureza, no sentido de uma resolução no nada.

A vida se retira para seu ambiente ultrafísico por um tempo, retendo, como novos modos de construção de formas, as experiências que adquiriu.

Embora forma após forma vá e venha, suas vidas sucessivas são apenas as entradas e saídas da mesma vida no drama evolutivo.

Nem uma fração de experiência se perde, assim como nem uma partícula de matéria é destruída.

Além disso, essa vida evolui, como já mencionado.

O método de sua evolução é através das formas.

O objetivo de uma dada parte da vida da alma-grupo é manifestar-se através de tais formas que dominem, através da maior adaptabilidade ao ambiente, todas as outras formas, enquanto ao mesmo tempo sejam capazes da mais delicada resposta aos impulsos internos da própria vida.

Cada parte de uma alma-grupo, cada tipo de vida, cada grupo e classe e ordem, tem esse objetivo; e daí decorre a feroz guerra da natureza.

Ela é "vermelha em dentes e garras com rapina", mas a luta pela existência não é a coisa desperdiçadora que parece.

As formas são destruídas, mas apenas para serem construídas em novas formas.

A vida vem e vai, mas passo a passo ela se aproxima da forma que busca.

Nenhuma vida se perde; o desperdício é apenas aparente, e a luta é o caminho para determinar as melhores formas em um ambiente em constante mudança.

Quando as formas mais aptas, para um dado ambiente, foram evoluídas, então aquela parte particular da alma-grupo verte sua vida através delas com uma plenitude e riqueza, marcando uma época com seu domínio; e à medida que o ambiente novamente muda, mais uma vez a busca é retomada pelas próximas formas mais aptas.

Assim, todas as partes das almas-grupo dos reinos vegetal e animal estão em guerra numa luta pela sobrevivência dos mais aptos.

Contudo, nessa luta, nem uma única unidade de vida é aniquilada, e a vitória alcançada por um tipo não é para si mesmo, mas para a totalidade da vida que tem buscado exatamente aquela forma como a melhor através da qual desdobrar suas energias adormecidas.

A vida, à medida que evolui, tem seus estágios.

Primeiro, ela constrói formas em matéria ultra-física, e então a denominamos vida "elemental".

Depois, com as experiências de sua construção passada, ela "dá alma" aos elementos químicos em combinação, tornando-se a alma-grupo mineral.

Em seguida, ela constrói protoplasma, dá alma às formas vegetais e, mais tarde, num período posterior, às formas animais.

Então temos o próximo estágio como o homem, a vida agora construindo indivíduos capazes de pensar e amar, capazes de autossacrifício e idealismo, pois... esforçando-se para ser Homem, o verme Sobe através de todas as agulhas da forma.

E o homem não é o último elo da cadeia.

Em todo esse processo cósmico, do átomo ao homem, há um elemento que deve ser levado em conta, se quisermos compreender o processo corretamente.

Embora a matéria evolua de homogênea a heterogênea, de indefinida a definida, de simples a complexa, a vida não evolui assim.

A evolução da matéria é um rearranjo; a evolução da vida é um desbloqueio e um desdobramento.

Na primeira célula de matéria viva, de algum modo

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 47 incompreensível, estão Shakespeare e Beethoven.

A Natureza pode precisar de milhões de anos para rearranjar a substância, selecionando "era após era, até que a agregação adequada seja encontrada, E Shakespeare e Beethoven podem surgir de seu seio para serem os protagonistas em uma cena de seu drama.

Contudo, durante todo esse tempo, através dos milhões de anos, a vida os manteve a ambos misteriosamente dentro de si mesma.

A evolução da vida não é um receber, mas um dar.

Pois por trás da própria vida, como seu coração e alma, há algo ainda maior, uma Consciência.

Da Sua plenitude de Poder, Amor e Beleza, Ele deu à primeira centelha de vida tudo o que Ele é. Assim como em um ponto invisível podem convergir todos os raios do glorioso panorama de uma cadeia de montanhas, assim cada germe de vida é como um ponto focal dessa Existência ilimitada.

Dentro de cada célula Ele reside em Sua plenitude; sob Sua orientação, no momento apropriado, Shakespeare e Beethoven surgem, e chamamos isso de Evolução.

Se o estudo da evolução das formas, segundo a ciência moderna, ampliou e ajustou nossas concepções anteriores do universo, o estudo da evolução da vida é ainda mais impressionante em suas consequências.

Pois novos elementos de complexidade aparecem no lado vital da evolução, e sua consideração significa uma nova avaliação do processo evolutivo.

O primeiro fator na complexidade é que, dentro das formas estudadas pelo cientista, há várias correntes paralelas de vida em evolução, cada uma em grande parte independente das outras em seu desenvolvimento.

Duas dessas correntes são as da Humanidade e de uma corrente paralela chamada evolução dos Devas ou Anjos (Fig. 8). Como já mencionado, a vida humana tem seus estágios anteriores de vida animal, vegetal, mineral e elemental.

Dessa mesma vida mineral, no entanto, a vida diverge para outro canal, através de estágios de formas vegetais, formas animais, e então TIPOS DE EVOLUÇÃO — 1 HUMANA e 2 DEVA EVOLUÇÃO — 4 5 6 7 Homem Perfeito Humano Animal Vegetal Mineral Elemental Essência "Anjo" ou Deva Natureza — Espírito (astral) Espírito da Natureza (etérico) Animal Vegetal Mineral Elementos Químicos Átomos 1 Fig.

O TEOSOFISTA, ABRIL formas de "espíritos da natureza", ou as fadas da tradição, em Anjos ou Devas.

Outra corrente paralela, mas sobre a qual pouco se sabe, é a vida das células, com suas fases anteriores e as que virão.

Uma corrente de vida através de elétrons, íons e elementos químicos também é provavelmente distinta.

Ainda outras evoluções existem em nosso planeta, mas por falta de informações suficientes podem, por enquanto, ser deixadas de lado.

A escada da vida em evolução através das formas em nosso meio é vista na Fig.

9. A vida utiliza organismos construídos de matéria sólida, líquida e gasosa; mas também utiliza formas construídas de matéria mais tênue em um "quarto estado" de matéria radiante (chamado de "etérico" pelo Teosofista), e também em tipos de matéria ainda mais rarefeitos, chamados de "matéria astral" e "matéria mental".

Ascendendo do mineral, seis correntes distintas serão notadas, convergindo em Adeptos ou Homens Perfeitos, e Arupa Devas ou Anjos Superiores, e culminando em um tipo de entidades elevadas chamadas Dhyan Chohans.

Das seis, apenas duas utilizam matéria física em seus estados físicos mais sutis ou "etéricos" (primeira e terceira colunas no diagrama), e então constroem formas em matéria astral como sílfides. Uma corrente constrói organismos que vivem na água, enquanto três usam formas que vivem na terra.

Apenas uma das seis correntes de vida conduz à humanidade; as outras cinco passam para a evolução paralela dos Devas.

Deve-se notar cuidadosamente que a evolução da vida tem suas fases antecedentes, sua hereditariedade, por assim dizer, às vezes bastante distinta da hereditariedade das formas.

O fato de que mamíferos e aves foram desenvolvidos a partir de formas reptilianas indica apenas uma ancestralidade comum da forma corporal.

Enquanto algas marinhas, fungos, gramíneas e musgos têm uma hereditariedade física comum a partir de organismos aquáticos unicelulares, a vida, no entanto, ascendeu através de quatro correntes separadas.

Da mesma forma, enquanto aves e mamíferos têm uma ancestralidade física comum, a vida das aves tem, para seu futuro, estágios em criaturas etéricas, as fadas na superfície da terra, depois como fadas em matéria etérica superior e assim para fadas astrais e Devas; mas a vida dos mamíferos passa para o reino humano.

Antes de passar por essas formas etéricas nas profundezas da terra e nas profundezas do mar, deve-se salientar que uma forma etérica, composta de "matéria radiante", atravessará e existirá na rocha sólida, ou no mar, assim como o ar pode atravessar uma pilha de madeira ou permanecer entre os espaços vazios entre os pedaços de madeira.

Mesmo as nossas substâncias mais densas são porosas aos tipos etéricos de matéria; e organismos destes últimos tipos

O TEOSOFISTA, ABRIL não encontram dificuldade em existir dentro da terra ou do mar, e não são afetados pelo calor e pela pressão que tornariam a vida impossível para criaturas físicas comuns.

A mesma diferenciação geral da vida é observável se considerarmos apenas a humanidade (Fig. 10). A corrente de vida, que mais tarde será a humanidade, tem marcas rudimentares de especialização, mesmo em suas fases iniciais de vida elemental, mineral e vegetal; estas começamos a notar mais claramente quando o reino animal é alcançado.

Há sete tipos fundamentais nessa vida que será humana, com modificações em cada tipo, à medida que é influenciado de alguma forma pelos outros.

Eles persistem através de todos os reinos que precedem o humano.

A vida dos cães é distinta da dos gatos; a do elefante é distinta de ambas.

A vida canina evoluiu em formas de lobos, chacais e outros canídeos, antes de sua mais elevada encarnação no cão domesticado.

Da mesma forma, outros tipos de vida animal, como gatos, cavalos, elefantes, macacos, tiveram suas "encarnações" anteriores através de formas mais selvagens e pré-históricas da mesma família.

(Este assunto será tratado mais detalhadamente na seção sobre a Evolução dos Animais.) Quando chegamos a estudar esses tipos como eles aparecem na humanidade, uma visão fascinante da humanidade se abre diante de nós. É necessária pouca imaginação para ver a vida canina, em sua entrada na humanidade, aparecendo como o tipo devocional de alma.

A classificação na Fig. 10 não é de forma alguma definitiva; é dada mais como sugestão do que como uma pista absolutamente correta para o mistério dos temperamentos.

Sete tipos são claramente marcados; um não é melhor ou mais elevado que outro; todos são necessários no grande drama evolutivo, e cada um é grande à medida que contribui para o todo com aquele desenvolvimento da única Vida e Consciência Divinas que foi arranjado para ele pelo Logos.

Se examinarmos as almas devocionais ao nosso redor, notaremos algumas que vão a Deus diretamente em seu coração e mente, e outras para as quais Deus é vago a menos que seja concebido na forma de alguma Encarnação ou Mediador, como Jesus ou Krishna.

Há também almas devocionais que são influenciadas pela onda dramática da vida; e então elas cobiçarão o martírio, não por vaidade ou desejo de posar, mas porque uma vida de devoção é irreal a menos que seja continuamente dramática.

O amor a Deus e o desejo de viver a vida de Cristo na mente de um Tolstói significarão identificar-se exteriormente com os pobres e oprimidos, desempenhando um papel numa situação dramática; a vida de Cristo deve ser dramática para essas almas, para ser plena de significado.

O tipo afetuoso também tem suas muitas variantes.

Há aqueles para quem toda a vida se concentra no amor de uma só alma, os Romeus e Julietas entre nós, que estão prontos a renunciar a tudo por um.

Há outros, capazes de um amor menos intenso, mas que se deleitam em enviá-lo a um círculo mais amplo de pais, filhos e amigos, e são atraídos por esquemas filantrópicos de atividade.

O tipo dramático, uma variante do qual foi mencionada acima, é interessante, pois é frequentemente mal compreendido.

Para eles, a vida não é real a menos que seja uma cena num drama.

A felicidade não é felicidade, a menos que esteja num drama em que a alma desempenha um “papel forte”; a dor só é dor se for “como Niobe, toda lágrimas”.

Uma variante será atraída para o palco, desenvolvendo uma concepção dual da vida como o eu e o não-eu; influenciada pelo tipo filosófico de vida, outra alma se desenvolverá como dramaturgo; enquanto a alma dramática com tendências executivas achará a vida como guerreiro ou líder político fascinante.

Entre o tipo científico, as variantes teórica e experimental são facilmente reconhecíveis.

Uma terceira, a reverencial, é menos comum atualmente, mas é a alma cheia de zelo nas investigações científicas, mas sentindo continuamente o universo como a habitação de Deus.

Fig. DIRETO A DEUS ATRAVÉS DE MEDIADOR AMOR INTENSO A UM FILANTRÓPICO DRAMÁTICO-ATOR DEVOCIONAL-MÁRTIR FILOSÓFICO-DRAMATURGO EXECUTIVO-GUERREIRO TEÓRICO EXPERIMENTAL REVERENCIAL ESPETACULAR ANALÍTICO HUMANITÁRIO CERIMONIAL SIMBÓLICO

O cientista que é espetacular em seus métodos é influenciado pelo tipo dramático; seu comportamento não é necessariamente resultado de vaidade ou do desejo de ocupar o centro do palco, mas apenas porque ele vive seu temperamento dado por Deus.

Do tipo executivo, há a variante dramática, vista em muitos líderes políticos, e outra, o tipo magnético, capaz de inspirar profunda lealdade nos subordinados, mas de modo algum espetacular — se algo, preferindo permanecer em segundo plano, contanto que o trabalho seja feito.

Pouco precisa ser dito sobre o tipo filosófico; as diferenças de método para desenvolver suas concepções de vida adotadas pelos vários filósofos devem-se ao que eles são, dentro de si mesmos, como expressões da Vida Una.

Herbert Spencer e Haeckel, Ruskin e Carlyle, Aristóteles, Platão, Spinoza e outros representam bem algumas das muitas variações deste "Raio".

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 53 De outro tipo, muito incompreendido, são aqueles a quem o simbolismo atrai fortemente.

Para estes, a vida não é real a menos que seja uma alegoria.

Um exemplo desse tipo seria São João, o autor do Apocalipse, que se deleita em símbolos e alegorias.

Uma modificação desse tipo é vista naqueles que acham a religião real apenas quando o ritual a acompanha. Vestimentas e procissões, incenso e genuflexões, fazem parte da adoração de um ser desse tipo.

De muitas maneiras, o LOGOS treina Seus filhos para ajudá-Lo na obra comum, e todos são iguais perante Ele.

Para cada um, Ele talhou um caminho; cabe a cada um trilhar o seu próprio caminho, unindo as mãos, enquanto isso, com os outros nos deles.

O assunto é cheio de fascínio, mas o suficiente foi dito para mostrar algo da evolução da vida e sugerir uma linha de pensamento e observação que será produtiva de muita sabedoria.

Esta rápida visão da criação, de Órion ao homem, mostra então um processo evolutivo sempre em ação, o Uno tornando-se os Muitos; não são os muitos com cada um lutando por si, mas com cada um lentamente percebendo que sua expressão superior depende de servir aos outros.

Não uma série de partes semelhantes, simplesmente justapostas, mas um todo, composto de partes dessemelhantes mutuamente dependentes, é a nota-chave na evolução da Forma; não um temperamento, não um credo ou modo de adoração, mas uma diversidade de temperamentos, credos e formas de serviço, todos unindo-se para cooperar com o LOGOS para trazer à realização o que Ele planejou para nós, esta é a nota-chave da evolução da Vida.

C. Jinarajadasa (Continua) Nota.

Os diagramas neste *First Principles of Theosophy* (com exceção de alguns emprestados de outros escritores) não têm direitos autorais e podem ser usados como estão, ou com quaisquer modificações consideradas necessárias. Eu mesmo mandei transformar esses diagramas em slides de lanterna para palestras; se algum membro ou Loja desejar fazer slides semelhantes, os diagramas serão impressos separadamente pelos Editores, para que os slides possam ser facilmente feitos. Eles serão publicados quando o livro for lançado.

OS TRÊS GUNAS  
Por H. S. Green

O que é espírito? O que é matéria? E que relação têm um com o outro? Embora essas perguntas sejam feitas, não há necessidade de dar respostas exaustivas aqui, pois isso implicaria uma longa investigação metafísica que iria muito além do escopo do presente artigo; no entanto, um breve exame do problema servirá como introdução ao assunto das três Qualidades ou Gunas.

Primeiro, com relação ao espírito.

É necessário nos livrarmos da confusão frequentemente causada em algumas mentes pelo uso diferente dos termos "espírito" e "um espírito". "Um espírito" é um termo vago e às vezes bastante enganoso que significa — um ser, uma entidade, um indivíduo de algum tipo, seja no nível humano de evolução ou acima ou abaixo disso, seja bom, mau ou indiferente, que está sem um corpo físico.

O homem é, naturalmente, essencialmente um espírito imortal, e é frequentemente conveniente traçar uma distinção entre o homem mortal no corpo, sujeito à morte e a todas as vicissitudes da existência terrena, e o mesmo homem liberto do corpo, que é então chamado por alguns escritores, especialmente espiritualistas, de "um espírito". Mas esse uso do termo, embora natural, frequentemente dá origem a mal-entendidos, e é até certo ponto ilógico; pois é óbvio que o homem não é menos um espírito imortal por estar temporariamente vestido em um [corpo]. Um artigo lido perante a Loja de Bournemouth da Sociedade Teosófica.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JiNARAJADASA, M.A. (Continuação da página 53) II. A Ascensão e Queda das Civilizações Na Fig. 12 temos um quadro do mundo de hoje.

Em muitas terras — norte e sul, leste e oeste — vivem muitos povos de diversas raças e credos, e um estudo de suas características raciais e costumes é de grande fascínio.

O

O TEOSOFISTA MAIO estudo dos povos, no que diz respeito às suas características corporais, é chamado de Etnologia.

Poderemos compreender melhor a Fig. 12 o que a Teosofia ensina sobre a ascensão e queda das civilizações, se primeiro estudarmos o que a pesquisa científica moderna nos diz sobre as raças vivas da humanidade.

Os povos do mundo de hoje podem ser classificados de muitas maneiras, e entre elas, duas são reconhecidas como guias confiáveis.

Verifica-se que a forma da cabeça e a textura do cabelo são dois métodos de classificação bastante seguros, pois são características que passam de geração em geração com pouca modificação.

Os povos são primeiramente divididos em três grupos de acordo com seu "índice cefálico", como dolicocefálicos ou de cabeça longa, ou braquicefálicos ou de cabeça curta, ou mesaticefálicos ou de cabeça média.

O "índice cefálico" é o valor obtido quando a largura máxima da cabeça é expressa como uma porcentagem de seu comprimento máximo.

A largura em quaisquer unidades, multiplicada por cem e dividida pelo comprimento em unidades semelhantes, dá o índice.

Quando o resultado em qualquer indivíduo é inferior a setenta e cinco, ele é chamado de dolicocefálico ou de cabeça longa; entre setenta e cinco e oitenta, é mesaticefálico ou de cabeça média; e acima de oitenta, diz-se que é braquicefálico ou de cabeça curta.

O segundo método de classificação, de acordo com a textura do cabelo, deve-se ao fato de que o cabelo pode ser lanoso

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 131 e encarapinhado, ou cacheado e ondulado, ou liso e suave.

No cabelo lanoso, cada fio é achatado como uma fita, e um corte transversal sob o microscópio é visto como uma elipse plana.

O cabelo liso e suave não é achatado, e um corte microscópico mostra-o como circular.

O cabelo ondulado e cacheado está a meio caminho entre as duas peculiaridades de oval e circular, tendendo mais para a primeira do que para a segunda.

São essas características estruturais que tornam o cabelo lanoso, liso ou ondulado.

Estes dois métodos de classificação, segundo o índice cefálico e segundo o cabelo, estão resumidos na Fig. 13. A classificação de Broca nos mostra três tipos principais de CLASSIFICAÇÕES ETNOLÓGICAS BROCA 1 Cabelo liso (a) Dolicocefálico: Esquimó (b) Braquicefálico: Índio Vermelho, Peruano, Mongol, Malaio, etc. 2 Cabelo ondulado ou cacheado (a) Dolicocefálico: Anglo-Saxões, Escandinavos, Basco, Berbere, Semita, Indo-Ariano, Núbio (b) Braquicefálico: Finlandês, Celtas, Eslavo, Iraniano 3 Cabelo lanoso: Australiano, Kaffir, Negro FLOWER E LYDEKKER 1 Etíope: Negroide, Melanésio, Negro, Bosquímano, Australiano 2 Mongol: Mongol, Malaio, Polinésio 3 Caucasoide: (a) Cabelo claro: Eslavo, Teutão, Celtas loiros (b) Cabelo escuro: Do sul da Europa, Árabes, Hindus, Afegãos E OUTROS Fig. 13.

povos.

Nenhuma raça em todos os seus indivíduos segue um único tipo; em cada uma podem ser encontrados indivíduos dolicocefálicos, mesocefálicos ou braquicefálicos; mas um dos três tipos predominará, e de acordo com isso será a classificação da raça.

Às vezes, no entanto, mesmo que o cabelo seja uma indicação segura de classificação, uma raça pode ser tão misturada que o etnólogo fica incerto se ela deve ser rotulada como mesocefálica em vez de dolicocefálica ou braquicefálica.

A classificação de Flower e Lydekker é pouco diferente, embora também leve em consideração o ângulo facial, a cor do cabelo e da pele, e outras peculiaridades físicas.

O TEOSOFISTA, MAIO. É digno de nota que ambos os sistemas de classificação nos dão hoje, no mundo, três tipos principais de raças: (1) o tipo etíope, de pele escura, quase preta, com lábios grossos, cabeça tendendo a ser dolicocefálica, e com cabelo preto e lanoso; (2) o mongol, com maçãs do rosto salientes, tez amarela ou avermelhada, cabelo preto, liso e suave, e, nos homens, escasso no rosto; (3) o ariano ou caucasoide, branco ou moreno, com cabelo cacheado ou com tendência a cachear, de cor loira, castanha, preta ou "ruiva". Temos excelentes exemplos do tipo etíope nas Figs. 14 e 15. O cabelo lanoso, o nariz largo e os lábios grossos são proeminentes nesses povos.

Embora esses dois indivíduos, escolhidos como exemplos de seu tipo racial, não sejam belos segundo nossos padrões de beleza, não são, contudo, repulsivos.

A Fig. 14 mostra força e dignidade de certo tipo, enquanto a Fig. 15 mostra uma modelagem rude mas artística que teria encantado o olhar de Rodin. Figs.

16, 17 e 18 nos dão exemplos do segundo tipo.

Temo-lo em forma rudimentar na Fig. 16, que é a de uma "squaw" índia norte-americana da Colúmbia Britânica, com suas maçãs do rosto salientes e cabelos longos e lisos; e a forte mistura com o tipo anterior, o etíope, é vista na forma peculiar da cabeça.

Mais típicos do segundo tipo são as Figs. 17 e 18; na primeira temos um chefe índio norte-americano de Dakota do Sul, e na última, um mandarim chinês de Pequim; as maçãs do rosto salientes e o rosto liso e sem pelos nos mostram de imediato a que tipo pertencem.

Quando chegamos às raças caucasianas, temos um tipo mais próximo de nossos padrões modernos de beleza.

Temos dois representantes em um hindu (Fig. 19) e em um irlandês de cabelos escuros dos celtas setentrionais (Fig. 20). Nas raças arianas ou caucasianas temos provavelmente as formas mais elevadas, não apenas em beleza de estrutura, mas também em pronta resposta a estímulos externos e em elevada sensibilidade aos pensamentos e emoções filosóficas e artísticas mais sutis.

Estas duas figuras são reproduzidas de Knowledge and Scientific News, por cortesia.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 133

Os povos do mundo de hoje têm suas civilizações; mas nenhuma nação dura para sempre, e o destino de Nínive e Tiro, da Grécia e de Roma, será o destino de todas.

Algumas desaparecerão por completo, deixando quase nenhum vestígio; outras, como a Grécia, deixarão à humanidade uma poderosa mensagem sobre a arte de viver.

Algo sobre a ascensão e queda das civilizações podemos conhecer pelo estudo da história, mas nos estudos históricos vemos o passado através de um meio refrator de tempo e tradição, e nunca podemos estar plenamente certos de que nossas conclusões não são limitadas ou errôneas.

Contudo, sem o estudo do passado da humanidade, não podemos julgar o presente nem construir o futuro, e nossa filosofia de vida não pode ser fiel aos fatos.

A Teosofia abre um novo caminho para estudar as civilizações que existiram, um método no qual, por um tempo, o passado é aniquilado, e no qual registros escritos ou tradições não precisam ter parte.

Por mais difícil que seja expor este assunto, uma tentativa deve ser feita, pois é uma das verdades fundamentais da existência, à qual teremos de nos referir repetidamente no curso desta exposição da Teosofia.

Na Seção I foi mencionado que por trás de toda vida e forma, como seu coração e alma, está uma grande Consciência.

É a Sua manifestação que é o processo evolutivo, e "n'Ele vivemos, nos movemos e existimos". D'Ele, os teosofistas de hoje falam como o LOGOS.

Para essa Consciência não há passado, e o que para nós foi, é para ELE um evento que está acontecendo agora mesmo.

Para o LOGOS, o passado é como o presente, e o evento de cada momento do tempo passado ainda está acontecendo n'ELE, ainda é parte do Seu Eu presente.

A mente mortal pouco pode compreender o "Agora Eterno"; e, no entanto, é uma das maiores verdades que, quando apreendida, revela novos valores a todas as coisas.

O TEOSOFISTA PODE — Misterioso e incrível quanto seja esse "Agora Eterno", também o homem pode conhecer algo dele. O homem, a alma individual em evolução, é em verdade à imagem de seu Criador, e o que ELE é em Sua plenitude agora, isso o homem será um dia.

Por isso é que, por um certo desenvolvimento de faculdades latentes na consciência humana, os homens podem tocar agora mesmo, por assim dizer, a franja da Consciência do LOGOS, e assim, com ELE, ver o passado como acontecendo agora.

Não é uma imagem que passa diante da visão do investigador, nem um panorama que se desvenda diante dele, como num palco; é um viver real no chamado passado.

Ele apenas tem de selecionar a parte do "passado" que deseja investigar, e ele é dela, e está nela. Deseja ele ver a Terra antes de sua crosta se solidificar? Então ele vive há milhões de anos, e ao seu redor está a Terra com seus metais fundidos em ebulição, e ele pode observar o que está acontecendo, ouvir as explosões e sentir o calor e a pressão.

E isso não em condição de sonho, mas exatamente como ele pode ir hoje a uma movimentada via pública, ouvir o rugido do tráfego, observar as pessoas que vão e vêm, ou olhar para o sol e as nuvens, e notar tudo o que lhe interessa.

Deseja ele ouvir uma oração de Péricles ou ver um triunfo de César? Então ele está em Atenas ou em Roma; a vida daquele dia está toda ao seu redor; ele ouve o grego musical ou o latim sonoro; ele observa os atores no drama da vida daqueles dias.

O Livro do Tempo está aberto diante dele, e cabe a ele selecionar um evento que, para nós, ocorreu há mil anos; e, ao se colocar em contato com a memória do LOGOS, o passado é o presente para ele, e ele pode estudá-lo com as faculdades que possui hoje.

Investigadores teosóficos, das gerações presentes e passadas, investigaram assim o passado da Terra, observando o Registro na memória do LOGOS; e grande parte das informações assim colhidas forma parte do ensino teosófico.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA -135

O que encontraram em suas pesquisas sobre civilizações passadas é o seguinte.

Há muito, muito tempo — mais de um milhão de anos atrás — a distribuição de terra e água era como mostra a Fig. 21, as partes escuras e sombreadas representando terra.

Sabemos que a superfície da Terra está mudando o tempo todo, com uma linha costeira afundando lentamente aqui, e nova terra surgindo das ondas ali; mas como alguém poderia saber exatamente qual era a distribuição de terra e água há um milhão de anos? É isso que se torna possível; primeiro, observando o Registro, e em segundo lugar, pelo estudo no museu da Fraternidade Adepta.

A Hierarquia, ou a Grande Fraternidade, mencionada na Introdução, preservou, desde o dia em que o homem começou sua habitação na Terra, fósseis e esqueletos, mapas, modelos e manuscritos, ilustrativos do desenvolvimento da Terra e de seus habitantes, animais e humanos.

Para aqueles que, através da renúncia total de si mesmos e do serviço à humanidade, conquistam o privilégio, o estudo das formas e civilizações passadas neste maravilhoso museu é de deleite inesgotável. Ali, o investigador teosófico encontra modelos em argila da aparência da Terra há muito tempo, antes deste ou daquele cataclismo, pacientemente construídos para a orientação das gerações posteriores de estudantes pelos investigadores adeptos das civilizações passadas.

Os mapas das Figs. 21-24 foram desenhados após o levantamento da terra e da água, observando o Registro, e após verificar tal levantamento com os globos no museu da Fraternidade.

Ao olharmos o mapa da Fig. 21, vemos que a maior parte da terra de hoje estava sob as ondas então, enquanto a maior parte da terra daqueles dias afundou sob o mar, deixando aqui e ali remanescentes, como na Australásia, e em partes de outros continentes.

O grande continente que se vê estender-se ao longo do equador, cobrindo grande parte do atual Oceano Pacífico, é chamado Lemúria pelos estudantes de Teosofia, sendo o termo tirado do naturalista Sclater, que sustentava a existência de algum continente assim, devido à distribuição incomum dos macacos lêmures por vastos territórios.

Mesmo nos dias da Lemúria, os homens povoavam a Terra, e os povos lemurianos eram do nosso primeiro tipo, nas Figs.

e 15. Os etíopes e as raças de cabelo lanoso de hoje são remanescentes dos antigos lemurianos, com pouca mudança de tipo, exceto uma diminuição de estatura.

Lentamente, à medida que os anos passavam, a configuração tornou-se como na Fig.

22. Onde hoje existe o Oceano Atlântico, existiu outrora um continente, que os teosofistas, seguindo Fig.

Platão, chamam de Atlântida.

Foi neste continente que surgiu o segundo tipo dos povos que Flower e Lydekker chamaram de mongóis — aqueles com cabelo liso e maçãs do rosto salientes.

De seu lar original na Atlântida, migraram em

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 137 todas as direções, e nos dão hoje os milhões da China e povos afins, e os rapidamente desaparecendo índios vermelhos da América do Norte e do Sul.

Na época do mapa na Fig.

23, a Atlântida e os remanescentes da Lemúria mudaram de contorno, e à medida que chegamos Fig.

aos dias da Fig.

24, resta do outrora vasto continente da Atlântida apenas uma grande ilha no Oceano Atlântico.

Em 9564 a.C., poderosas convulsões destruíram este último remanescente da Atlântida, e a ilha afundou sob o mar, criando uma enorme onda de maré que varreu as terras baixas da Terra, e deixou na mente dos homens a tradição de um vasto e devastador "dilúvio". À medida que a Atlântida afundava sob as ondas, outras partes da Terra, como o deserto do Saara, ergueram-se; e o que outrora foi um mar interior da Ásia Central tornou-se o que hoje é o deserto de Gobi, e a Terra assumiu mais ou menos sua aparência atual.

138, THE THEOSOPHIST MAIO Que a Atlântida não é um mero mito, é facilmente visto quando olhamos para a Fig.

25. Ela nos dá em contorno o leito do Oceano Atlântico, conforme mapeado segundo sondagens em alto-mar.

Ao redor dos Açores, a terra não desce suavemente, como nas costas comuns, mas desce abruptamente; quando a Atlântida estava acima do nível do oceano, os atuais Açores eram os topos inacessíveis, cobertos de neve, da mais alta cadeia de montanhas do continente submerso.

Muito antes da destruição da Atlântida, no entanto, ao redor das costas meridionais do mar da Ásia Central, uma nova raça de homens havia surgido, os arianos ou os caucasianos, nosso terceiro tipo, das Figs.

e 20. Para o sul e para o oeste eles se espalharam, tornando-se hindus e persas, gregos e romanos, celtas e teutões.

Assim, na Lemúria, na Atlântida e na Ásia surgiram as três raças cujos descendentes povoam a Terra hoje.

A Teosofia ensina que a ascensão e queda das civilizações não é um desenvolvimento mecânico, "um tabuleiro de xadrez de Noites e Dias onde o Destino joga com os Homens como Peças". As nações vêm e as nações vão, de acordo com um Plano.

O LOGOS, desde o início da existência humana, planejou quais raças, e quais religiões e ciências apropriadas a elas, aparecerão uma após a outra, e Seus agentes na terra, a Grande Irmandade, executam o Seu plano.

São os Irmãos Adeptos que, usando todas as forças da natureza, visíveis e invisíveis, dirigem o processo evolutivo ao longo de milhões de anos.

Na Irmandade, para cada grande Raiz-raça com seu tipo definido, há

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA  139 dois Adeptos cujo trabalho é o seu destino.

Um é chamado o Manu, que dirige o desenvolvimento físico da raça, formando o novo tipo racial por modificação daquele já existente, de acordo com o plano do LOGOS diante dele.

É o Manu quem guia as migrações da raça, dá a cada povo a sua política, e dirige cada um para fazer o seu trabalho designado.

O outro guardião da raça é o seu Bodhisattva, ou Mestre Espiritual, que vigia o seu desenvolvimento intelectual e emocional e providencia para cada povo tais religiões, artes e ciências que lhe permitam desempenhar o seu papel no drama escrito pelo Logos.

Seguindo o plano do Logos, durante aquele período de tempo em que a humanidade evolui na terra, sete grandes tipos raciais são feitos para aparecer, chamados "Raízes-raças". Até agora, na evolução dos homens, apenas cinco dos sete apareceram, e deles, a primeira e a segunda apareceram há tanto tempo que não deixaram descendentes diretos.

Cada Raiz-raça tem sete modificações, chamadas "sub-raças". Uma sub-raça tem as características fundamentais da Raiz-raça, mas também tem alguma tendência ou modificação peculiar a si mesma.

Na Fig.

temos os nomes das três RAIZES-RAÇAS & SUB-RAÇAS MLEMURfAN WATLANTEAN YARYAN Wm mmmmm n 1 r i Rmhfil z 1  n 1 e n 1 Irinmn h  _ 1 1 — — Fig.

Raízes-raças e suas sub-raças, cujos representantes vimos nos três tipos raciais já estudados.

A

14a THE THEOSOPHIST MAY Terceira Raiz-raça é a Lemúria, e suas sub-raças anteriores, a primeira, segunda e terceira, não deixaram nenhum vestígio.

Negros, Negritos, Negrilhos, e outros povos de cabelo lanoso, representam as sub-raças posteriores da Raiz-raça Lemúria.

Raramente se encontra agora uma Raça-raiz completamente pura, mas, embora possa ter se misturado com outras raças, geralmente ainda apresenta suas características peculiares.

Da sétima sub-raça da Lemúria, o Manu da Quarta Raça-raiz desenvolveu a nova Raça-raiz, a Quarta, ou Atlante.

Esta também tem suas sete sub-raças.

Das primeira e segunda sub-raças não existem descendentes puros vivos, mas o esqueleto do homem de Furfooz é um bom exemplar da primeira, e o do homem de Cro-Magnon, da segunda.

A sub-raça Tolteca ainda permanece nos peruanos puros, nos astecas e nos índios vermelhos.

A quarta migrou da Atlântida e seguiu para o leste, passando pela Babilônia, ao longo do Rio Amarelo, até as planícies da China.

Ela é representada hoje em certas partes da China por uma raça chinesa alta e amarela, bem distinta da sétima sub-raça chinesa. Os semitas originais, a quinta sub-raça, deixaram seus descendentes para nós nos judeus puros e nos cabilas do norte da África.

A sexta, ou Acádia, eram os fenícios, que comerciavam nos mares Mediterrâneos; e a sétima, ou Mongólica, foi desenvolvida a partir da quarta, ou Turaniana, nas planícies da China, e se espalhou para se tornar os chineses modernos.

Duas raças, os japoneses e os malaios, pertencem dificilmente a qualquer sub-raça específica, tendo em si a mistura de duas ou mais.

Com os japoneses especialmente, é como se fossem uma última ebulição de toda a Raça-raiz, um esforço final, antes que as energias da raça começassem a declinar; e por isso possuem muitas qualidades que os diferenciam da sétima sub-raça, os chineses.

Da quinta, ou semita original, sub-raça da Atlante, o Manu da Quinta Raça-raiz evoluiu seu novo tipo.

A Quinta Raça-raiz, ou Ariana, também tem suas sete subdivisões.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA J.41 mas até agora apenas cinco delas apareceram.

Da primeira são os hindus arianos, como também é um tipo entre os antigos egípcios — aquele ao qual pertenciam as classes governantes superiores.

A segunda é o semita ariano, distinto do semita original, e tem seus representantes arianos hoje nos árabes e nos mouros.

A terceira é a iraniana, à qual pertenciam os antigos persas, e cujos descendentes são os parsis de hoje.

Da quarta sub-raça, ou os Celtas, vieram os antigos gregos e romanos; e a ela pertencem seus descendentes modernos na Itália, Grécia, França, Espanha e alhures, como também os irlandeses, os escoceses, os galeses, os maneses e os bretões.

À sub-raça teutônica pertencem os escandinavos, os holandeses, os alemães, os ingleses, e seus descendentes em todo o mundo.

Por um entrelaçamento de várias sub-raças, o Manu da Raça está desenvolvendo a sexta sub-raça, que é chamada no diagrama de Futuro Americano. Ela está agora em processo de formação nos Estados Unidos e na Austrália.

A sétima sub-raça também ainda está por vir, e com o tempo será desenvolvida na América do Sul.

O Manu da Sexta Raça-raiz desenvolverá seu tipo futuro mais tarde a partir da sexta sub-raça da Ariana, e daqui a milhares de anos o Manu da Sétima Raça-raiz desenvolverá seu novo tipo a partir da sétima sub-raça da Sexta Raça-raiz.

Raças-raízes e sub-raças desempenham seus papéis no drama do Logos, a fim de dar experiências a nós, Seus filhos, a quem Ele envia para nascer nelas.

É por isso que o Manu provoca diferenças em suas sub-raças de cor e outras peculiaridades físicas, colocando-as entre montanhas ou junto ao mar; é por isso que o Bodhisattva da raça envia às sub-raças diferentes aspectos da única Verdade, nas muitas religiões e filosofias que nelas aparecem sob sua orientação.

O TEOSOFISTA PODE Na Fig.

temos algo das características das raças, e para compreender o significado da tabela, consideremos CARACTERÍSTICAS DAS RAÇAS ATLANTEANA ARIANA 1 2 3 4 5 6 7 Rmoahal-Tlavatli-Toltec-Original-Semita-Akkadiana-Branca Mongólica-Formadores-Yedo 1 2 3 4 5 6 7 Hindu-Filosófica Egípcia-Prática Ariana-Semita-Tribal Iraniana-Poética Céltica-Emocional-Idealista Teutônica-Comercial-Científica-Individualista Futuro Americano-Intuitivo-Cooperativo-Fraternal Fig.

imaginemos uma alma ao nascer em sub-raça após sub-raça, em todas elas.

Começando com um nascimento na primeira sub-raça da Atlanteana, que experiências estranhas ele teria como um homem primitivo, gigantesco; e então quão diferentes seriam aquelas como um montanhês, taciturno e resistente, sensível às mudanças do sol e das nuvens.

Em um nascimento como tolteca, na Atlântida ou no Peru, sua vida seria como a de um administrador de algum tipo no maravilhoso governo patriarcal que era a glória dos toltecas; ele teria sobre seus ombros o bem-estar de uma vila ou província, seria treinado para submergir sua individualidade em algum trabalho de vida para seus semelhantes.

Como um colono turaniano, ele conheceria as peregrinações em busca de novas terras, a luta para domar a natureza em um novo assentamento.

Como um semita original, ele seria antes de tudo um lutador, que desenvolvia rapidez de decisão e era ensinado que sua vida não era sua, mas pertencia à sua tribo.

Como um acadiano, ele conheceria algo da magia do mar, a necessidade de sentir o momento psicológico na venda de suas mercadorias, e desenvolveria muita força mental na competição comercial.

E então como um chinês, um fazendeiro, dificilmente deixando por um dia sua fazenda ancestral, quão intimamente ele conheceria alguns de sua vila, compartilharia suas mágoas e tristezas, e aprenderia muito do significado interior da vida longe da agitação da guerra ou do comércio.

Imagine quão diferentes também seriam as experiências da alma nessas mesmas sub-raças, se ele então nascesse em cada uma em forma de mulher, com deveres de mulher; novos pontos de vista e sensibilidades seriam desenvolvidos, pela falta dos quais certamente uma alma seria tanto mais pobre.

Seguindo as jornadas da alma nos renascimentos, observemos sua entrada entre os arianos.

Certamente uma vida na Índia deixaria uma marca indelével nele, dando-lhe algo da visão filosófica e desapegada da vida dos hindus.

Mais tarde, no antigo Egito, entre seu povo prático e feliz, não dado a sonhos, ele desenvolveria outra fase de sua natureza.

Como um árabe, nascido no seio do deserto, não deixaria esse deserto uma impressão na alma, em uma sensibilidade rápida e no sentido da solidão povoada e da vastidão da natureza? Como um iraniano, ele não poderia falar, mas seu pensamento tomaria forma poética, e mesmo se não tivesse nada de poesia em si, uma vida como iraniano o colocaria em contato com outra fase da vida.

Então, como um celta — como um grego de Atenas, talvez — que nova concepção de vida ele teria, acreditando que os deuses estão em toda parte, no mar e na terra, que descendia deles, nascido para fazer da vida uma arte, tendo como ideal conhecer um pouco de tudo, e assim desenvolver uma natureza completa e uma saúde do coração; ou como um romano, firme na convicção de que religião, família e Estado são um só, com seu profundo senso de lei e reverência por ela, e uma prontidão para obedecer, a fim de que pudesse aprender a governar; ou como um francês ou um italiano, sensível e rápido para responder às emoções, deslumbrado pelas ideias porque são ideias, independentemente de considerações materiais; ou como um irlandês, talvez descendente dos Tuatha de Danaan, com seus sonhos e intuições, com suas exaltações e depressões.

E então, nascido um teutão, na Escandinávia, na Inglaterra ou na América — que novas qualidades não acrescentaria a alma àquelas já adquiridas? Uma perspectiva prática, a impessoalidade através da pesquisa científica, a conscienciosidade através dos negócios, e o individualismo, ele ganharia; e não lhe dariam também Beethoven, e Wagner, e Shakespeare, uma nova mensagem de vida? Da futura sub-raça, a sexta, já podemos prever algumas qualidades: fraternal, como na concepção americana da relação entre pais e filhos; cooperativa, ao combinar e fundir nos negócios e no trabalho de desenvolvimento material; intuitiva, com uma capacidade de abordar de novo o problema mundial, desimpedida pelas tradições do velho mundo, e um deleite no sol e no ar livre e em todas as coisas que reúnem os homens em congregações.

Assim, as civilizações sobem e caem, e desenvolvem esta ou aquela qualidade; mas o significado de tudo isso é a Reencarnação.

Elas vêm e vão, apenas para nos dar campos de treinamento para as experiências de que precisamos vida após vida.

Nosso Pai no Céu as faz do pó, deixa-as representar seu papel, e as submerge sob as ondas ou as destrói num cataclismo de fogo; mas todas são apenas cenas no drama que Ele escreveu para nós, Seus filhos, para que, representando bem e verdadeiramente nossos papéis nelas, possamos um dia ser como Ele.

C. Jinarajadasa (Continua)

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JINARAJADASA, M.A. (Continuação da página 144) III As Leis da Reencarnação O Senhor entregou a casa de um bruto à alma de um homem, E o homem disse: Sou eu vosso devedor? E o Senhor — "Ainda não; mas tornai-a tão limpa quanto puderdes E então vos darei uma melhor." —Tennyson Em dez mil anos ou mais, uma ideia nasce subitamente no mundo, que, como outro Prometeu, inaugura uma nova era para os homens.

No século que ficou para trás, tal

o teosofista junho ideia nasceu, um conceito dos conceitos, no da Evolução.

Como um relâmpago à noite, sua luz penetrou em todos os recantos, e desde então os homens têm visto a Natureza em ação, e não meramente sentido sua mão pesada.

No alvorecer indistinto do tempo, nasceu igualmente outro conceito, o da Reencarnação.

Reencarnação — que a vida, através de sucessivos corpos, ascende a capacidades mais plenas e mais nobres de pensamento e sentimento — e Evolução — que as formas ascendem, tornando-se cada vez mais complexas em estrutura — são como a mão direita e a esquerda do Grande Arquiteto que está moldando o mundo.

O enigma do universo está apenas pela metade resolvido à luz de uma única verdade; considerai as duas como inseparáveis, uma complementar à outra, e o homem então encontra um conceito que cresce com o seu crescimento.

Embora a Reencarnação seja geralmente pensada como peculiar às almas dos homens, é na realidade um processo que afeta toda a vida em todos os organismos.

A vida da rosa que morre retorna à sua subdivisão da "alma-grupo" das Rosáceas, e então reencarna como outra rosa; o filhote que morre de cinomose retorna à sua "alma-grupo" canina, e mais tarde reencarna como o filhote de outra ninhada.

Com o homem, a única diferença é que ele não retorna, na morte, a qualquer alma-grupo, pois é uma consciência individual e separada; quando reencarna, retorna com as faculdades desenvolvidas em suas vidas anteriores, não diminuídas por compartilhá-las com outro indivíduo.

Pelo uso comum, no entanto, a palavra Reencarnação é restrita ao processo tal como afeta as almas dos homens, e é usada em um de três sentidos, como se segue: 1. Que no nascimento de uma criança, Deus não cria então para ela uma alma, porque essa alma existiu muito antes como um

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 251 indivíduo, em alguma condição espiritual.

No nascimento, pela primeira e última vez, a alma toma nascimento em uma forma humana.

Esta é a doutrina da Pré-existência.

2. Que a alma do homem já apareceu em encarnações anteriores, ora em formas humanas, mas em outras ocasiões como animal ou como planta; e que, similarmente, após a morte, a alma pode renascer como animal ou planta antes de retornar mais uma vez a uma habitação humana.

Essa ideia é mais conhecida como Transmigração ou Metempsicose.

3. Que a alma do homem, antes do nascimento como criança, já viveu na terra como homem ou como mulher, mas não como animal ou planta, exceto antes da "individualização", i.e., antes de a alma se tornar uma entidade permanente, autoconsciente e individual; e que, no nascimento, após um intervalo de vida em condição espiritual, a alma retornará à terra novamente como homem ou como mulher, mas nunca mais nascendo como planta ou como animal.

Esta é a doutrina da Reencarnação.

A Teosofia ensina que uma alma, uma vez tornada "individualizada" e humana, não pode reencarnar em formas animais ou vegetais, e os Teosofistas de hoje usam a palavra Reencarnação apenas no terceiro significado acima; na literatura teosófica moderna, Reencarnação não significa renascimento como planta ou animal, pois, fosse tal coisa possível, uma alma nada ganharia para sua evolução com um passo tão retrógrado.

Uma vez que esta obra se destina a ser um livro-texto de Teosofia, argumentos a favor e contra a Reencarnação não têm aqui lugar.

Cada investigador deve descobrir por si mesmo o fato da Reencarnação mediante estudo e observação, assim como cada estudante de ciência descobre o processo da Evolução por meios semelhantes.

Esta seção delineará as leis sob as quais os homens reencarnam, na medida em que tais leis foram descobertas por investigações ocultas.

252' O TEOSOFISTA JUNHO Desde o início, devemos compreender claramente quem ou o que é que reencarna.

Para isso, devemos compreender o que é a alma, e quais são seus veículos ou instrumentos de consciência (Fig. 28). A alma do homem é uma Consciência individual e permanente que vive em uma forma ou corpo de matéria invisível.

Esse corpo-alma, composto de um tipo de matéria chamado mental superior, é denominado nos estudos teosóficos modernos de Corpo Causal.

É uma Fig. forma humana, nem de homem nem de mulher com características sexuais, mas mais próxima do anjo da tradição; e é cercada por um ovoide de matéria ígnea e luminosa, porém delicada como os tons evanescentes de um pôr do sol.

Esta forma, chamada Augoeides, e o ovoide de matéria luminosa que a envolve, constituem a morada permanente da alma, o corpo causal; e nesse corpo causal a alma vive, imortal e eterna.

Para ele não há nascimento, infância, velhice e morte: ele é uma alma imortal, crescendo em poder de amar, pensar e agir, à medida que as eras se sucedem. Ele vive apenas para se tornar perito em algum departamento da vida pelas experiências que adquirir, para encontrar sua suprema felicidade em auxiliar o Plano evolutivo de seu Pai Divino.

O crescimento da alma se dá primeiramente pela experimentação da vida em reinos inferiores àqueles onde está seu verdadeiro lar.

Para isso, ele reencarna; isto é, OS VEÍCULOS DA ALMA X 5l 8 1 s4 CORPO CAUSAL PARA EVOLUIR COM IDEAIS PENSAMENTOS ABSTRATOS CORPO MENTAL PARA PENSAR COM IDEIAS PENSAMENTOS CONCRETOS ySTMi.

/>LAf/ CORPO ASTRAL PARA SENTIR COM EMOÇÕES DESEJOS CORPO FÍSICO PARA AGIR COM REAÇÕES SENSORIAIS AÇÕES

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 253 1. Ele reúne matéria do plano mental inferior e a molda em um corpo mental, com o qual pensar, isto é, traduzir o mundo externo dos fenômenos em termos de pensamentos e leis concretas; 2. Ele reúne matéria astral e a molda em um corpo astral, com o qual sentir, isto é, traduzir o mundo fenomênico através dele em termos de desejos e emoções pessoais; 3. Ele é provido de um corpo físico apropriado, com o qual agir, e usando o qual ele traduz o mundo em termos de propriedades físicas — pesado ou leve, quente ou frio, móvel ou imóvel, e outras.

Esse processo de assumir esses três corpos pela alma é a Reencarnação. Durante a vida do corpo físico, toda vibração à qual os nervos respondem causa primeiro uma reação sensorial no cérebro; essa reação é então notada pelo corpo astral como agradável ou desagradável; o corpo mental em seguida registra o julgamento do astral e traduz a impressão como um pensamento; esse pensamento é finalmente notado pela alma no corpo causal.

A alma então envia sua resposta ao fenômeno do mundo físico através do corpo mental para o corpo astral, e através do astral para o cérebro físico.

A cada momento em que a consciência opera, há essa telegrafia de ida e volta ao corpo causal.

Após muitas ideias assim adquiridas, a alma as analisa, as tabula e generaliza a partir das experiências da vida em ideais de pensamento e ação.

Ele transmuta o mundo fenomênico em conceitos eternos que são parte de si mesmo.

O processo de retorno da Reencarnação, chamado morte, não faz diferença alguma para a alma no corpo causal.

Primeiro, o corpo físico é deixado de lado, e não se responde mais através dele aos fenômenos físicos.

Mas ele ainda tem o corpo mental e o corpo astral.

Então o astral é deixado de lado, e a atenção não é mais dada aos fenômenos astrais, e a alma observa o mundo

O TEOSOFISTA, JUNHO do plano mental inferior.

Por fim, o próprio corpo mental é descartado, e a alma é plenamente ela mesma no corpo causal, sem veículos inferiores.

(Veja a seção posterior — 'O Homem na Vida e na Morte'.) Ele está em casa mais uma vez, por assim dizer, embora na verdade nunca tenha deixado sua morada real; ele apenas focou parte de sua consciência e vontade através de veículos de matéria inferior, e os homens chamaram isso de Reencarnação.

Ele usou os veículos por períodos variados de tempo, e quando não precisava mais deles, os deixava de lado.

O que chamamos de vida e morte é, para a alma, apenas o voltar de parte de sua consciência para os planos inferiores e então sua retirada para os superiores novamente.

O método de estudar as leis da Reencarnação é observar as almas enquanto nascem em corpos físicos, enquanto vivem neles, enquanto os deixam de lado na morte, enquanto depois se libertam de seus corpos astral e mental, e enquanto finalmente são plenamente elas mesmas em seus corpos causais.

Cada incidente desse processo está registrado na Memória do LOGOS, e o investigador que puder se colocar em contato com essa Memória pode observar as reencarnações de qualquer alma repetidas vezes.

Investigações por esse método foram e estão sendo feitas, e fatos suficientes já foram reunidos para nos permitir deduzir leis.

O primeiro fato importante na Reencarnação é que suas leis diferem para vários tipos de almas.

Todas as almas em qualquer época dada não são de capacidade igual, pois algumas são almas mais velhas e outras são mais jovens.

(Por que deveria haver essa diferença de idade será explicado na seção sobre 'A Evolução dos Animais'.) O objetivo da reencarnação é permitir que uma alma se torne mais sábia e melhor através das experiências de cada encarnação, mas verifica-se que enquanto uma alma tem a capacidade de aprender rapidamente com poucas experiências, outra será extremamente lenta, precisando que uma experiência seja repetida várias e várias vezes.

Essa diferença de capacidade de experiência se deve à diferença de idade das duas almas, e, de acordo

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 255 com tais diferenças, as almas naturalmente se dividem em cinco grandes TIPOS DE ALMAS QUE REENCARNAM. J. ADEPTO — Acima da necessidade de Reencarnação. i. he yOUnest SOUls estão NO CAMINHO — Reencarnam imediatamente. aqueles que são Incapazes de sob supervisão de seu Mestre.

i i j i   i i Renuncia à vida no mundo celestial. COntrOl 1x1611 V10l6nt aHu .CULTIVADAS- naturezas de desejo cruas e (a) Reencarnam duas vezes em cada sub-raça.

Média de l.ZOO anos no mundo celestial. gj.g carentes em mental (b) Reencarnam mais de duas vezes na v-vi  iJx j mesma sub-raça.

Média de 700 anos capacidade; no mundo de hoje, no mundo celestial.

, essas almas aparecem nos selvagens e semisselvagens NÃO DESENVOLVIDAS j passando para a próxima.

.i„  .r,_ J passando para a próxima Fig.

Criminosos ou com mentalidade criminosa em comunidades civilizadas (Nº 5). Um pouco mais evoluídas, e portanto mais velhas, são aquelas almas que ultrapassaram o estágio selvagem, mas ainda são simples de espírito, sem imaginação, e carentes de iniciativa (Nº 4). Essas duas classes incluem mais de nove décimos da humanidade.

Depois vêm as almas mais avançadas e cultivadas em todas as raças, cujo horizonte intelectual não é limitado pela família ou nação, que anseiam por uma perfeição ideal e visam conscientemente alcançá-la (Nº 3). Ainda mais raras são aquelas almas que descobriram que o significado da vida é o autossacrifício e a dedicação, e estão "no Caminho", moldando conscientemente seu futuro (Nº 2). E como as raras flores em nossa árvore da humanidade, estão os Adeptos, os Mestres da Sabedoria, aqueles poderosos Irmãos Mais Velhos da Humanidade que são as Sombras de Deus sobre a Terra, que guiam a evolução de acordo com o Plano Divino (Nº 1). A reencarnação ocorre nas sub-raças das Raças-raízes estudadas na seção anterior; mas antes de chegarmos às suas leis, devemos primeiro isentar de seu funcionamento duas classes — a dos Adeptos e a daqueles "no Caminho". O Adepto está além de qualquer necessidade de reencarnação; todas as experiências que as civilizações podem lhe dar, ele já as obteve; ele

O TEOSOFISTA JUNHO realizou "o propósito do que o fez homem". Embora tenha se tornado "uma coluna no templo do meu Deus" e "não sairá mais", ainda assim muitos Adeptos reencarnam entre os homens para serem um Legislador e Guia, para unir a humanidade a Deus.

Ao nascer, o Adepto escolhe onde e quando nascerá, pois é o senhor absoluto de seu destino.

Aqueles "no Caminho" são os discípulos dos Mestres de Sabedoria e, geralmente, após a morte, reencarnam dentro de poucos meses ou anos, sem descartar seus corpos mental e astral, como normalmente ocorre antes do renascimento.

A lei geral é que, após a morte do corpo físico, a alma tem um breve período de vida no plano astral e, então, após descartar o corpo astral, passa vários séculos no mundo mental inferior.

Esse mundo mental inferior é o Céu inferior (frequentemente chamado de Devachan na literatura teosófica), e ali os anseios e aspirações da vida terrena são revividos, agora com plena realização de toda a felicidade almejada.

Séculos são assim gastos em atividade feliz, até que as forças de aspiração se esgotem, e a alma descarte o próprio corpo mental.

Ele então terminou sua encarnação e é ele mesmo apenas em seu corpo causal, com todas as suas experiências transmutadas em ideais e capacidades.

Mas, como ainda tem muito a fazer para aperfeiçoar-se, reencarna novamente, tomando três novos corpos — o mental, o astral e o físico.

Uma exceção a esse método usual de evolução é o discípulo "no Caminho"; os séculos de felicidade que ele poderia ter no mundo celestial, ele os adia, ansioso por continuar no plano físico o trabalho para seu Mestre; ele renuncia à felicidade que lhe é devida, a fim de servir à humanidade com seu trabalho.

Seu Mestre escolhe por ele quando e onde ele deverá nascer, e ele retorna ao nascimento com os corpos astral e mental da vida que acaba de encerrar, tomando apenas um novo corpo físico.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 257 As leis de reencarnação que se aplicam às almas que não são nem discípulos nem Adeptos podem ser deduzidas à medida que analisamos os fatos nas Figs. 30–33.

Os gráficos nos fornecem, em forma tabular, fatos concernentes às vidas passadas de quatro indivíduos.

Todos os quatro têm, naturalmente, várias centenas de vidas por trás de si; mas, para fins de estudo, apenas suas vidas mais recentes foram investigadas.

Esses quatro pertencem à classe culta de almas, mas o estudo das leis que regem sua evolução nos dará também alguns fatos concernentes à reencarnação das outras duas classes — os simples de espírito e os não desenvolvidos.

Dos detalhes fornecidos quanto a lugar, tempo, sexo e raça das encarnações, e do tempo decorrido entre as vidas, podemos deduzir o seguinte: 1. Há entre as almas cultas dois subtipos: um, daqueles cujo período entre a morte e o renascimento é em média de 1200 anos (Sujeitos A, B e D, Figs. 30, 31 e 33), e o outro, daqueles cujo intervalo entre vidas é de apenas cerca de 700 anos (Sujeito C, Fig. 32). O período entre encarnações é em grande parte passado no mundo celestial inferior, "em SUBJECT A - ÚLTIMAS 10 VIDAS MÉDIA DE VIDA NA TERRA 66 ANOS PERÍODO MÉDIO ENTRE ENCARNAÇÕES 1108 ANOS.

DATA DE LUGAR DE RAÇA SEXO INTERVALO ENTRE NASCIMENTO NASCIMENTO VIDAS B.23650 N.AMÉRICA M. MASCULINO 56 923 2.26 65 N.AMÉRICA 2 64 1135 2/466 POSEIDÔNIA 3 84 1826 19546 BACTRIA 4 71 1276 16209 N.ÁFRICA .. 5 69 1266 16614 POSEIDÔNIA .. 6 FEMININO 51 1041 15182 TARTÁRIA .. 7 „ 85 1167 14530 CANADÁ .. 1 „ 57 819 13654 POSEIDÔNIA .. 2 MASCULINO 54 1505 12095 PERU .. 3 82 1266 10741 CHINA .. 4 79 1050 3616 POSEIDÔNIA .. 5 FEMININO 54 1262 6302 ETRÚRIA .. 6 „ 44 1241 1017 EGITO V. 1 MASCULINO 68 619 6330 ÍNDIA .. 1 „ 90 605 5635 ÍNDIA .. 1 „ 47 1551 4037 EGITO .. 1 „ 70 1143 2614 CRETA .. 4 87 830 1501 ARÁBIA .. 2 „ 45 1336 524 GRÉCIA .. 4 70 2301 D.C. 1847 INGLATERRA .. 5 Fig.

Esses quatro indivíduos, A, B, C e D, são respectivamente os egos-caráter Sirius, Orion, Alcyone e Erato de "As Vidas de Alcyone". Sirius e Alcyone não pertencem, estritamente falando, mais à classe 3 da Fig. 29, pois estão agora "no Caminho". Mas como entraram "no Caminho" apenas recentemente — no caso de Sirius, em sua encarnação grega, 524 a.C., e no caso de Alcyone, em 1910 d.C. — suas vidas passadas são provavelmente bem típicas da classe 3.

O TEOSOFISTA JUNHO Devachan," e a duração da vida ali depende da quantidade e intensidade da aspiração durante a vida terrena.

No caso das almas não desenvolvidas e das de mente simples, uma vida no corpo físico de cerca de sessenta anos criará força espiritual que proporcionará uma vida no Devachan, para as primeiras, de cinco a cinquenta anos, e, para as últimas, de cerca de dois ou três séculos; se, contudo, a vida física for curta, como quando a morte ocorre na infância ou na juventude, o Devachan será muito mais curto, uma vez que a força espiritual gerada será menor em quantidade.

No caso da maioria das almas cultas, uma vida de sessenta anos pode necessitar de 1000 a 1200 anos em Devachan, o período de tempo dependendo da quantidade de força a ser transmutada em faculdade.

Entre essas almas cultas, no entanto, há um pequeno grupo, do tipo do Sujeito C na Fig. 32, que, embora possam gerar a mesma quantidade de força aspiracional que os outros que requerem doze séculos em Devachan, condensam sua vida no mundo celestial em cerca de sete séculos mundiais.

2. Almas cultas do primeiro subtipo nascem na sub-raça de uma Raça-raiz pelo menos duas vezes em cada sub-raça, e geralmente em sua ordem numérica.

Quando consideramos o Sujeito A da Fig. 30, encontramo-lo nascido, em 23.850, na primeira sub-raça da Raça-raiz Atlante; suas vidas subsequentes

ASSUNTOS - ÚLTIMAS 24 VIDAS, VIDA MÉDIA NA TERRA 53 1/2 ANOS, PERÍODO MÉDIO ENTRE ENCARNAÇÕES 1017 ANOS.

DATA DE NASCIMENTO, LOCAL DE NASCIMENTO, SEXO, ENTRE VIDAS

23.850 HAVAÍ 1, 2 MASCULINO 60 837
22.878 MADAGASCAR 2 FEMININO 57 713
22.208 MALACA 3, 7 „ 56 612
21.840 S. (NO/ A .. / ,, 36 0
21.504 3, /ND/A „ 2 48 0
20.456 5. /ND/A . 2 64 177
19.617 BACTP/A .. 4 (4 ALE 7 / (245
18.301 (MOROCCO .. 5 67 (006
17.228 POSE/DON/S H 6 „ 9/ (447
15.630 TARTAPy „ 7 „ 58 ((25
14.507 CANADA , / 56 780
13.671 POSE/DON/6 .,2 FEHALE 33 (543
12.090 PERU M es 23/3
9.686 CH/NA „4 /3 70
9.603 POSE/DON/S  5 39 (239
8.325 ETRUP/A „ 6 65 (502
6.758 TARTAPy « 7 52 (007
5.629 (ND/A v./ 62 (552
4.015 EGYPT ' ft ( MALE 7 / /ZOQ
2.735 S. APP/CA » 2 ,, 48 S09
1.878 PEPS (A ,,3 „ (7 34(
1.521 ASIA (4/NOR „ 4 3/ 9$(
493 SPEECE v4 76 2020
(597 t/EN/CE v4 23 186 — v5

ocorrem em suas outras sub-raças em sua ordem.

Após sua vida na sétima sub-raça, ele retorna à primeira novamente, com mudança de sexo, e então nasce nas próximas sub-raças em ordem numérica, embora, ao retornar a estas, não seja invariavelmente com mudança de sexo.

Como ele nasce pela segunda vez nas sub-raças, ele omite a sétima sub-raça; quando uma sub-raça é totalmente omitida, é porque a alma já adquiriu em outro lugar as qualidades que geralmente só podem ser obtidas naquela raça.

No caso de A, evidentemente uma vida na sétima sub-raça foi suficiente para obter dela o que ele necessitava.

Da mesma forma, quando uma sub-raça é repetida mais de duas vezes, a encarnação extra nela é necessária para que a alma cumpra o propósito planejado.

O segundo subtipo, representado pelo Sujeito C, também deve seguir alguma lei geral, mas nenhuma lei pode ser deduzida ao consultarmos a Fig.

; mais tarde, sem dúvida, quando outros indivíduos do mesmo subtipo forem examinados, alguma lei poderá ser percebida.

3. Quanto ao sexo do corpo, podemos observar que esses quatro indivíduos variam consideravelmente.

Uma encarnação como homem ou mulher tem por finalidade adquirir qualidades SUJEITO C«ÚLTIMA VIDA MÉDIA DE VIDA NA TERRA 7Z% ANOS PERÍODO MÉDIO ENTRE ENCARNAÇÕES 70eM DATA DE NASCIMENTO LOCAL DE NASCIMENTO RAÇA SEXO ENTRE VIDAS B,C.Zie62 N. AMÉRICA Ml FEMININO 84 BI9 znso ÍNDIA 6 „ n Z75 21467 /ÍNDIA 2 MASCULINO 65 808 10574 ÍNDIA V 3 „ 109 3/ / /9SS4 CH/NA 69 600 laees centralao/a V. / 79 597 /620S M. AMÉRICA ms 71 674 17464 ÁSIA CENTRAL V, / „ 60 526 16676 POdE/DON/S me „ 84 797 /S935 ÁSIA CENTRAL K / fE/4ALE SB 535 /S402 ÍNDIA ,, / „ 79 772 /4SS/ ÍNDIA .. / „ 9/ 809 /36S/ POSEIDONIS W.2 „ 62 692 72677 ÍNDIA V,/ MASCULINO 82 702 /Z093 PERU m.3 30 82/ ///az /ND/A V,/ 7/ 682 I04Z9 ÍNDIA / „ 73 [ G64 9671 POSEIDON/S ms 66 8// 6775 ÍNDIA V ! „ 63 840 7652 ÍNDIA 1, ! „ 78 788 6966 EGITO N. / FEMININO 77 945 5364 ÍNDIA » / „ 17 3/Z 5635 I ÍNDIA / 47 6/8 4970 ' ÍNDIA / „ 69 36$ 4035 EGITO „ / 75 90/ 3059 ÍNDIA „ / MASCULINO 81 798 2/80 ÍNDIA ! 56 596 /5Z8 PÉRSIA „ 87 a/t 630 ÍNDIA If //83 D.C. 624 ÍNDIA - 70 802 Fig.

JUNHO 260 O TEOSOFISTA mais prontamente desenvolvidas num sexo do que no outro; mas, como a capacidade de assimilar experiências varia com as diferentes almas, e como, além disso, as necessidades mudam à medida que as vidas são vividas, não há regra fixa quanto ao número de encarnações nos sexos.

Geralmente não há mais de sete vidas consecutivas, nem menos de três, num sexo, antes de mudar para o outro; mas há exceções, e encontramos nosso Sujeito A, após uma série de três como homem, mudando para duas como mulher, e então revertendo novamente ao sexo masculino.

Tem sido observado o caso de uma alma tendo até nove vidas consecutivas como mulher.

4. Não há princípio geral a ser visto quanto à duração da vida no corpo físico.

O tempo do nascimento é determinado pelo término da vida no mundo celestial; o tempo da morte é geralmente fixado de antemão pelos "Senhores do Carma" — aqueles Anjos do Plano de Deus cujo trabalho é ajustar o bem e o mal do passado e do presente do homem, para que através de sua interação o máximo de bem possa resultar.

A vida pode ser encerrada prematuramente por doença ou acidente, se eles virem que isso é o melhor para a evolução futura da alma; se, por outro lado, uma vida longa é necessária naquele momento para permitir que a alma adquira alguma faculdade, então a duração da vida será ajustada para esse fim.

Embora os principais incidentes e o desfecho de uma encarnação sejam fixados por esses comissários de Deus, de acordo com o "Carma" da alma — ou seja, de acordo com os serviços devidos por ele a outros, e por outros a ele, como resultado de vidas passadas —, no entanto, o plano geral pode ser modificado por um exercício de iniciativa por parte do próprio indivíduo, ou por parte de outros cujas ações o afetam diretamente.

Por exemplo, quando a morte ocorre por acidente, não raramente é o fim planejado pelos Senhores do Carma para aquela encarnação; mas às vezes não é assim intencionado, e o acidente é, portanto, uma interferência de novas forças trazidas a influir sobre a vida.

Em tal caso, o plano perturbado será ajustado no início da próxima vida, de modo que, no final, nada seja perdido para a alma cujo destino foi momentaneamente alterado por outros.

Em nenhum caso o suicídio está no plano da vida de um homem; por tal ato, o homem é diretamente responsável, embora essa responsabilidade possa também ser compartilhada por outros.

Para almas das duas classes — os simples de espírito e os não desenvolvidos — a lei da reencarnação é modificada na medida em que elas nascerão repetidamente em uma sub-raça antes de passar para a seguinte.

Isso se deverá à sua incapacidade de obter a experiência necessária durante uma ou duas vidas em uma sub-raça.

O período entre suas vidas é às vezes de apenas alguns anos, embora possa ser de até dois ou três séculos.

Elas estão, na realidade, milhões de anos atrás da classe culta, no que diz respeito à sua evolução geral.

Contudo, seu atraso não se deve a qualquer mal nelas; é meramente uma questão da idade da alma.

A visão mais ampla da vida e as simpatias mais profundas que são naturais hoje para uma alma culta, algum dia serão possuídas pelas almas subdesenvolvidas e pelas almas simples; o crescimento chega a todos, mais cedo ou mais tarde, na vida sem fim da alma.

Olhando para esses gráficos de vidas, e observando os detalhes neles contidos de lugar, data e raça, pode-se perguntar como o investigador oculto tem certeza sobre qualquer um deles. Como pode

O TEOSOFISTA, JUNHO ele ter certeza de que um homem em Poseidônis (Sujeito D) e uma mulher esquimó da próxima vida são a mesma alma? Concedido que existe uma Memória do LOGOS, como essas coisas podem ser descobertas? A pergunta é natural, e a resposta talvez esclareça que os métodos de investigação oculta não são radicalmente diferentes daqueles empregados pelos cientistas de hoje.

A localização de qualquer parte da Terra onde um indivíduo nasce não é uma questão difícil; o investigador verá o nascimento da criança e, então, terá que olhar ao redor do país circunvizinho para observar sua relação com mares, montanhas, lagos e rios; seu conhecimento atual de geografia permitir-lhe-á então localizar o lugar.

Se a época é remota e a configuração da superfície do globo é diferente, ele deve, por um momento, olhar para o lugar como era então, e, no momento seguinte, colocar-se em contato com a Memória Divina, nos mesmos lugares, mas em tempos históricos posteriores ou mesmo hoje; ele pode então saber que nome os geógrafos dão ao lugar agora.

Para conhecer a raça e a sub-raça, é necessário muito estudo prévio em etnologia.

Para quem viajou muito, há pouca dificuldade em distinguir um chinês de um japonês, ou mesmo um celta francês de um celta italiano, ou um norueguês de um inglês.

Da mesma forma, observações das peculiaridades raciais, e especialmente das variações nos constituintes invisíveis mais sutis dos corpos das sub-raças, permitirão ao investigador encontrar a informação que procura.

A fixação de datas é uma tarefa mais difícil.

À medida que o investigador lê a Memória do LOGOS, ele pode observar os eventos na Terra tão rápida ou tão lentamente quanto desejar.

Ele pode, se quiser, observar os incidentes de um dia de muito tempo atrás, minuto a minuto; ou pode, no curso de alguns segundos, notar rapidamente verão, outono, inverno e primavera, e verão novamente, em qualquer lugar que escolher, e assim contar o tempo pelas estações.

Se ele deseja precisão perfeita, deve observar as

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 263 estações enquanto voam assim, contando rapidamente o tempo passado, ano após ano.

Dentro dos tempos históricos, se estiver observando uma cena no Egito e desejar saber a data, talvez precise observar alguma cerimônia da corte, captar o nome do Faraó como é pronunciado por alguém, e então consultar uma enciclopédia para encontrar a data daquele monarca.

Na Grécia, pode precisar ver alguém escrever uma carta ou documento, e anotar o número da Olimpíada, ou pode fixar-se em algum evento bem conhecido, como a Batalha de Maratona, e então contar o número de anos daquele até o incidente em que está interessado.

Em Roma, deve encontrar um escriba datando uma carta "tal e tal ano desde a fundação da Cidade", ou poderia encontrar a data observando algum debate no Senado e anotando os nomes dos Cônsules para o ano, e então obtendo suas datas de uma lista histórica.

Às vezes contará para trás ou para frente a partir de um marco no tempo, como o afundamento da Atlântida; 9.564 a.C. — esse tempo tendo sido de uma vez por todas fixado por ele por contagem anterior.

Quando centenas de milhares de anos precisam ser contados, o investigador precisará saber algo de astronomia para calcular os grandes períodos pela posição relativa da Estrela Polar em relação ao eixo da Terra.

Como na pesquisa científica moderna, o valor do trabalho do investigador oculto depende de seu cuidado na observação, e de sua cultura geral e habilidade para apresentar suas observações de maneira metódica.

Ao reconhecer uma alma em suas diferentes encarnações, um investigador cuidadoso nunca precisa cometer erro algum na identificação.

É bem verdade que o corpo físico do sujeito é diferente em cada encarnação, mas seu corpo da alma, o Corpo Causal com o Augoeides nele, não muda.

Uma vez que o investigador tenha notado a aparência desse corpo permanente da alma, ele o reconhecerá vida após vida, quaisquer que sejam as mudanças do corpo físico temporário.

É esse Corpo Causal

O TEOSOFISTA JUNHO que é a marca certa de identificação, e que será o mesmo, seja o corpo físico o de um recém-nascido ou o de um homem cambaleando para o túmulo.

Mais dois diagramas restam a ser considerados nesta seção.

São as Figs.

e 35. As três almas, A, B e C, que estudamos, estão intimamente ligadas por laços de afeição, laços que foram forjados há muitas, muitas vidas atrás.

Cada alma evolui sob a pressão de sua própria eternidade separada, mas trilha o caminho para sua Deificação não sozinha, mas de mãos dadas com outras almas que aprende a amar.

Um verdadeiro vínculo de afeição é sempre entre almas, e não meramente das vestes terrenas; e sejam estas quais forem, o amor atravessará através delas de uma para a outra.

As relações físicas são de importância secundária; o único poder multidimensional do amor manifestar-se-á sempre como amor e devoção, seja qual for o canal terreno que lhe seja designado pelos Senhores do Carma. Dos sujeitos A, B e C, A e B pertencem ao subtipo entre almas cultas que têm 1200 anos em Devachan, enquanto C pertence ao segundo subtipo, com apenas 700 anos de intervalo entre vidas.

É óbvio que A e B não podem aparecer em todas as vidas de C, a menos que ambos morram em cada vida naquela idade que lhes garanta apenas cerca de 700 anos de Devachan.

Há uma ligeira imprecisão neste diagrama; duas vidas de B foram omitidas, em cada uma das quais, no entanto, ele não encontra nem A nem C. A primeira aparece após "Pai—Filha", como entre A e C em seu nono encontro; a segunda vem após "Amigo—Amigo", como entre B e A em seu nono encontro.

B A C
MARIDO.... ESPOSA _ _ . .MARIDO .dr.FILHO.., SOGRA.
.IRMÃO IRMÃO mre CUNHADO PAI CUNHADO-
IRMÃO IRMÃO... ESPOSA MARIDO.... FILHO/. MÃE.... MÃE AMIGO MARIDO.... IRMÃO... AMIGO IRMÃO.... AMIGO MÃE AMIGA FILHA'!. FILHA.. PAI PAI FILHA . . ESPOSA Marido... AMIGO IRMÃO.. AMANTE IRMÃ.... . AMIGA AMANTE PAI FILHO.
PAI FILHO AMIGO AMIGO AMIGO AMIGO Gêmeos adotados

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 265
O que realmente aconteceu é dado na Fig. 34. Durante o tempo em que C teve 31 encarnações, A teve apenas 20, e B apenas 24. Na segunda das vidas de A nesta série, ele encontra C, e eles se tornam marido e mulher; mas nessa vida A não encontra seu outro amigo B. Quando A nasce novamente, ele é marido de B e cunhado de C; mas nesse meio-tempo, tanto B quanto C tiveram cada um uma vida, na qual não encontraram A. Estudando o gráfico, descobriremos que durante 31 vidas C encontra A doze vezes, enquanto encontra ambos A e B juntos apenas oito vezes.

O vínculo entre A e C é especialmente forte, como se verá no diagrama; qualquer que seja a relação física — como marido e mulher, ou mulher e marido, como irmão e irmã, ou amantes a quem os fados são desfavoráveis, de modo que não se casam — alma fala à alma.

Uma vez B, como mulher, adota uma menina, A; essa dívida é paga mais tarde por A quando, como homem, adota um menino, B. Em catorze vidas dos Sujeitos E e F, Fig. 35, nas quais eles se encontram, vemos como o vínculo de amor aparece em formas variadas.

Quando E muda de sexo e tem duas vidas como mulher, seu amado está com ela, primeiro como filho, e depois como marido.

Quando F muda de sexo e tem três vidas como homem, na terceira delas encontra seu amigo E como homem; entre os dois homens surge um vínculo incomum de simpatia e afeição.

Mais tarde, E é um sacerdote, e uma pequena órfã é trazida a ele para ser admitida no templo; não são necessários muitos meses antes de se tornarem grandes amigos, e o sacerdote é pai e guia.

Então chega uma vida em que são marido e mulher novamente, e depois duas vidas nas quais se encontram e o amor surge entre eles, mas o curso do verdadeiro amor não corre tranquilo.

Segue-se então uma vida em que F não encontra seu amado; mas eles se encontram novamente como marido e mulher em Roma.

Em sua vida presente, eles ainda não se encontraram, e quer os planos dos Senhores do Carma para cada um os mantenham separados desta vez ou não, o vínculo, alma a alma, é forte e ininterrupto, e eles se encontrarão novamente em vidas futuras — como esposa e marido, ou filho e pai, ou como amigos — serão verdadeiros amantes uma vez mais, capazes daquele amor multidimensional que se expande em devoção e sacrifício ao seu amado, em qualquer canal que os Senhores do Destino lhes concedam.

Ato Primeiro.

Esta Terra.

Um palco tão ensombrado de dor, Que quase adoeceis com as cenas que se alternam.

E, no entanto, sede pacientes.

Nosso Dramaturgo pode mostrar Em algum quinto ato o que este drama selvagem significa.

A vida, sem a Reencarnação como chave, é um drama deveras selvagem, como pareceu a Tennyson uma vez, apesar de sua Fé Cristã.

Um processo cruel é a Evolução, cuidadosa do tipo e indiferente à vida individual.

Mas concedei que a Vida, indestrutível e imortal, também evolui; então o futuro de cada indivíduo é verdadeiramente brilhante.

À luz da Reencarnação, a Morte perdeu o seu aguilhão e o túmulo a sua vitória; os homens avançam sempre rumo à Deificação, de mãos dadas com aqueles que amam, sem nunca temer a separação.

A moralidade é apenas um papel que a alma desempenha por um tempo; e quando a peça termina, quando todas as vidas são vividas e todas as mortes são mortas, então a alma inicia o seu destino como Mestre da Sabedoria, como Sombra de Deus sobre a terra, como "o Verbo feito carne". Para um e para todos, cultos ou selvagens agora, este é o futuro que nos aguarda, a glória que será revelada.

C. Jinarajadasa {Continua}

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. Jinarajadasa, M.A. (Continuação da página 266) IV. A Lei do Karma Quem labutou como escravo pode voltar como príncipe Por gentil merecimento e valor conquistado; Quem reinou como rei pode vagar pela terra em farrapos Por coisas feitas e não feitas.

POUCO a pouco, à medida que o conhecimento do homem cresce, o mundo em que ele vive é visto como um mundo de lei.

Cada lei da Natureza, à medida que é descoberta, liberta mais da nossa vontade, por mais que à primeira vista possa parecer restringir as nossas ações; e uma vez que as ações são apenas a diagonal resultante de uma

O TEOSOFISTA JULHO série de forças de pensamento e sentimento de um mundo interior, a necessidade suprema do homem é compreender esse mundo interior seu como um mundo de lei e ordem.

A grande Lei do Karma ou Ação, que a Teosofia expõe, revela ao homem algo da trama interior do seu ser e, assim, ajuda-o a ser senhor das circunstâncias e não seu escravo.

Já estamos familiarizados na ciência moderna com a concepção de todo o universo como uma expressão de Energia.

O elétron é um depósito de energia; também o é, embora em escala maior, uma estrela.

Essa energia está em contínua mudança, transformando-se o movimento em calor ou eletricidade, e a eletricidade em magnetismo, e assim por diante, de uma transformação a outra.

O próprio homem é um depósito de energia; ele absorve energia com o seu alimento e a transforma nos movimentos do seu corpo.

A energia no homem, quando utilizada para uma ação bondosa, é benéfica, e chamamos a tal uso de "bom"; quando é empregada para ferir outrem, chamamos a tal uso de mau. Todo o tempo em que o homem vive, ele é um transformador; a energia universal entra nele, para ser por ele transformada em serviço ou em dano.

A Lei do Karma é a expressão de causa e efeito à medida que o homem transforma energia.

Ela leva em conta não apenas, como a ciência faz, o universo visível e suas forças, mas também aquele universo maior e invisível de força que é a verdadeira esfera de atividade do homem.

Assim como, com o piscar de uma pálpebra, o homem lança no universo uma força que afeta o equilíbrio de todas as outras forças em nosso cosmos físico, também, com cada pensamento e sentimento, ele altera o ajuste de si mesmo ao universo, e o ajuste do universo a ele.

O primeiro princípio a compreender, na tentativa de entender o Karma, é que estamos lidando com a força e seus efeitos.

Essa força é do mundo físico do movimento, ou do mundo astral do sentimento, ou do mundo mental do pensamento.

Estamos usando todos os três tipos de força: a primeira com as atividades do nosso corpo físico, a segunda com os sentimentos dos nossos corpos astrais, e a terceira com os pensamentos concretos e abstratos dos nossos corpos mental e causal.

Aspirar, sonhar, planejar,

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 343 pensar, sentir, agir — tudo isso significa colocar em movimento forças de três mundos; e, de acordo com o uso que fazemos dessas forças, ajudamos ou atrapalhamos.

Agora, toda a força que usamos, de todos os planos, é a Energia do LOGOS; somos apenas transformadores dessa Energia.

À medida que transformamos e usamos essa Energia, é Seu Desejo que a usemos para promover o Seu Plano de Evolução.

Quando ajudamos esse Plano, nossa ação é "boa"; quando o atrapalhamos, nossa ação é má. E, como usamos a Sua força o tempo todo, devemos, a cada momento, ou ajudar ou atrapalhar esse Plano.

Uma vez que o homem não é um indivíduo isolado, mas uma unidade em uma Humanidade de milhões de indivíduos, cada pensamento, sentimento ou ato do homem afeta cada um de seus semelhantes, na proporção da proximidade de cada um a ele como distribuidor de força.

Cada uso que ele faz dessa força, que ajuda ou atrapalha o todo, do qual ele faz parte, traz consigo um resultado para ele; esse resultado é brevemente expresso, em termos de sua ação e sua reação resultante, na Fig.

36. Cada dano causado é tanta força (representada no diagrama por uma esfera preta) lançada no universo, que se manifesta no dano infligido a outro; mas o equilíbrio do universo em relação a esse outro foi então perturbado pelo agressor, e esse equilíbrio deve ser restaurado às custas do malfeitor.

Sua AÇÃO REAÇÃO -J < (/> D < U ASPIRAÇÕES IDEAIS -J < !- 2 ui E BUSCA««VERDADE CRÍTICAS INSPIRAÇÕES PREOCUPAÇÕES o o -J < ou 0) < SIMPATIAS ANTIPATIAS FELICIDADES TRISTEZAS © < 35 >" 2C L. ATOS BONDOSOS INJÚRIAS CONFORTO DORES © Fig.

O TEOSOFISTA JULHO karma '' pela injúria é uma dor", a força que a produz descarrega-se através do injuriado como fulcro, e assim restaura o equilíbrio original.

Similarmente ocorre com um ato bondoso; seu karma ou reação é uma força que ajusta as circunstâncias materiais de modo a produzir um "conforto". Além disso, neste universo de lei, cada tipo de força atua em seu próprio plano; um homem pode dar esmola a um mendigo com piedade e simpatia, mas outro meramente para se livrar dele como um incômodo; ambos realizam um ato bondoso, e para ambos o karma do ato no plano físico é um "conforto"; mas há para o primeiro um karma adicional no plano astral por sua piedade e simpatia, e ele lhe chega como uma emoção feliz, enquanto para o segundo não há karma dessa espécie.

Similarmente, posso não ter nada além de piedade para dar a um sofredor; colho com isso uma "felicidade" emocional, mas não também um conforto físico. Para fins de exposição deste difícil assunto, um símbolo foi tomado para cada tipo de força que produz karma (ver última coluna no diagrama); esses círculos e a estrela são meramente símbolos, e nada mais.

No plano mental superior, onde a alma do homem reside em seu corpo causal, o mal "é nulo, é nada, é silêncio que implica som"; ali não existe contraparte maligna para a aspiração da alma.

O homem perverso não é uma alma perversa; ele é apenas o representante em um corpo terreno de uma alma subdesenvolvida, cujas energias são ainda demasiado débeis para controlar seu agente físico.

Cada um de nós, ao entrar nesta vida, vem de um longo passado de muitas vidas; ao retomarmos nossa tarefa uma vez mais na terra, trazemos conosco nosso karma do bem e do mal.

Ora, este karma, como já foi explicado, consiste de forças; e

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 345 Fig.

é uma tentativa de sugerir à nossa o-or'% Fig.

imaginação este fato do indivíduo como um fulcro para a descarga das forças boas e más de sua própria criação.

Talvez, ao olharmos o diagrama, nosso olho seja primeiramente impressionado pelo grande número de "dores", "aflições" e "preocupações" que são devidos ao homem; e contamos apenas três "ideais". Mas não devemos esquecer que as forças de todos os planos não têm igual valor na produção de mudanças no destino de um homem; uma unidade de força física, produzindo um "conforto", é uma centésima fração tão poderosa quanto uma unidade de força mental que cria um "ideal". Se dermos 1 como o equivalente de "trabalho" para uma unidade física de força, não estaremos exagerando se pusermos 5 para uma unidade astral, 25 para a mental inferior e 125 para um "ideal" do mundo mental superior.

Embora um homem possa ter muitas "dores" e "aflições" e "preocupações" como seu karma, contudo, se ele tiver também alguns poucos "ideais", fará um sucesso de

O TEOSOFISTA, JULHO sua vida e não um fracasso; por outro lado, um homem pode receber como devido kármico riqueza e posição mundanas, dando-lhe muitos "confortos" e "felicidades", e, no entanto, se ele não trouxe de seu passado quaisquer "inspirações" para sua mente, sua vida pode ser meramente uma de agradável futilidade em grande parte.

Olhando ao nosso redor para as vidas que homens e mulheres vivem, é quase um exagero dizer que na maioria das vidas de hoje há mais karma "mau" do que "bom", isto é, há no geral mais labuta tediosa e tristeza do que trabalho feliz e alegria.

No estágio atual da evolução humana, há, no estoque de forças acumuladas por cada um de nós, mais que nos cause dor do que prazer.

Nossa conta do mal é maior que a do bem, porque em nossas vidas passadas não desejamos ser guiados pela sabedoria, e preferimos, em vez disso, viver vidas egoístas, pouco nos importando a quem ferimos com nosso egoísmo.

Mas cada força kármica deve descarregar sua energia, pois "o que o homem semear, isso também colherá". Contudo, à medida que um homem colhe, suas forças kármicas são cuidadosamente ajustadas, de modo que, como interação entre seu bem e seu mal, o resultado final seja uma adição, por mais ligeira que seja, ao seu bem.

Se, ao nascermos, todas as nossas forças kármicas do bem e do mal fossem postas em operação, então, vendo como temos um estoque maior de mal do que de bem, nossas vidas seriam tão sobrecarregadas de dor e tristeza que teríamos pouco ânimo para lutar através da batalha da vida.

Para que, no entanto, lutemos e tenhamos sucesso, e acrescentemos ao lado bom de nossa conta e não ao mau, um ajuste cuidadoso é feito para cada alma ao entrar na encarnação.

Este ajuste é feito pelos "Senhores do Carma", aquelas Inteligências benéficas que, no Plano do LOGOS, atuam como árbitros do Carma.

Eles não recompensam nem punem; apenas ajustam a operação das forças do próprio homem,

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 347 para que seu carma o ajude a dar um passo adiante na evolução.

Um método típico de ajuste podemos estudar a partir dos diagramas que se seguem.

Na Fig.

temos um círculo que representa a totalidade do carma do homem, ou a força de todas as suas vidas passadas; o círculo tem CL Fig.

dois segmentos, o liso e o sombreado.

O segmento liso representa a quantidade de carma bom, e o sombreado, a do carma mau.

Presumiremos que o carma total do indivíduo chega a cem unidades, e que a relação entre seu bem e seu mal está na proporção retratada no

THE THEOSOPHIST JULY diagrama, que é de 2 para 3. O segmento a e b c, então, representa o carma bom de 40 unidades, enquanto o segmento a d h c representa o carma mau de 60 unidades.

Essa totalidade de carma passado acumulado é conhecida na filosofia indiana como Sanchita, ou carma "acumulado".

Dessa totalidade, os Senhores do Carma selecionam uma certa quantidade para a nova vida da alma; imaginaremos que eles tomam para o trabalho da nova vida um quarto do total.

Esse quarto é representado no diagrama pelo segmento e c d; e deste, e c a representa o bom, com 107 unidades, e a c d o mau, com 143 unidades.

A relação entre esse bem e esse mal não é de 2 para 3 do total; é de 3 para 4, dando assim ao indivíduo mais de sua conta boa do que aparentemente lhe caberia.

Esse estoque de carma, com o qual a alma inicia sua encarnação, é chamado em sânscrito de Prarabdha, ou carma "inicial"; é esse "Destino" que o muçulmano acredita que Deus amarra ao redor do pescoço de cada alma ao nascer.

Na Fig.

temos esse carma Prarabdha, e seu bem é o segmento liso f i g h, e seu mal é o segmento sombreado Fig.

Foi mencionado que mais carma bom foi selecionado

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 349 para a vida do que era a proporção no carma total de todas as vidas passadas.

Isso é mostrado no diagrama, onde o segmento f i h representa a proporção de bem segundo a totalidade do carma, e o segmento f i g h representa a proporção de bem efetivamente selecionada para a nova vida.

Sendo o karma uma força, à medida que a força se gasta, ela realiza “trabalho”; esse “trabalho” produz na vida de um homem aquelas reações que são descritas na Fig. 36. Conforme a vida de um homem é vivida, o karma representado pela nossa Fig. 39 exaure-se.

Mas o “trabalho” que ele realiza tem, no entanto, o resultado de fazê-lo criar novo karma por meio de reação; conforme a sabedoria do homem, assim será esse novo karma que é assim produzido. Se suas “dores” lhe ensinam resignação e simpatia, se seus “sofrimentos” e “preocupações” o impulsionam a se esforçar para corrigir os erros que cometeu, se ele “paga suas dívidas kármicas” com compreensão, então o novo karma que ele gera é bom e não mau.

Mas se ele se ressente das dívidas que é chamado a pagar, se sua natureza se endurece e, como resultado, ele causa miséria a outros, o novo karma que ele cria é mau. Na verdade, a maioria de nós, ao pagarmos nossas dívidas kármicas, fazemos nosso novo karma misto, como antes, de bem e mal; apenas, haverá, nos mais sábios entre nós, uma proporção maior de bem do que de mal.

Esse novo karma criado, chamado em sânscrito de Agami ou Kriyamana, ou karma “futuro”, é mostrado na Fig. 40. É um círculo maior do que o da Fig. 39. Enquanto 25 unidades de karma, boas e más, foram gastas, 36 novas unidades de ambas foram criadas; ao passo que a proporção de bem e mal com a qual a vida foi iniciada era de 3 para 4, a proporção, ao se encerrar a vida, do novo karma criado — de bem 16, e de mal 20 — é de 4 para 5. Na Fig. 41, os raios m I e k I mostram respectivamente os tamanhos dos segmentos do antigo karma exaurido e do novo.

Na Fig. 42, temos as duas Figs. 39 e 40 sobrepostas uma sobre a outra; vemos imediatamente que há tanto uma maior quantidade de força gerada quanto uma maior proporção de bem para mal. Referindo-nos mais uma vez à Fig. 38, agora descobrimos que o segmento g a foi exaurido; devemos colocar em seu lugar o novo karma representado pela Fig. 40. Isso é feito na nova Fig. 42. O círculo externo representa o novo total de 111 unidades, enquanto o círculo interno representa o antigo total de 100; os raios op, rp nos mostram como há, para o futuro, uma maior proporção de bem para mal, como 45,3 para 65,7, o que é praticamente como 41 para 59. Quando vemos que a proporção do antigo total era de 40 para 60, a mudança não é grande; há apenas mais uma unidade do bem, e uma a menos do mal, como resultado de uma encarnação.

Mas, de fato, até que o homem compreenda o plano da evolução, não há grande mudança de vida para vida; há altos e baixos de boa e má fortuna, dores e alegrias à medida que os anos passam e as vidas são vividas; mas é somente quando um homem aspira definitivamente a servir o Plano do LOGOS, a viver não para si mesmo, mas para seus semelhantes, que grandes mudanças ocorrem em seu carma, e sua evolução é acelerada.

Então seu progresso é rápido, mesmo na razão de uma progressão geométrica.

Podemos compreender agora como, até certo ponto, existe para cada homem um "Destino", pois é aquela quantidade de carma bom e mau selecionada para ele pelos Senhores do Carma para uma determinada vida.

Seus pais, sua hereditariedade, aqueles que o ajudam e aqueles que o impedem, suas oportunidades, suas obrigações, sua morte — estas são como seu Destino; mas enquanto essas forças se esgotam, elas não lhe impõem a maneira como ele deverá reagir a elas.

Por menor que seja ainda sua vontade, essa vontade é livre; ele pode reagir ao seu carma antigo, produzindo carma novo bom em vez de mau.

É verdade que ele é grandemente prejudicado tanto por suas tendências passadas quanto pela pressão de seu ambiente; contudo, o Espírito Divino vive dentro dele, e se ele quiser despertar-se, poderá cooperar com a Vontade Divina na evolução e não trabalhar contra ela. É dever de seus mestres e anciãos, bem como do governo sob o qual ele vive, dispor seu ambiente de modo que ele ache mais fácil cooperar com a Vontade Divina do que frustrá-la; mas essa utopia ainda está no ventre do futuro.

Até que esse dia chegue, quando um homem falha — e muito de seu fracasso agora se deve ao seu ambiente — cada um de nós que ajudou a criar esse ambiente compartilha do carma de seu fracasso.

Foi mencionado que, na operação das forças cármicas, os Senhores do Carma dirigem sua ação; devemos agora compreender os princípios que os guiam; eles são brevemente resumidos na Fig. 43. Os Senhores do Carma devem usar a LEI ou o CARMA, o próprio estoque de forças do indivíduo; não podem acrescentar-lhe nem diminuí-lo. Ele vem de um passado, com laços cármicos com indivíduos, com uma comunidade, com um povo; ele deve ser enviado para nascer onde possa "pagar" seu carma com respeito a esses.

Mas também, sua vida é apenas uma de uma série de vidas, e no final delas, ele deve ser um Mestre da Sabedoria, um Homem Perfeito, à imagem de um Arquétipo que o Logos criou para ele.

Os Senhores do Karma, então, devem usar fatores: VIRILIDADE, OUVIDO MUSICAL, CÉREBRO MATEMÁTICO, TEMPERAMENTO PSÍQUICO, FATORES INCAPACITANTES, ETC. (Fig. 43) para ajustar o karma do indivíduo de modo que ele cresça constantemente em direção ao seu Arquétipo.

Agora, muito das atividades de um homem dependerá do tipo de corpo físico que ele possui; e como este é fornecido por um pai e uma mãe, a hereditariedade dos pais é uma questão importante.

Nestes dias, pensamos em hereditariedade em termos de “fatores” mendelianos — aquelas unidades de atributos físicos que estão nas células germinativas dos pais; os Senhores do Karma têm, portanto, de selecionar tais “fatores” que serão úteis para o tipo de corpo que o karma exige.

Cito aqui o que escrevi anteriormente sobre o assunto em THE THEOSOPHIST JULY Theosophy and Modern Thought, de onde também é tirada esta Fig. 43. Mais uma vez, o problema se resolve em acontecimentos em dois mundos, o visível e o invisível.

No visível, o lado da forma, temos o homem como um corpo, e esse corpo foi moldado por fatores.

Mas esses fatores são úteis para alguns e são obstáculos para outros; um homem nasce com um físico esplêndido, enquanto outro tem cegueira noturna ou hemofilia como sua parte; um pode ser musical, e outro surdo e mudo.

Em uma família com o fator para daltonismo, temos um filho normal, mas três são afetados; por que três são prejudicados assim, mas não o quarto? Devemos nos voltar para o lado da vida para entender o enigma do destino do homem.

Três elementos entram em jogo.

‘ Desses, o primeiro é que o homem é um Ego, um círculo imperecível na esfera da Divindade; “há muito, muito tempo, na verdade, ele teve seu nascimento, ele está verdadeiramente agora dentro do germe. Ele viveu na terra em muitas vidas passadas, e lá pensou, sentiu e agiu tanto o bem quanto o mal; ele colocou em movimento forças que ajudam ou prejudicam a si mesmo e aos outros.

Ele está preso e não é livre.

Mas ele vive de era em era para alcançar um ideal, que é seu Arquétipo.

Assim como para a vida vegetal e animal existem arquétipos das formas, também existem arquétipos para as almas dos homens.

Um será um grande santo de compaixão, outro um mestre da verdade, um terceiro um governante de homens; artista e cientista, realizador e sonhador, cada um tem diante de si seu Arquétipo, esse Pensamento do próprio Deus sobre o que cada homem deverá ser na perfeição de seu temperamento dado por Deus.

E cada ego alcança seu arquétipo encontrando seu trabalho.

Pois é para isso que nós, como egos, viemos à encarnação — para descobrir nosso trabalho e liberar os poderes ocultos dentro de nós, lutando contra as circunstâncias enquanto realizamos esse trabalho.

Mas para fazer nosso trabalho, precisamos de um corpo de carne; e a ajuda ou o obstáculo que o corpo representa para nosso trabalho depende dos fatores dos quais ele é feito.

Aqui, mais uma vez, não há concurso fortuito de fatores; os Construtores Deva vêm ajudar o homem com seu destino.

Estes são os Senhores do Karma, essas Inteligências invisíveis que administram a grande Lei da Retidão, que estabelece que, assim como o homem semeia, assim colherá; eles selecionam, dos fatores fornecidos pelos pais, aqueles que são mais úteis ao ego para a lição que ele tem a aprender e para o trabalho que ele tem a realizar, naquele corpo particular que o Karma lhe atribui.

Os Senhores do Karma nem punem nem recompensam; eles apenas ajustam as forças do passado de um homem, para que essas forças, em seu novo agrupamento, ajudem o homem a dar um passo mais próximo de seu arquétipo.

O que quer que os Senhores deem a um homem, alegria ou tristeza, oportunidade ou desastre, eles

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 355 têm em mente uma única coisa: que o propósito do homem na vida, em seu estágio atual, não é ser feliz nem miserável, mas alcançar seu arquétipo.

Há, mais tarde, uma felicidade indescritível para ele na ação, quando ele for o arquétipo em realização; mas até esse dia, é dever deles impeli-lo de uma experiência a outra.

Depois que o zigoto é formado, os Senhores do Karma selecionam os fatores, pois ainda o ego não pode fazê-lo por si mesmo; se o próximo estágio em sua evolução for desenvolver algum dom particular — como, por exemplo, o da música — então eles selecionam para ele os fatores apropriados; o músico precisará de um sistema nervoso anormalmente sensível e um desenvolvimento especial das células do ouvido, e os Senhores escolherão esses fatores à medida que o embrião é moldado.

Se ao mesmo tempo a força interior do homem deve ser despertada por um obstáculo, ou sua natureza purificada pelo sofrimento, então um fator apropriado também aparecerá, algum fator talvez como aquele que causa falta de virilidade ou de resistência à doença.

Se, por outro lado, o ego, já matemático, nesta vida deve ser um gênio matemático, então aqueles fatores no zigoto que constroem o cérebro matemático serão trazidos à tona à medida que o zigoto cresce para se tornar o embrião.

Seja qual for o trabalho para o ego, para isso os fatores apropriados são selecionados pelos Senhores; virilidade para o pioneiro em novas terras, o temperamento psíquico para aqueles que podem ajudar comungando com o invisível, um fator incapacitante para aquele que crescerá através do sofrimento, e assim por diante, fator por fator, os Senhores distribuem o karma dos homens.

Com infinita compaixão e com infinita sabedoria, mas sem se desviar um fio de cabelo da justiça, eles constroem para uma alma um corpo adequado para o gênio, e para outra um corpo que é como um tronco; não é deles tornar o homem feliz ou descontente, bom ou mau; seu único dever é guiar o homem um passo mais perto de seu arquétipo.

Ajudas e obstáculos, alegrias e dores, oportunidades ou privações, são os tijolos feitos pelo próprio ego para sua habitação temporária; os Senhores do Karma nada acrescentam e nada subtraem; eles apenas ajustam as forças feitas pela alma, para que seu destino último, seu arquétipo, seja alcançado tão rapidamente quanto possível, enquanto ele percorre a roda dos nascimentos e mortes.

Não devemos, contudo, imaginar que este "Destino" selecionado para o indivíduo seja absolutamente rígido e imutável; um homem pode, e de fato o faz, mudar seu "Destino" às vezes, por uma reação incomum às circunstâncias.

Por exemplo, o suicídio não está no destino de um homem, embora suas circunstâncias visíveis e invisíveis possam, A primeira célula do embrião, feita pela união das duas células germinativas contribuídas pelos pais.

THE THEOSOPHIST JULHO para despedaçar nosso esquema das coisas por inteiro, e torná-lo mais próximo do desejo de nosso coração.

Quando cada um de nós tiver de fato a visão do verdadeiro desejo de seu coração, e quiser despedaçar seu esquema das coisas por inteiro, para que um esquema melhor e mais divino exista para todos os homens, então o homem saberá como moldar seu karma, de modo que cada ação sua seja a ação do LOGOS segundo o Desejo de Seu Coração.

(Continua) C. Jinarajadasa

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JiNARAJADASA, M.A. (Continuação da página 3SS) V. Os Mundos Invisíveis N a vida de cada um de nós, o mundo que nos cerca tem uma influência muito grande, se não a maior.

Somos em grande parte o que nosso conhecimento do mundo nos faz. Conhecemos o mundo por meio de nossos cinco sentidos; e se um de nossos

O TEOSOFISTA, AGOSTO — quando um sentido é defeituoso, nosso conhecimento do mundo é diminuído por essa deficiência.

Agora, embora estejamos o tempo todo exercitando nossos sentidos, e vejamos, ouçamos, toquemos, provemos e cheiremos os objetos do mundo em que vivemos, pouco percebemos quão complexos processos de consciência estão envolvidos em nosso conhecer "o mundo".

Tampouco percebemos que conhecemos apenas uma parte do que há para ser conhecido do mundo ao nosso redor. Consideremos, por exemplo, nosso conhecimento do mundo através da faculdade da visão.

O que queremos dizer com "ver" um objeto? Significa que nossos olhos respondem a tais vibrações de luz como são emitidas pela frente do objeto, e que nossa consciência traduz essas vibrações em ideias de forma e cor.

O que vemos é, naturalmente, apenas a frente do objeto, nunca o todo, que é tanto a frente quanto o verso.

Essa faculdade da visão, então, deve-se a ondas de luz às quais nossos olhos respondem.

Mas o que é, afinal, "luz"? Ao responder a essa pergunta, veremos rapidamente quão pequena parte do mundo verdadeiro é o mundo visível, e quão grande é o invisível.

Na Fig.

temos um diagrama que nos mostra os principais fatos sobre a luz.

A luz é uma vibração no éter; e de acordo com a amplitude e a frequência da vibração é a cor produzida por ela. A luz que conhecemos vem do sol, que emite grandes feixes de vibrações de várias taxas, e chamamos esses feixes de luz branca.

Mas se interpusermos um prisma de vidro no caminho de um raio de luz branca, as partículas de vidro decompõem cada feixe em suas vibrações constituintes.

Essas vibrações produzem em nossa consciência, quando são notadas pela retina de nosso olho, Fig.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 449 a sensação de cor.

As cores que nossos olhos podem ver são sete — vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta; e essas sete cores, com seus matizes e suas misturas, compõem as muitas cores do mundo em que vivemos.

Mas as cores que vemos não são as únicas cores que existem.

Vemos apenas as cores às quais nossos olhos podem responder. Mas a resposta de nosso olho é limitada; no espectro podemos ver as cores do vermelho ao azul, e então o violeta; e poucos de nós conseguem ver qualquer anil entre o azul e o violeta.

Enquanto as vibrações do éter não forem maiores que 38.000 por polegada (ou 15.000 por centímetro), produzindo a cor vermelha, nem menores que 62.000 por polegada (ou 25.000 por centímetro), produzindo a cor violeta, podemos responder às vibrações solares e conhecê-las como cor.

Mas uma pequena experiência nos mostrará rapidamente que, antes do vermelho do espectro e além do violeta, existem vibrações que significariam cor para nós, se pudéssemos apenas responder a elas.

Se, após o espectro ser formado, colocarmos uma lente de aumento onde chegam os raios infravermelhos (onde nossos olhos nada veem), e pusermos um pedaço de fósforo onde os raios da lente convergem, veremos o fósforo incendiar-se pelo calor; evidentemente, antes da cor vermelha do espectro, existem vibrações que produzem calor.

Da mesma forma, na outra extremidade do espectro, se isolarmos com uma tela os raios violetas, e naquela parte do espaço além do violeta, onde nosso olho não vê cor alguma, colocarmos um disco ou tela coberto com platinocianeto, veremos o disco brilhar, devido ao efeito dos raios ultravioleta.

Existem, portanto, nos raios solares, cores infravermelhas e ultravioletas que nossos olhos não podem ver; se pudéssemos vê-las, é óbvio que as cores nos objetos naturais seriam vistas não apenas com novas cores, mas também com novos matizes.

Nosso sentido da audição é igualmente limitado; há sons tanto demasiado agudos quanto demasiado graves para ouvirmos.

O som é

O TEOSOFISTA, AGOSTO produzido por ondas no ar; a nota mais grave de um órgão comum produz 32 ondas sonoras por segundo, e a nota mais aguda, C, produz 4.224 por segundo.

Nossos ouvidos respondem ao som entre esses dois extremos da faixa.

Mas existem ondas aéreas mais lentas que 32 por segundo e mais rápidas que 4.224 por segundo; contudo, elas não existem para nós, e nada ouvimos, embora seus sons possam estar ao nosso redor. Na Fig.

temos uma tabela de vibrações, dando-nos uma ideia geral de tais efeitos como são produzidos na natureza por vibrações no ar e no éter.

Se imaginarmos um pêndulo oscilando duas vezes por segundo, depois aumentando para quatro vezes por segundo, e então para oito, e assim por diante, dobrando a cada passo, teremos produzido certos números de vibrações por segundo.

Das ondas produzíveis no ar, nossa faculdade de audição começa apenas quando elas estão no 5º passo, e termina entre o 13º e o 15º passos.

Em seguida, vêm as ondas elétricas no éter; mas estas nós as “vemos” apenas quando afetam o éter suficientemente para produzir luz.

Um fio elétrico, conduzindo por mais alta que seja a voltagem, é opaco aos nossos olhos; mas quando encontra resistência e lança o éter em taxas mais elevadas de vibração [45º a 50º passos], somente então o nosso olho cognoscere a eletricidade.

O diagrama explica-se por si mesmo; as vibrações até agora tabuladas pela ciência consistem em ondas tão grandes quanto 400 por polegada, e tão pequenas quanto um quarto de milhão por polegada — aquelas emitidas pela radiação do Hidrogênio sob a influência da descarga elétrica; nós respondemos a apenas um pouco mais de um nono de todas essas vibrações por meio dos sentidos que possuímos.

PONTO DE PARTIDA TABELA DE VIBRAÇÕES O PÊNDULO DE SEGUNDOS ..6i( . 1 128 ;6 ESfi ' 9 ; 512 I 024 19 .7 ea som termina para o ouvido humano e 20.. I...t-0N8 ST& ONDAS ELÉTRICAS COMEÇAM 25.. ..; ...33 SS4 1»32 I OT3T4I 82l«> 35 3<f 3S9T3836aCLeCTRtCAU ONDAS ELÉTRICAS TERMINAM ‘40. 099 511 0277 T6 45.. . 3S 1 84 372 088 832 ONDAS DE LUZ COMEÇAM PARA O OLHO HUMANO SO I 1 25 899 906 842 624 ONDAS DE LUZ TERMINAM PARA O OLHO HUMANO SS ..26 028 797 018 963 988 56.. .....72 OS7J''94 037 927 936 .S7......I44 I 15 153 07S 855 672 58 230376 IS I 711 744 RAIOS X COMEÇAM 576.H.6075 2 303 423 488 6a...l 182 32150 4 606846 976 61.. .2 305 54300 9 213 693 952 62.. .4 61 1 6860 1 6 427 387 904 63.. .9 223 374036 8S4 778 608 Fig.

Fig.

O SOL TIRADO POR CÂMERA FOTOGRÁFICA Fig.

O SOL TIRADO POR ESPECTROHELIÓGRAFO

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 451 tais sentidos como possuímos.

Em outras palavras, do mundo ao nosso redor, que a ciência descobriu, conhecemos apenas cerca de um oitavo; sete oitavos do mundo estão ocultos à nossa consciência.

Suponhamos também que os nossos nervos fossem organizados de maneira diferente; suponhamos que eles não respondessem às ondas de luz, mas respondessem às ondas elétricas.

Que mundo diferente estaria então ao nosso redor! Quando o sol brilhasse, não haveria luz solar; a atmosfera ao nosso redor seria opaca.

Mas onde quer que houvesse quaisquer fenômenos elétricos, então nós “veríamos”; um fio elétrico ou telefônico seria um buraco através do qual olharíamos para o mundo exterior; os nossos cômodos seriam iluminados, não pela luz na lâmpada elétrica, mas pelos fios ao longo das paredes.

De fato, se os nossos sentidos respondessem às ondas elétricas, não precisaríamos de fios elétricos nenhum; nós “veríamos” por meio da luz emitida pelos elétrons que compõem os átomos.

Não haveria então para nós alternâncias de noite e dia; seria sempre "dia" para nós, enquanto os elétrons oscilassem em suas revoluções.

As Figs.

e 48 mostram-nos quão diferente um objeto pode parecer se conhecido por dois tipos diferentes de vibração.

Ambas são fotografias do sol, tiradas pela câmera fotográfica; mas na Fig.

temos uma imagem feita pelo filme comum, que responde a todos os raios emitidos pelo sol, isto é, aos raios brancos.

Mas a Fig.

é a imagem do sol tirada por meio do espectroheliógrafo inventado pelo Professor Hale, cujo filme responde, devido a um acessório espectral especial, apenas a vibrações selecionadas do sol e a nenhuma outra; para fazer esta imagem, apenas as vibrações de luz emitidas pelos vapores de cálcio do sol foram permitidas entrar na câmera.

Temos assim duas imagens diferentes do sol, ambas feitas pela câmera.

Se, portanto, ao mesmo tempo, apontássemos para o sol dois telescópios, um com

O TEOSOFISTA, AGOSTO o acessório de câmera comum, e o outro com o espectroheliógrafo ajustado a uma taxa particular de vibração, teríamos então duas fotografias, de um mesmo sol, diferindo inteiramente em detalhes, exceto pelo contorno circular comum a ambas.

Este é exatamente o princípio subjacente ao que se chama clarividência.

Ao nosso redor existem muitos tipos de vibração aos quais o mortal comum não pode responder.

Ele é cego e inconsciente de uma parte do universo que está pronta para se revelar a ele, se ele estivesse pronto para responder às suas vibrações.

Mas o clarividente responde, e portanto ele "vê" mais do mundo real em que passamos nossos dias.

Naturalmente, nem todos os clarividentes são iguais em sua resposta ao mundo invisível; alguns "veem" apenas um pouco, outros muito; alguns formam concepções claras do que veem, outros são confusos e incoerentes.

Mas o princípio da clarividência é exatamente o princípio da visão comum.

Que desenvolvimento especial de nervos e centros cerebrais é necessário para responder às vibrações do mundo invisível, ainda não sabemos; a ciência de um dia futuro elaborará para nós a fisiologia oculta do cérebro, que nos explicará mais do que agora sabemos sobre o mecanismo da clarividência.

Sobre este assunto de um mundo maior e invisível ao nosso redor, não falo por ouvir dizer, mas em parte por minha própria observação e conhecimento diretos.

O que há de peculiar nos centros do meu cérebro, não sei; mas um fato que jamais se apaga da minha consciência é que há, em todos os lados de mim, através, dentro e fora de tudo, um mundo invisível, que é dificílimo de descrever.

Dificilmente exige um esforço da vontade para vê-lo; não há maior necessidade de concentração para vê-lo do que o olho físico precisa para focar instantaneamente um objeto.

Ele é visto, não com o olho; esteja o olho aberto ou fechado, não faz diferença.

A visão do olho físico e essa visão interior são independentes uma da outra, e, no entanto, ambas funcionam

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 453 simultaneamente; meu olho vê o papel no qual escrevo isto, e ao mesmo tempo meu algo — mal sei como chamá-lo — vê o mundo invisível acima, abaixo, ao redor e através do papel, e da mesa, e do quarto.

Esse mundo é luminoso, e parece como se cada ponto do seu espaço fosse um ponto de luz autocriada, de um tipo diferente da luz do mundo físico; todo o seu espaço está cheio de movimento, mas de uma maneira intrigante, indescritível, sugestiva de uma quarta dimensão do espaço.

Devo testemunhar, com toda a veemência ao meu alcance, que para a minha consciência, para tudo o que conheço como eu, esse mundo invisível tem uma realidade maior do que o mundo físico; que, ao olhá-lo, e então, com meu olho físico, olhar para o mundo da terra e do céu e das habitações humanas, este último mundo é uma ilusão absoluta, uma maya, e não tem nele nenhuma qualidade que minha consciência possa verdadeiramente rotular como "real". "Nosso mundo", quando o comparo à realidade intensa de mesmo este fragmento dos mundos invisíveis que vejo, é menos que uma miragem, uma sombra, um sonho; parece mal uma ideia do meu cérebro.

No entanto, é claro, nosso mundo físico é "real" o bastante; à sua maneira, é real o bastante agora para mim, visto que, enquanto escrevo isto entre as colinas de Java, mosquitos estão me picando e estou agudamente consciente de suas ferroadas.

Algum dia, quando a oportunidade permitir, talvez eu possa desenvolver essa faculdade com a qual nasci, e acrescentar ao acervo de fatos sobre os mundos invisíveis que já foram colhidos por nossos investigadores teosóficos.

Os fatos já colhidos pelos cientistas da tradição teosófica nos dizem que este nosso mundo físico é apenas um fragmento do mundo verdadeiro, e que através deste mundo, como também além dele, há muitos mundos invisíveis.

Cada um desses mundos é material, isto é, não uma mera concepção, mas feito de matéria; a matéria dos mundos invisíveis, no entanto, é de qualidade e substancialidade muito mais finas do que a matéria a que estamos normalmente acostumados.

Estamos cientes da matéria sólida e da matéria líquida; da matéria gasosa, como a do ar, não temos normalmente consciência, e notamos os gases apenas quando eles nos incomodam, como quando o vento nos obstrui, ou algum gás causa dificuldade para respirar.

Além desse estado gasoso da matéria, a ciência moderna descobriu estados adicionais, vagamente denominados matéria "radiante"; e há também o misterioso éter luminífero — em todo sentido matéria, e ainda assim diferindo em seus atributos da matéria tal como a conhecemos.

Todo esse vasto domínio de estados mais finos da matéria foi investigado e descrito na Teosofia, e na Fig. temos, em forma tabular, alguns fatos sobre os mundos invisíveis.

Há sete "planos" ou mundos que têm relação especial com o homem, e cada indivíduo tem alguma fase de sua vida neles.

Ele está representado nos três mais baixos deles por um veículo ou corpo de matéria desse plano, e esse corpo lhe serve como meio de conhecimento e comunicação com esse plano.

Assim, cada um de nós tem um corpo físico, composto dos sete subestados da matéria física, e através desse corpo obtemos experiências do mundo físico.

Da mesma forma, cada um de nós tem um corpo de matéria "astral" — assim chamado porque a matéria é estrelar ou autoluminosa — que é chamado de "corpo astral", e cada um tem também um "corpo mental" e um "corpo causal" compostos de materiais do mundo mental.

(Veja Fig. 28.) Cada corpo invisível é, naturalmente, altamente organizado, como é o corpo físico, e há uma anatomia e fisiologia desses veículos invisíveis tão complexas quanto as do corpo físico.

Em planos superiores ao mundo mental, a consciência do homem é ainda rudimentar, e seus corpos ou veículos neles aguardam ainda organização.

Como é mostrado no diagrama, cada plano ou mundo é bastante distinto de todos os outros; fenômenos naturais como calor, luz e eletricidade são do nosso mundo físico de matéria física, e não afetam, por exemplo, o mundo mental da matéria.

Assim como há leis dos estados sólido, líquido e gasoso da matéria física, há igualmente leis da matéria para cada plano.

A matéria de cada plano tem sete sub-estados, chamados sub-planos; o nosso mundo físico não tem apenas os três sub-estados de sólido, líquido e gasoso, com os quais estamos familiarizados, mas também quatro outros sub-estados, chamados respectivamente etérico, super-etérico, subatômico e atômico.

(Deve-se aqui mencionar que a palavra "etérico" se refere a certos sub-estados da matéria física, e não se refere ao éter da ciência, aquela substância que preenche o espaço interestelar e nos traz as ondas de luz das estrelas mais distantes.) O sub-plano mais elevado de cada um dos sete planos é rotulado de "atômico", pela razão de que suas partículas não são moleculares, mas são compostas de unidades que não são divisíveis em constituintes menores daquele plano.

Todos os mundos invisíveis estão ao nosso redor, aqui e agora, e não afastados no espaço deste mundo; o mundo astral e seus habitantes estão ao nosso redor o tempo todo, embora a maioria de nós não tenha consciência deles.

Assim também é aquele mundo invisível que é conhecido na tradição como "céu"; as glórias do céu estão aqui e agora, e ao nosso redor, se tivéssemos olhos para ver e ouvidos para ouvir.

Como pode ser isso, que em nossos aposentos, que em nossos jardins, estradas e cidades, existam também outros mundos? Como podem vários mundos existir num mesmo e único espaço?

O TEOSOFISTA, AGOSTO Eles podem assim existir, porque cada mundo superior é de matéria mais sutil do que cada mundo inferior.

Se compararmos a matéria dos três mundos invisíveis inferiores aos três estados da matéria física com os quais estamos familiarizados — o sólido, o líquido e o gasoso — se pensarmos no mundo físico por um momento como "sólido", no mundo astral como "líquido", e no mundo mental como "gasoso", então num mesmo e único espaço esses três mundos podem existir.

Uma garrafa pode ser preenchida com areia; mas ela não está realmente cheia, pois há espaços de ar entre as partículas de areia; podemos colocar água na garrafa, e as partículas de água irão ocupar os espaços vazios na areia.

Mesmo com a areia e a água, a garrafa não está realmente cheia, pois podemos aerar a água, isto é, enviar partículas de gás para preencher os espaços vazios na água, já que a água não compacta o espaço, mas é cheia de buracos entre suas partículas.

Areia, água e gás podem assim existir juntos dentro de uma mesma e única garrafa.

Podemos tomar outra analogia para compreender como vários mundos podem ocupar o mesmo espaço.

Suponha que uma sala ou grande salão estivesse cheio das antigas balas de canhão redondas, o mais compactamente possível; devido ao formato das balas, por mais próximas que estejam empacotadas, haverá espaços vazios entre elas.

Suponhamos então que enviemos para a sala milhares de pequenos chumbos de caça, cada um com uma misteriosa faculdade de movimento; os chumbos poderiam existir nos espaços vazios entre as balas de canhão e mover-se sem encontrá-las como obstáculo intransponível.

Suponhamos que a sala esteja completamente cheia de chumbos, e não haja espaço para eles se moverem entre as balas de canhão; ainda assim, porque os chumbos são redondos, há espaços vazios entre eles, e se enviarmos um exército de micróbios, eles viverão com toda a facilidade entre os pequenos chumbos, movendo-se sem encontrar os chumbos como obstáculo.

Ora, é mais ou menos assim que o mundo astral, e os mundos mental e superiores, estão aqui ao nosso redor; nosso mundo físico, de estados sólido, líquido, gasoso e etérico, é poroso, e entre suas partículas mais finas existem grandes espaços; nesses espaços existem partículas de matéria dos planos superiores.

Um átomo de um gás raro na atmosfera, como o Argônio, poderia mover-se para dentro e para fora entre as malhas de uma cerca de arame sem ser minimamente incomodado pela cerca; e como o Argônio não se combina com nenhuma substância, o átomo de Argônio e a cerca ficariam isolados um do outro, por assim dizer, na consciência, embora ambos participem do mesmo espaço.

Da mesma forma, entidades dos mundos astral e outros estão ao nosso redor, vivendo sua vida, e não temos consciência delas, nem elas de nós, exceto em circunstâncias anormais.

Suponhamos que exista alguém que responda às vibrações dos mundos astral e mental e, portanto, possa "ver" esses mundos, e que ele também tenha sido cientificamente treinado em observação e julgamento; o que ele vê? Ele vê uma multitude de fenômenos, que lhe levará muito tempo para analisar e compreender.

A primeira e mais impressionante coisa será que ele vê, vivendo em corpos astrais ou mentais, aqueles amigos e conhecidos seus que ele pensava estarem mortos; eles não estão removidos no espaço, em um céu, purgatório ou inferno distante, mas aqui, nas extensões mais sutis e invisíveis do mundo.

Ele verá os "mortos" felizes e em êxtase, moderadamente contentes, entediados ou completamente miseráveis; ele notará que entidades com esses atributos de consciência estão localizadas em vários sub-planos dos mundos astral e mental.

Ele observará até que ponto esses subplanos se estendem da superfície da Terra, e assim fará para si uma geografia dos mundos invisíveis.

Verá que no mundo astral, e em sua subdivisão mais inferior, vivem por um tempo homens e mulheres agudamente infelizes, e que essa parte do mundo astral é evidentemente o "inferno" descrito em todas as religiões; que uma parte mais elevada do mundo astral é evidentemente o "purgatório", e que uma parte ainda mais elevada é a "Terra do Verão" descrita pelas entidades comunicantes nas sessões espíritas.

Com uma faculdade de observação mais elevada

O TEOSOFISTA, AGOSTO ainda, ele notará uma parte do mundo invisível onde os "mortos" vivem tão intensamente felizes quanto cada um é capaz de ser, e notará que isso é evidentemente o "céu", embora de muitas maneiras mais radicalmente diferente e sensato do que a imaginação religiosa concebeu que o céu fosse. O mistério da vida e da morte será resolvido para ele enquanto ele assim observa os mundos invisíveis.

Fig.

é uma tentativa de resumir em forma tabular os HABITANTES DOS "três mundos" — céu superior ADEPTOS E INICIADOS PRIMEIRA ESSÊNCIA ELEMENTAL ARUPA DEVAS ALMAS EVOLUÍDAS ALMAS COMUNS céu inferior HOMENS E INDIVIDUALIZADOS FILOSÓFICOS ARTÍSTICOS SEGUNDA ESSÊNCIA ELEMENTAL FORMAS-PENSAMENTO RUPA DEVAS FILANTRÓPICOS MUNDO ASTRAL HOMENS; ANIMAIS (adormecidos e temporariamente após a morte) Corpos Astrais Descartados — ESPECTROS TERCEIRA ESSÊNCIA ELEMENTAL FORMAS-PENSAMENTO ELEMENTAIS KAMA DEVAS ESPÍRITOS DA NATUREZA SILFOS PLANO FÍSICO ESPÍRITOS DA NATUREZA Espíritos do Fogo (Salamandras) Espíritos do Ar (Silfos) Espíritos da Água (Ondinas) Espíritos da Terra (Gnomos) SUBATÔMICO ELEMENTOS BAIXO ETÉRICO fantasmas GASOSO ANIMAIS MINERAIS LÍQUIDO PLANTAS VIDA SÓLIDO Fig.

vários habitantes dos "três mundos", o físico, o

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 459 astral, e o mental ou mundo celestial.

Três tipos distintos de entidades em evolução compartilham em comum esses mundos: (1) o humano (composto de homens e animais), (2) os Devas ou Anjos, com os Espíritos da Natureza ou Fadas, e (3) a vida da "Essência Elemental", e a vida dos minerais.

O terceiro tipo é o mais difícil de compreender, porque é vida que não é diferenciada em formas estáveis ou persistentes.

A matéria dos mundos astral e mental, enquanto matéria, isto é, independentemente de uma alma que dela faça um veículo, está viva com um tipo peculiar de vida, que é delicadamente sensível, vibrante de vida, e ainda assim não é individualizada; se imaginarmos o que as partículas de água em um copo poderiam sentir quando uma corrente elétrica passa através da água, temos uma vaga ideia da vitalidade e energia dos graus astral e mental da matéria, conforme a "essência elemental" dos primeiro, segundo e terceiro tipos os afeta.

Essa essência elemental está, por assim dizer, em um "estado crítico", pronta para precipitar-se em "formas-pensamento" no momento em que uma vibração de pensamento da mente de um pensador a afeta; de acordo com o tipo, a qualidade e a força do pensamento, é a forma-pensamento feita pela essência elemental a partir da matéria mental ou astral.

Essas formas-pensamento são fugazes, ou duram horas, meses ou anos; e, portanto, podem muito bem ser classificadas entre os habitantes dos mundos invisíveis.

Elas são chamadas de Elementais.

Do mesmo tipo de vida algo indiferenciado são as formas dos graus etéricos da matéria física; enquanto mais diferenciada é a vida dos minerais.

Um mineral tem uma dualidade de existência como forma e como vida; como forma, é composto de vários elementos químicos; como vida, é um grau de vida em evolução já habituado a construir, na matéria, formas cristalinas de acordo com certos desenhos geométricos.

Olhando para a segunda coluna do diagrama, temos, naturalmente, como habitantes físicos, todos os minerais, plantas, animais e homens.

Habitantes temporários, desintegrando-se após algumas semanas ou meses, são aqueles contrapartes etéricos mais sutis dos corpos físicos, chamados de "duplo etérico", que flutuam sobre os túmulos onde os corpos físicos mais grosseiros estão enterrados.

Uma vez que esses duplos etéricos têm as formas de seus contrapartes mais físicos, e uma vez que ainda são matéria física de certo tipo, às vezes são vistos por pessoas sensíveis em cemitérios, e confundidos com as almas dos mortos.

No mundo astral existem temporariamente todas aquelas entidades físicas, homens e animais, para os quais o sono envolve uma separação por um tempo do corpo físico dos corpos superiores; enquanto “dormimos” vivemos em nossos corpos astrais, plenamente conscientes e ativos, ou parcialmente conscientes e semidormidos, conforme o caso, de acordo com nosso crescimento evolutivo; quando “acordamos”, o corpo físico e os corpos superiores são novamente interligados, e cessamos de ser habitantes do mundo astral.

É claro que os “mortos” vivem em corpos astrais no mundo astral, “temporariamente”, como mencionado no diagrama, pois após um período de tempo finalmente passam para a vida no mundo celeste; essa vida temporária no mundo astral pode, no entanto, variar de algumas horas a um século ou mais.

“Corpos astrais descartados” são exatamente descritos pelas palavras; assim como descartamos nosso corpo físico quando “morremos” e vamos viver no mundo astral por um tempo, também quando deixamos o mundo astral para passar ao mundo mental, nossos corpos astrais são lançados de lado.

Esses corpos astrais descartados são, no entanto, diferentes de nossos corpos físicos descartados, porque retêm uma certa quantidade da consciência da alma partida, encerrada entre suas partículas astrais; possuem, portanto, muitas memórias e, tendo uma curiosidade vital por um tempo, como autômatos, encenarão certos hábitos e modos de expressão da entidade partida.

Eles são chamados de “espectros” e frequentemente são atraídos para sessões espíritas, onde são confundidos com as verdadeiras almas, das quais não passam de meros simulacros.

A menos que sejam artificialmente

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 461 estimulados como em sessões espíritas, eles se desintegram em poucas horas, ou em poucos meses ou anos, de acordo com a natureza espiritual ou material do ego que passou para o mundo celeste.

Os sete subplanos do mundo celeste formam duas grandes divisões: os três subplanos superiores constituem o céu superior, e os quatro subplanos inferiores constituem o céu inferior.

O mundo celeste inferior também é conhecido como “Devachan”, a morada dos deuses, ou o lugar de luz ou bem-aventurança, porque em suas quatro subdivisões inferiores encontram-se as almas após a morte em condições de felicidade descritas nas várias religiões como “céu”. Aqui também se encontram aqueles animais que, antes da morte, tornaram-se “individualizados” e alcançaram a estatura de uma alma humana.

No subplano mais baixo vivem aqueles homens, mulheres e crianças em quem o afeto predominava no caráter quando na Terra (por mais limitada que tenha sido sua expressão, devido a circunstâncias adversas), e eles se regozijam por séculos em feliz comunhão com aqueles a quem amar era o mais alto céu possível dos sonhos terrenos.

No subplano imediatamente superior estão aqueles que acrescentaram ao afeto uma devoção a algum ideal religioso definido; no subplano acima, os homens e mulheres que se deleitaram em expressar seus sonhos de amor e devoção em ação filantrópica; no quarto subplano estão aqueles que, com todos esses belos atributos, acrescentaram uma natureza filosófica, artística ou científica às manifestações de sua alma quando na Terra.

■ Nos três subplanos superiores, no céu mais elevado, vivem eternamente todas as almas que compõem a nossa humanidade.

Aqui elas vivem como a "individualidade", como a totalidade de capacidade e consciência evoluída ao longo do longo curso da evolução; daqui, como a individualidade, cada alma desce à encarnação, emitindo apenas uma parte de si mesma, como a "personalidade", para experimentar a vida nos planos inferiores.

No subplano mais alto vivem os Adeptos e seus discípulos superiores; no imediatamente abaixo, as almas cuja evolução superior é atestada por sua cultura inata e refinamento natural quando em corpos terrenos; e no terceiro subplano, a vasta maioria dos 60 bilhões de almas que formam a massa da nossa humanidade ainda atrasada.

Totalmente distinta de toda a vida nos mundos visível e invisível até agora descritos, é a vida de uma evolução de entidades conhecidas como Devas ou Anjos.

No céu mais elevado vive o tipo mais alto de Deva, conhecido como Arūpa ou Devas "sem forma", porque a matéria de seus corpos é composta pelos três subplanos superiores da matéria mental, tecnicamente chamados "sem forma", uma vez que o pensamento nessa matéria não se precipita em formas definidas com contorno, mas se expressa como uma vibração complexa e radiante; nos quatro subplanos inferiores, chamados Rūpa ou subplanos de "forma", porque o pensamento cria formas-pensamento com contornos definidos, existem os Rūpa ou Devas de "forma", os anjos menores.

No plano astral existe uma ordem ainda mais baixa de Anjos, conhecida como Kāma ou Devas de "desejo", uma vez que o mundo astral em que vivem é essencialmente o reino das emoções centradas no eu.

Neste plano e nos níveis etéricos superiores do físico, existem os Espíritos da Natureza ou Fadas, cuja relação com os Devas é um tanto análoga à relação que nossos animais domésticos mantêm conosco; essas fadas, embora seus graus superiores possuam elevada inteligência, ainda não são individualizadas, isto é, ainda são partes de uma alma-grupo de fadas; lentamente elas se individualizam e se tornam egos permanentes por sua devoção a Devas individuais, assim como, um a um, nossos cães e gatos de estimação alcançam a posse de uma alma reencarnante através de sua devoção a nós. Os mundos invisíveis da Fig.

são aqueles dentro dos limites do nosso Sistema Solar e são os campos de experiência para a nossa humanidade em evolução.

Há, no entanto, outros planos, extra-solares e tão cósmicos em sua natureza e extensão, chamados de "Planos Cósmicos". Cada um desses planos cósmicos também tem suas sete subdivisões ou sub-planos, e o mais baixo

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 463 e sétimo sub-plano de cada plano cósmico constitui o mais alto e primeiro, o atômico, sub-plano dos nossos sete planos dentro do sistema solar.

A ideia ficará clara se estudarmos os dois diagramas das Figs.

e 51 em conjunto.

É no quinto, ou Plano Mental Cósmico, que existe como uma Forma-Pensamento definida o grande Plano da evolução de todos os tipos de vida e forma em todos os nossos sete planos; este Plano é o Pensamento do próprio LOGOS de como a evolução deverá proceder do seu início ao seu fim.

Neste plano cósmico estão os "Arquétipos" discutidos por Platão; aqui, "como era no princípio, é agora e sempre será" — é uma realidade objetiva.

Como se vê ao examinar os dois diagramas dos planos do Sistema Solar e dos planos cósmicos, o sub-plano mais alto do nosso mundo mental constitui a subdivisão mais baixa do Plano Mental Cósmico; disso decorre um fato notável: quem quer que possa elevar sua consciência para trabalhar no primeiro fica diretamente sob a visão inspiradora e o poder dos Arquétipos do último.

Assim como as glórias do céu se refletem na superfície tranquila do fundo de um poço profundo, embora no espaço a água e a nuvem estejam muito distantes, assim também o intelecto purificado e as emoções espirituais da alma podem ver, sentir e conhecer o futuro que nos aguarda, "a glória que será revelada". Tais são os mundos invisíveis, na parte mais baixa e menor dos quais representamos nossos papéis de mortalidade.

Mas o nosso imortal

O TEOSOFISTA AGOSTO — os eus são herdeiros de um vasto universo invisível, no qual nossa vida mais plena será, à medida que avançamos em conhecimento e crescimento, uma série de aventuras divinas em meio a obras-primas divinas.

Mesmo um vislumbre diminuto desse vasto mundo invisível corrige nossa visão mortal das coisas e dá uma perspectiva à vida e à evolução que jamais cansa em seu fascínio.

Todas as dúvidas do homem se desvanecem, assim como se dissolvem as névoas quando o sol nasce, quando o homem pode assim ver por si mesmo e conhecer por visão direta, e não meramente crer.

Embora para a maioria de nós essa visão ainda não seja alcançável, há, contudo, outra visão do intelecto purificado e da intuição glorificada que é, de fato, como uma luz de farol para guiar nossos passos pelos caminhos escuros de nosso mundo mortal.

Se a Teosofia não pode, de imediato e a todos, dar a visão direta ao olho, pode ao menos dar, mais satisfatoriamente do que qualquer outra filosofia, uma visão das coisas como elas são "ao intelecto humano, que inspira ao bem e acrescenta aos entusiasmos da vida.

Até que todos possam ver o que agora apenas poucos veem, isto é tudo o que a Teosofia pode legitimamente reivindicar, pois a visão dos mundos invisíveis é assim revelada aos intelectos aspirantes dos homens.

(Continua) C. Jinarajadasa

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JINARAJADASA, M.A. (Continuado da página 464) VI. O Homem na Vida e na Morte É um axioma em nossa concepção moderna de evolução que quanto mais diversas são as funções das quais um organismo é capaz, mais complexa é sua estrutura.

Está, portanto, na ordem das coisas que o homem deva ter uma complexidade de estrutura não encontrada em organismos menos desenvolvidos.

Mas a complexidade do

O TEOSOFISTA SETEMBRO organismo humano revelada a nós na anatomia e na fisiologia é apenas uma pequena parte da complexidade total do homem; mesmo o que nos é dito na psicologia moderna pouco desvela da complexidade revelada na Teosofia.

Na Fig.

resumimos os principais fatos sobre o homem, como vistos na Teosofia; no nascimento de um indivíduo, temos vários elementos que concorrem para formar a unidade de humanidade a quem chamamos "homem". São os seguintes: 1. O Ego, a verdadeira Alma do homem, do qual, em todos os casos, apenas uma parte pode jamais ser manifestada em um corpo físico.

Este Ego é a Individualidade.

Fig.

2. Aquela parte da Individualidade que é manifestada em uma reencarnação, em um dado tempo, em uma raça particular, e como homem ou mulher.

Esta é a Personalidade.

A relação entre a Individualidade e a Personalidade tem sido expressa por muitos símbolos; um, que foi usado nos antigos mistérios, é o de um fio de pérolas, onde o fio representa a Individualidade, e as pérolas, as Personalidades separadas nas sucessivas encarnações.

' Na Fig.

outro símbolo é tomado.

Se tomarmos o sólido geométrico tridimensional, de vinte superfícies iguais, conhecido como icosaedro, para representar a Individualidade, então a Personalidade equivale a um dos vinte triângulos bidimensionais que compõem a superfície da figura.

Todos os vinte triângulos da superfície, mesmo quando reunidos, sempre deixarão de representar uma característica da figura, que é sua terceira

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 557 dimensão; e, inversamente, como um triângulo tem apenas duas dimensões, e a figura sólida tem três, é possível obter uma infinidade de triângulos do icosaedro.

De maneira semelhante, cada Personalidade — como também todas as Personalidades que um Ego faz nos sucessivos renascimentos — deixa de revelar certos atributos do Ego real; e também um Ego pode fazer tantas Personalidades quantas sua força for adequada, sem esgotar sua verdadeira natureza como Ego.

Apenas uma Personalidade, no entanto, é feita pela Individualidade para o propósito do trabalho realizado em uma encarnação.

3. A Personalidade (Fig. 52, coluna 3) no renascimento assume um Corpo Mental, um Corpo Astral e um Corpo Físico.

4. Cada um desses três corpos tem uma vida e consciência próprias, bem distintas da vida e da consciência da Personalidade que os utiliza.

Essa consciência corporal de cada veículo é conhecida como o "elemental mental" do corpo mental, o "elemental de desejo" do corpo astral, e o elemental físico do corpo físico (coluna 2). Essa consciência corporal é a vida da Essência Elemental da matéria mental e astral, e a vida das correntes de vida mineral, vegetal e animal que compõem o corpo físico (coluna 4).

5. O corpo físico, que é fornecido pelos pais, é o repositório dos "fatores hereditários" que estão na ancestralidade parental; desses fatores parentais, tais fatores são selecionados na construção do corpo, conforme são consonantes com o karma da Individualidade, e serão úteis para o trabalho da Personalidade.

6. Os corpos astral e mental também possuem fatores hereditários, de certo modo; mas estes não são fornecidos pelos pais, e sim pelo próprio Ego.

Os corpos astral e mental com os quais uma criança nasce são réplicas do corpo astral e do corpo mental com os quais a encarnação anterior foi encerrada, quando a Personalidade da vida anterior descartou seu corpo astral para entrar no mundo celeste, e descartou seu corpo mental ao final de seu período no mundo celeste.

O TEOSOFISTA, SETEMBRO — O homem então, quando examinado à luz da Teosofia, é uma entidade muito complexa, a diagonal resultante de um paralelogramo de muitas forças de três planos; para fins de estudo coerente, podemos bem organizar essas forças em três grupos: 1. A Individualidade, que vive no permanente Corpo Causal de vida a vida, e retém as memórias das experiências de todas as suas Personalidades; 2. A Personalidade, um representante mais ou menos parcial da Individualidade; 3. A "consciência corporal" dos três veículos, os elementais mental, astral e físico.

Consideraremos primeiro a consciência corporal.

O corpo físico possui uma consciência que, embora limitada, é suficiente para os propósitos de sua vida e funções.

Essa consciência sabe como atrair a atenção do ocupante quando há necessidade disso; quando o corpo está cansado, ele insta o indivíduo a descansar; quando necessita de alimento e bebida, cria nele o desejo de comer e beber.

Quando tais funções físicas operam, não é o Ego que quer comer e beber, mas meramente o elemental físico.

Ele é suficientemente inteligente, através do longo hábito ancestral da hereditariedade, para proteger-se; quando atacado por germes de doença, mobiliza seu exército de fagócitos para matá-los; quando ferido, organiza as células para curar; quando o corpo está adormecido (isto é, quando o dono parte em seu corpo astral e o corpo físico fica sem ocupante), ele puxa as cobertas da cama para cobrir-se contra o frio, ou vira-se para descansar em uma nova posição.

Em qualquer evento que ele pense que ameaçará sua vida, instantaneamente faz o que pode, por mais limitado que seja, para proteger-se; se um tiro é disparado ou uma porta é batida, ele salta para trás; sua consciência não é suficiente para distinguir entre o perigo revelado pelo som de um tiro e a ausência de perigo no bater de uma porta.

Muitas dessas manifestações do elemental físico são bastante naturais e não precisam ser interferidas pela consciência do ocupante do corpo; mas às vezes tal interferência é necessária, como quando um dever precisa ser cumprido, e o corpo está cansado e objeta, e ainda assim deve ser forçado a trabalhar, ou quando há um trabalho perigoso a ser feito, e o elemental, temendo por sua vida, quer fugir, e ainda assim deve ser mantido em sua tarefa pela vontade do dono.

Em crianças, o elemental físico é mais pronunciado; quando um bebê chora e grita, é o elemental que manifesta suas objeções (razoáveis para ele, embora muitas vezes irrazoáveis para nós), mas não é a Alma do bebê que grita e chora.

A vida e a consciência desse elemental físico é o reservatório de todas as experiências de prazer e dor de sua longa linhagem de ancestrais físicos; sua vida foi outrora a vida dos elementais de desejo dos selvagens de tempos remotos.

Ele tem todos os tipos de memórias e tendências ancestrais, às quais frequentemente retorna, sempre que a consciência do Ego sobre ele é diminuída.

É essa consciência corporal que está sendo descoberta nas pesquisas dos psicólogos modernos das escolas de Janet, Freud e Jung; e suas variações de consciência se manifestam em nossos sonhos inconsequentes e sem sentido.

O elemental de desejo dos corpos astral e mental é a vida da Essência Elemental.

Essa Essência Elemental é uma fase da vida do LOGOS em um estágio de manifestação anterior até mesmo à vida do mineral; está no "arco descendente" da vida, e está "descendo para a matéria", para se tornar, mais tarde, vida mineral, e mais tarde ainda, vida vegetal e animal.

Sua principal necessidade é sentir-se vivo, e de tantas maneiras novas quanto possível; ele quer uma variedade de vibrações, e quanto mais grosseiras elas forem, isto é, tendendo mais à materialidade, mais satisfeito ele fica. Esta é aquela "lei nos meus membros, guerreando contra a lei da minha mente", da qual fala S. Paulo, o "pecado que habita em mim". O elemental de desejo gosta que o corpo astral seja agitado, que tenha, de fato, "um tempo de agitação"; variedade, novidade, excitação são o que ele quer em seu arco descendente de vida.

O elemental mental não gosta que a mente seja mantida em um único pensamento, e é inquieto, e anseia por tantas vibrações de pensamento quanto

O TEOSOFISTA, SETEMBRO pode induzir seu possuidor a dar; daí nossa dificuldade de concentração e a "inconstância da mente". Mas o possuidor dos corpos astral e mental, o Ego, está no arco ascendente da vida; há milhões de anos ele viveu como mineral, planta e animal; tais experiências como as que os elementais mentais e de desejo agora preferem, em seu arco descendente, não são necessariamente o que ele, o Ego que está no arco ascendente, considera útil para seu trabalho na vida.

Daí uma guerra contínua entre o Ego e seus veículos, pelo domínio, descrita graficamente por S. Paulo: "O bem que quero, não o faço; mas o mal que não quero, esse faço." O trabalho do homem na vida e na morte é controlar seus veículos e usar suas energias para realizar uma obra traçada para ele pelos Senhores do Carma e aceita pelo Ego.

Ele pode ter sucesso ou fracassar, de acordo com a quantidade de força de vontade no Ego e de acordo com seu conhecimento de como exercê-la. Este campo de batalha da vida, este cadinho de experiência, está delineado na Fig. 53.

FIG. 53 — A Individualidade é o "Eu Superior", o "Daimon" de Platão; ele tem três atributos fundamentais, descritos como Atma, o Espírito; Buddhi, a Intuição; e Manas Superior, a Mente Abstrata.

Vontade, Sabedoria e Atividade também descrevem esta triplicidade fundamental do Eu Superior.

A Personalidade é o "eu inferior" e é composta do Manas Inferior ou Mente Concreta; a natureza astral ou de desejo; as funções físicas; e os três veículos nos quais estas atividades se manifestam.

O Eu Superior (ATMA, o "Daimon") — EU SUPERIOR — MANAS — VONTADE ADORMECIDA — VONTADE, CONTROLE — SUBCONSCIENTE — NORMAS. CONSCIENTE — SUPERCONSCIENTE — PRECONCEITOS — CONCEITOS MENTAIS — IDEIAS — ANSEIOS — ASTRAIS — AFETOS — SIMPATIA — DESEJOS — HÁBITOS REVERSIONÁRIOS — FÍSICO — AUTOCONTROLE — PUREZA — FUNÇÕES

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 561 — "projeta" uma parte de si mesmo em encarnações para o trabalho de transformar experiência em faculdade.

Tudo agora depende de quanta força de vontade existe no Ego e está sendo manifestada no controle de seus veículos.

Onde a vontade do Ego domina os instintos dos elementais mental, de desejo e físico, a encarnação é um sucesso; onde, por outro lado, os três elementais ganham a vantagem, a encarnação é esforço desperdiçado.

No caso da maioria dos homens, não há nem dominação completa nem escravidão completa; em algumas coisas conseguimos dominar, em outras falhamos.

O que acontece em cada caso, podemos ver pelo diagrama.

As funções do corpo físico não são nem boas nem más; é dever do corpo comer para viver, beber para satisfazer a sede.

O mal começa quando uma função natural é intensificada pela identificação da natureza do desejo do homem com a função.

Quando as sensações puramente animais de comida e bebida são deleitadas pelo corpo astral, o corpo torna-se guloso e anseia por estimulantes; a princípio, o corpo astral dita quando os desejos podem ser satisfeitos, mas depois de um tempo o elemental físico faz do corpo astral seu instrumento.

É natural o suficiente para um selvagem primitivo empanturrar-se e ser um glutão; mas quando um homem civilizado permite que uma função puramente física hipnotize sua natureza do desejo, ele está por ora revertendo ao estado selvagem.

O processo de reversão é bem ilustrado no provérbio japonês sobre a embriaguez: Primeiro o homem toma a bebida; Depois a bebida toma a bebida; Então a bebida toma o homem.

Mas onde a vontade é dominante, então das funções físicas são desenvolvidas qualidades permanentes para o Ego de autocontrole e pureza; é de grande utilidade para o Ego ter perfeito controle sobre o corpo físico, de modo que a técnica do corpo possa estar rápida e plenamente sob o controle do Ego no trabalho da vida.

Dieta racional e pura, saúde perfeita, controle sobre

O TEOSOFISTA, SETEMBRO músculo e membro através do treinamento físico, são inestimáveis para transformar funções em autocontrole e pureza.

Exatamente de maneira similar, é natural para o corpo astral desejar; é natural que o corpo astral se oponha a odores ofensivos ou a dissonâncias no som, e se agrade com ambientes harmoniosos e tons agradáveis.

A natureza do desejo do corpo astral fornece um delicado instrumento de cognição.

O mal começa quando o elemental do desejo domina e desapossa por ora o Ego.

Um desejo natural torna-se então um anseio, e o corpo astral fica fora de controle.

Quando um homem perde a paciência, de modo que por ora não está exibindo os atributos de uma alma, mas os de uma fera selvagem, ele reverteu por ora a um estágio inicial da evolução, arrastado para lá pelo corpo astral que não consegue controlar.

O que precisamos compreender é que não somos os hábitos do elemental do desejo do corpo astral, mas devemos buscar, para o propósito de nossa alma, tais aptidões nele que nos sejam úteis. Às vezes, através do sofrimento, descobrimos por nós mesmos essa dualidade em nós; uma jovem americana de treze anos que conheci assim a descobriu, quando um dia entrou quase chorando porque seus colegas de brincadeira a haviam provocado; e quando sua mãe lhe perguntou se eles a haviam machucado, respondeu: "N-não, mas eles fizeram meus sentimentos se sentirem mal." Quando percebemos que não somos os sentimentos do corpo astral, mas os possuímos, assim como poderíamos possuir uma raquete de tênis ou uma arma, então saberemos exatamente quanta liberdade dar aos sentimentos.

No reverso do quadro, os sentimentos de nosso corpo astral, quando controlados, podem se tornar extremamente sensíveis e delicados, e podem ser transformados em maravilhosos atributos da alma de afeição e simpatia; o corpo astral torna-se então um fino instrumento sobre o qual podemos tocar, de modo a lançar o mundo invisível ao nosso redor em ondas de emoções inspiradoras e purificadoras.

O que foi dito acima, sobre o elemental do desejo do corpo astral, aplica-se com força ainda maior ao elemental mental do corpo mental. O corpo mental tem como sua

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 563 função natural a de responder ao pensamento; e o pensamento, quando exercido pelo Ego, é um meio de descobrir o mundo em que o homem vive.

O pensamento concreto pesa e mede o universo, e a função do pensamento abstrato é transformar todas as experiências dos corpos mental e inferiores em conceitos eternos que possam ser incorporados à natureza da alma.

Mas muito poucos de nossos pensamentos são dessa natureza, por duas razões: primeiro, que o elemental mental muitas vezes se apega a pensamentos nossos do passado e insiste em pensá-los, apesar de nossas tentativas de controlá-lo; e segundo, que o que pensamos é menos criação nossa do que nos é fornecido por outros.

Do primeiro tipo são os preconceitos, que são, na realidade, pensamentos que outrora nos foram úteis em nosso trabalho na vida, embora não necessariamente verdadeiros; eles, porém, na realidade não são mais úteis, e estamos melhor sem eles, mas o elemental mental retém a força que neles instilamos e, para alcançar melhor seu fim, hipnotiza-nos fazendo-nos acreditar que ainda são nossos pensamentos.

Os preconceitos que os homens têm quanto à superioridade desta ou daquela raça, credo, sexo, casta ou cor são, em grande parte, dessa natureza.

Do segundo tipo são os pensamentos de outras pessoas que estão continuamente sendo derramados na atmosfera mental e que, incidindo sobre nossos corpos mentais, extraem de nós automaticamente uma resposta de pensamentos semelhantes; quando tais pensamentos buscam admissão, temos de cuidar para que demos boas-vindas apenas àqueles que são úteis para o trabalho de nossa alma e que rejeitemos vigorosamente todos os demais.

Certos pensamentos de ambos esses tipos às vezes se comportam como os "crescimentos malignos" que aparecem no corpo humano como cânceres e tumores.

Alguns pensamentos formam centros definidos no corpo mental e reúnem ao seu redor pensamentos semelhantes, absorvem sua vitalidade e assim se tornam distintamente crescimentos mentais malignos do corpo mental.

Assim como um tumor no cérebro, no início, produz apenas uma leve dor e, depois, à medida que cresce, desarranja muitas funções do corpo, o mesmo ocorre com esses crescimentos mentais malignos;

O TEOSOFISTA, SETEMBRO a princípio, eles são dificilmente evidentes, exceto talvez como fantasias e preocupações irracionais; mais tarde, crescem e produzem doenças mentais definidas, como fobias de vários tipos e insanidade.

- A transmutação das experiências adquiridas através do pensar, sentir e agir em conceitos eternos é apenas parcialmente realizada durante a vida na Terra e no mundo astral após a morte; a tarefa é continuada quando o indivíduo começa sua vida no mundo celestial.

Sob as circunstâncias mais ideais e congeniais, com o poder de criar toda a felicidade que anseia e, acima de tudo, com a maravilhosa ajuda da Mente do Logos atuando sobre seu corpo mental e fazendo-o crescer, o homem vive seu período no mundo celestial, desenvolvendo sua vontade e transformando todas as suas experiências em conceitos eternos e em faculdades que refletem cada vez mais sua oculta Natureza Divina.

Esse trabalho que o homem realiza durante seu período "no Céu" depende naturalmente da força de suas aspirações e da quantidade de capacidade com que ele se dedica ao trabalho de transmutação.

Esses fatores determinam por quanto tempo ele permanece "em Devachan", crescendo através da felicidade.

Na Fig.

temos uma tabela que fornece uma média geral para vários ti- fig.

pos de Egos.

Quando ocorre a morte do corpo físico, o homem

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 565 vive no mundo astral por um tempo; depois passa ao céu inferior, para ali viver "em Devachan". Ao final do Devachan, o corpo mental, o último resquício da Personalidade, é descartado, e o Ego é mais uma vez plenamente ele mesmo, com todas as suas energias, no céu superior.

Após um período, breve ou longo, vagamente consciente ou plenamente ciente do processo de renascimento, o Ego mais uma vez projeta uma parte de si mesmo na encarnação para tornar-se a nova Personalidade.

Vemos pelo diagrama que o tipo degenerado e inferior de ser humano vive cerca de cinco anos no mundo astral e, não tendo qualidades espirituais que necessitem do Devachan para seu crescimento, retorna imediatamente à encarnação.

Os termos mecânico, fazendeiro, comerciante são usados para descrever tipos gerais; e médico é usado para representar os homens profissionais em geral.

Mas um fazendeiro ou um comerciante pode ser altamente cultivado e pertencer realmente a um tipo de Ego mais elevado do que o representado por sua ocupação.

O homem culto que é decididamente idealista e faz sacrifícios em prol de seus ideais tem uma vida conscientemente ativa como Individualidade no céu superior.

O homem consagrado ao serviço sob a orientação de um Mestre da Sabedoria, caso "entre em seu Devachan", terá purificado tanto sua natureza astral antes da morte que não precisará ter vida alguma no mundo astral, podendo passar imediatamente ao seu Devachan. Vemos pelo diagrama que o período entre encarnações pode variar de cinco anos a vinte e três séculos.

Quando uma criança morre, ela também tem sua curta vida astral e seu Devachan antes de retornar ao nascimento; o período entre vidas pode variar de alguns meses a vários anos, conforme a idade e a natureza mental e emocional da criança.

Muitos dos fatos já mencionados sobre a natureza oculta do homem e seus veículos mais sutis são reafirmados no próximo

O TEOSOFISTA — SETEMBRO diagrama, Fig. 55. Na primeira coluna temos os sete planos do Sistema Solar; na segunda temos os quatro corpos. ADI ■ ■ ■ 1 ANUPA- DAKA ■ A MÔNADA "O FILHO NO SEIO DO PAI" 1 DA MÔNADA ÁTMICO (NIRVANA) O ESPÍRITO ■ 1 Ijlllllllllll BÚDICO INTUIÇÕES Hf i|a| IS ■r inM IDEAÇÕES CÉU INFERIOR CORPO MENTAL PENSAMENTOS CONCRETOS ASTRAL CORPO ASTRAL EMOÇÕES PESSOAIS IMPULSOS A PERSONALIDADE "A MÁSCARA" E CORDÃO > DO HOMEM FÍSICO M CORPO ATIVIDADES 1 ; .. Fig.

que o homem atualmente utiliza.

Ver-se-á, pelas terceira e quarta colunas, que o homem existe, em sua natureza mais elevada, como a Mônada, nos quatro planos superiores ao plano mental, mas que ainda não possui veículo ou instrumento de cognição e ação neles.

Para todos os fins gerais de estudo, a alma do homem é a Individualidade no corpo causal.

A Individualidade cria uma Personalidade para o propósito da encarnação, e a Personalidade possui três veículos: os corpos mental, astral e físico.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 567 Cada um desses três corpos inferiores representa um aspecto do Ego; e, uma vez que o Ego no corpo causal dá o tom fundamental ou temperamento para a encarnação, podemos pensar no Ego e seus três veículos inferiores como formando um acorde de tons temperamentais, o Acorde do Homem.

Mas a Individualidade no corpo causal é apenas uma representação parcial de todas as suas qualidades; por trás de seu Manas Superior ou Mente Abstrata existe o Budhi, a Intuição Divina, e por trás deste, o Atma ou o indomável Espírito de Deus no homem.

Mas o Atma, o Budhi e o Manas são, eles próprios, reflexos de atributos ainda mais elevados, da Mônada, "o Filho no Seio do Pai". A nota fundamental da Vida do LOGOS dá o tom dominante para a Mônada, e os três atributos da Mônada nos planos Adi, Anupadaka e Nirvânico superior formam o "Acorde da Mônada"! A Mônada então cria a Individualidade; sendo o tom da Mônada então o dominante, ele e os tons representados pelo Atma, Budhi e Manas formam o "Acorde do Augoeides". Quando, em seguida, a Individualidade cria a Personalidade, temos o "Acorde do Homem".

O trabalho do homem, na vida e na morte, é descobrir o que ele é, o que é o mundo e o que é o LOGOS "em quem vivemos, nos movemos e temos o nosso ser". Éons de experiência e ação são necessários antes que ele comece a compreender esta "Sabedoria de Deus em mistério" e a entender o "Plano de Deus, que é a Evolução". Contudo, este é o seu trabalho eterno — conhecer em si mesmo e nos outros o torrão, o bruto e o Deus.

Toda a vida é uma oficina onde ele aprende o seu trabalho, e muitos são os instrutores que vêm ajudá-lo; estes são as religiões e as filosofias, as ciências e as artes de seu tempo. Instrutores também, na maioria das vezes indesejados, são os sofrimentos que são a sua sorte.

SETEMBRO 568 O TEOSOFISTA

Mas o mais bem-vindo de todos os seus instrutores pode ser a Sabedoria Oculta conhecida como Teosofia, que revela o Plano de Deus com tamanho fascínio para a mente, e com tamanha inspiração para o coração, como ainda não foram encontrados em nenhuma outra revelação.

C. Jinarajadasa (Continua) O DESPERTAR DA TERRA — Séculos de sono da Terra e silêncio do Espírito cativo nela.

Aqueles que, durante os dias sombrios, moldaram a matéria segundo suas visões, usaram-na como escrava, e ela, obediente, tomou as formas dos sonhos humanos, mas nunca falou.

Ainda assim o Espírito desceu — Cada vez mais próximo crescia o sudário que o envolvia, Cada vez mais profundo o abismo que o chamava, Até que jazia como um naufrágio nas profundezas oceânicas desconhecidas, Aguardando ali como os mortos aguardam, contemplando as marés do Letes Que deslizam o esquecimento através da paz cinzenta e ininterrupta do mundo das sombras Que bebem, e nada mais sabem.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JINARAJADASA, M.A. (Continuação, do Vol. XL, Parte II, página 568) VII.

A Evolução dos Animais

QUANDO contemplamos a Natureza, podemos prontamente ver que de longe a maior parte dos organismos vivos não se encontra no reino humano, mas nos reinos vegetal e animal.

As teorias da ciência moderna nos dizem que há

O TEOSOFISTA, OUTUBRO uma ponte na evolução das formas, do vegetal ao animal, e do animal ao homem; portanto, é evidente que, sendo o homem o mais elevado até agora na evolução, todas as formas inferiores ao homem devem tender para o seu tipo.

O tipo mais elevado no reino animal, que é o mais próximo do homem, é o "elo perdido"; e os símios antropoides são as formas atualmente existentes que estão mais próximas desse "elo perdido". Pelo lado da forma física, podemos ver claramente a transição dos símios antropoides para o homem; mas quando consideramos a inteligência no reino animal, há uma lacuna séria na concepção científica da evolução.

Temos certos animais domésticos, como cães, gatos e cavalos, nos quais aparecem distintamente características humanas de inteligência e emoção; muitos cães, em sua natureza interior, estão mais próximos do homem do que o símio antropoide.

É óbvio que não há transição possível, pelo lado da forma, do cão para o homem; inevitavelmente, portanto, os elevados atributos humanos desenvolvidos em nossos animais de estimação devem ser praticamente desperdiçados, se a evolução procede rigidamente segundo a escada das formas enunciada pela ciência.

5.) Para compreender mais profundamente a Natureza em sua obra, devemos complementar a concepção da evolução da forma no reino animal com a evolução da vida, e somente esta última concepção nos permitirá entender plenamente o papel que o reino animal desempenha nos processos evolutivos.

Toda vida, seja no mineral, no vegetal, no animal ou no homem, é fundamentalmente a Vida Una, que é uma expressão da natureza e da ação do LOGOS; mas esta Vida revela seus atributos de forma mais plena ou menos plena, conforme o grau de limitação que sofre na evolução.

A limitação de sua manifestação é maior no mineral, mas torna-se gradualmente menor no vegetal, no animal e no homem.

Na evolução de seus atributos, ela sofre essas limitações em

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 35 sucessão; após suportar a limitação da matéria mineral, e ali ter aprendido a se expressar na construção de formas geométricas através da cristalização, ela passa em seguida a se tornar a vida no reino vegetal.

Retendo todas as capacidades que a Vida aprendeu através da matéria mineral, como planta ela agora acrescenta novas capacidades e descobre novos modos de autorrevelação.

Quando trabalho evolutivo suficiente foi realizado no reino vegetal, esta Vida, com todas as experiências adquiridas no mineral e no vegetal, constrói organismos no reino animal, a fim de revelar mais de seus atributos ocultos através das formas mais complexas e mais plásticas da vida animal.

Quando seu trabalho evolutivo termina no reino animal, seu próximo estágio de autorrevelação é no reino humano.

Através de todos esses grandes estágios, como o mineral, o vegetal, o animal e o humano, é a Vida Una que está em ação, construindo e desconstruindo e reconstruindo, sempre trabalhando para construir formas cada vez mais elevadas.

Esta Vida Una, muito antes de começar seu trabalho na matéria mineral, diferencia-se em sete grandes correntes, cada uma das quais possui suas próprias características especiais e imutáveis.

(Fig. 56.) A Fonte Una da Vida é simbolizada no diagrama pelo triângulo dentro do círculo.

Cada uma dessas sete correntes diferencia-se em sete modificações.

Se representarmos as sete grandes correntes pelos números 1, 2, 3, 4,

O TEOSOFISTA, OUTUBRO 5, 6, 7, então as modificações de cada um são como na tabela seguinte: i.i 2.1 3.1 4.1 5.1 6.1 7.1 1.2 2.2 3.2 4.2 5.2 6.2 7.2 1.3 2.3 3.3 €3 5.3 6.3 7.3 1-4 24 4 4.4 5.4 4 h 15 2.5 3.5 4.5 5.5 6.5 7.51 he 2,6 4.6, 5.6 f .6 1.7 2.7 3.7 4.7I 5:7 6.7 7.7 Agora será evidente como o primeiro tipo de vida tem sete variantes, na primeira das quais sua característica especial é duplamente enfatizada, mas em suas variantes de 2ª a 7ª, sua característica especial é modificada pelas características dos seis outros tipos fundamentais.

O mesmo princípio se aplica também aos outros tipos fundamentais, como se verá na tabela.

Esses tipos são conhecidos como os "Raios". Cada uma das quarenta e nove variantes da Vida Única segue seu desenvolvimento característico através de todos os grandes reinos da vida: o mineral, o vegetal, o animal e o humano.

O tipo de vida que, no reino animal, pertence à variedade 3.2, passa do reino mineral ao reino vegetal por seu canal especial próprio, e é a vida 3.2 do reino vegetal; quando chega o momento de passar ao reino animal, ali aparece ainda como vida animal 3.2, e através de formas animais que são exclusivamente reservadas para o desenvolvimento desse tipo de vida.

Quando essa vida animal chega ao estágio de passar ao humano, construirá um indivíduo do tipo 3.2 de ser humano, e não um de outro tipo.

Essas quarenta e nove variantes da Corrente de Vida Única seguem seus quarenta e nove canais distintos através de todos os grandes reinos, e não há mistura de um tipo de vida com outro tipo.

. ;

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 37 Quando as quarenta e nove correntes de vida no reino animal estão prontas para passar ao humano, cada uma das sete variantes de cada tipo fundamental converge as fases mais elevadas de sua vida animal para algumas formas animais predeterminadas.

Essas formas animais são dispostas no Plano Divino para entrar em contato próximo com a humanidade como animais domésticos; e sob a influência do cuidado que lhes é dispensado, a vida animal revela seus atributos ocultos, desenvolve-os e passa ao reino humano.

Temos hoje certos tipos animais que se constituem como as portas do reino animal para o humano; tais tipos são o cão, o gato, o cavalo, o elefante e, provavelmente também, o macaco.

Através desses portais, a transição pode ocorrer do animal para o humano, desde que as influências adequadas sejam aplicadas à vida animal pela ação do homem; embora a vida em cães e gatos seja do mais alto tipo ao longo desses dois "Raios", a transição só ocorrerá quando um cão ou gato individual for desenvolvido em sua inteligência e afeto pela ação direta de um ser humano.

Nossos animais domésticos foram desenvolvidos a partir de tipos anteriores e mais selvagens de vida animal; o cão é descendente do lobo, e o gato, de várias criaturas felinas, como a pantera, o tigre, etc.

No estágio atual, as correntes de vida que se manifestam nas correntes de vida caninas, os Canídeos, convergirão todas para os cães domesticados, com o propósito de entrar no reino humano; e, da mesma forma, os tipos de vida felinos convergem hoje para o gato domesticado.

Em eras futuras, teremos outros animais domesticados, que também estarão entre as formas que constituem os sete portais para a humanidade.

Na compreensão da evolução dos animais, é necessário apreender claramente o que é a Alma Grupal animal.

Assim como, do ponto de vista teosófico, o homem individual não é o corpo físico, mas uma entidade espiritual invisível que possui um corpo físico, também o é o animal.

O verdadeiro animal não é o corpo, mas uma vida invisível que age em relação à forma animal como a alma do homem age em relação ao corpo do homem.

Essa vida invisível, que energiza as formas animais, é chamada de Alma Grupal.

A Alma Grupal é uma quantidade definida de matéria mental carregada com a energia do LOGOS; essa matéria mental contém uma vida definida no grau de evolução animal, e nessa vida estão retidos todos os possíveis desenvolvimentos da consciência e atividade animal.

Essa Alma Grupal animal foi, em ciclos anteriores, a Alma Grupal vegetal e, em ciclos ainda mais remotos, a Alma Grupal mineral, de modo que agora, quando temos de lidar com ela, a Alma Grupal animal já é altamente especializada, como resultado de suas experiências na matéria vegetal e mineral.

No estágio atual da evolução, não existe uma única Alma Grupal para o reino animal, assim como não existe um único tipo físico para todos os animais; assim como na evolução das formas temos hoje gêneros, espécies e famílias, também temos divisões semelhantes na Alma Grupal animal.

Isso nos dará a ideia da maneira como a Alma Grupal atua.

Suponhamos que exista no plano mental a Alma Grupal de alguma espécie de vida animal; essa Alma Grupal reencarnará repetidamente na Terra através de seus representantes animais.

A vida de dois animais na Terra dessa Alma Grupal será bastante distinta enquanto estiverem vivos; mas, quando morrerem, a vida de cada um retorna à Alma Grupal e se mistura com todas as outras vidas que retornam, as quais formam nosso próximo diagrama, Fig.

57, A ORIGEM DAS ESPÉCIES O plano: do divino fundamento OS ARQUÉTIPOS Fig.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 39 uma parte da Alma Grupal dessa espécie.

Observando nosso diagrama, se considerarmos que A e B são dois representantes da Alma Grupal no plano físico, então, quando eles geram descendência — A gera b, c e d, e B gera f e g — a vida que anima os corpos da nova geração vem diretamente da Alma Grupal no plano mental.

Suponhamos que, na ninhada de A, os animais jovens representados por a, d e e morram bem jovens, ou sejam destruídos; e também que a descendência de B, denotada por g, sofra um destino semelhante.

Quando esses animais morrem, sua vida retorna diretamente à Alma Grupal e contribui para seu estoque de experiências com as poucas experiências que adquiriram antes da morte.

Agora vemos, de acordo com o diagrama, que b dá origem à descendência h, i e j, e c à descendência k e l, e f à descendência m, n e o. A vida que anima os corpos dessa segunda geração também vem diretamente da Alma Grupal, mas terá impressas nela as experiências que foram reunidas pelas gerações anteriores que morreram antes de a segunda geração ser concebida.

À medida que cada animal morre, há assim um retorno para a Alma Grupal da vida que animava aquela forma animal; e essa vida, ao retornar à Alma Grupal, retém como memórias inatas as experiências que adquiriu em seus diversos ambientes físicos.

"É a memória dessas experiências físicas que se expressa como instinto nos animais; e a consciência da Alma Grupal está lentamente mudando de acordo com as contribuições que lhe são devolvidas por seus representantes na Terra.

Será evidente que b, c e f sobreviveram apenas porque foram capazes de se adaptar ao ambiente da natureza, que está constantemente mudando ao seu redor; e d, e e g morreram porque não foram fortes o suficiente para se adaptar a esse ambiente.

Os primeiros sobreviveram porque eram os mais fortes e os mais aptos em um ambiente cheio de luta e competição; e sendo os

THE THEOSOPHIST OUTUBRO mais aptos a sobreviver, tornam-se os canais da vida da Alma-Grupo; e então produzem descendentes que possuem essa qualidade de aptidão em um determinado ambiente.

Nessa ação da natureza em selecionar as formas mais aptas a sobreviver, um papel importante é desempenhado por certas entidades nos mundos invisíveis que são chamadas, em nosso diagrama, de "Construtores". Essas Inteligências pertencem a um reino superior ao humano e são conhecidas como Devas ou Anjos.

Um departamento desses "Seres Luminosos" tem como trabalho o de guiar os processos da vida na natureza; são eles que guiam a luta pela existência e observam o desenvolvimento, em seus tutelados, daquelas características que tendem às formas ideais da espécie; eles despertam os "fatores" mendelianos que estão tão intimamente ligados à revelação das características latentes da vida que habita na forma.

Esses Construtores têm diante de si certos tipos ideais que devem ser desenvolvidos na natureza, de modo a servir melhor aos propósitos da vida; com esses arquétipos diante de si, eles observam e moldam organismos dos mundos invisíveis, de modo a provocar aquela sobrevivência do "mais apto" que é difícil de explicar nas teorias evolucionistas comuns.

A luta pela existência é o método adotado por eles para testar organismos vivos e descobrir quais deles desenvolverão, nessa luta, aquelas características que constroem tipos que se aproximam constantemente dos arquétipos.

Deve-se lembrar que, na morte de qualquer organismo, a vida não se dissipa no nada; essa vida, com suas experiências, retorna à sua Alma-Grupo e, de lá, emana mais tarde para habitar em outra forma.

Portanto, quando vemos que de cem sementes talvez apenas uma encontre solo para crescer, e noventa e nove sejam desperdiçadas, o desperdício é apenas aparente, pois a vida das noventa e nove "inaptas" aparece em uma geração posterior como descendentes da semente apta.

Com esse princípio da indestrutibilidade da vida diante de si, os Construtores

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 41 providenciar uma luta acirrada pela existência nos reinos vegetal e animal; e esse método, embora produza uma brutalidade feroz na natureza, tem, no lado invisível, uma cooperação mais amigável entre os Construtores, que têm um único objetivo, que é cumprir a Vontade Divina, que lhes apresenta os arquétipos que devem ser produzidos na evolução das formas.

Devemos agora compreender como a vida animal se diferencia em seu progresso rumo à individualização.

Se considerarmos qualquer Alma-Grupo, como, por exemplo, os Canídeos (Fig. 58), teremos essa Alma-Grupo existindo no plano mental.

Suponhamos que ela emita expressões de si mesma em formas de Canídeos em diferentes partes do mundo.

As diferenças de clima e outras variações no ambiente extrairão das formas individuais diferenças de resposta na vida interior, de acordo com a parte do mundo onde essa vida está sendo manifestada; cada forma em um país, ao morrer, levará de volta à Alma-Grupo um tipo particular de experiência e tendência.

Com o passar do tempo e à medida que essas experiências se acumulam, teremos surgindo na Alma-Grupo diferentes núcleos, cada um segregando experiências e tendências particulares.

Se pensarmos em qualquer experiência como uma taxa de vibração na vida interior, então, onde em uma massa duas taxas de vibração são produzidas, haverá uma tendência para a massa se dividir, assim como um vidro racha quando água fervente é despejada nele, porque a taxa de vibração das partículas internas é subitamente tornada mais rápida do que a das partículas externas.

Da mesma forma, nós

O TEOSOFISTA, OUTUBRO descobriremos que, após várias gerações, a Alma-Grupo dos Canídeos se subdividirá em Almas-Grupo especializadas de lobos, raposas, cães, chacais e outras variedades.

Da mesma forma, a Alma-Grupo dos Felídeos (Fig. 57) se dividirá, seguindo especializações de experiência, em Almas-Grupo menores de leões, tigres, gatos, etc.

Na verdade, assim como os gêneros se subdividem em espécies e famílias, também a Alma-Grupo lentamente se divide em Almas-Grupo cada vez menores, contendo características e tendências cada vez mais especializadas.

Neste processo de subdivisão da Alma Grupal, chegaremos a um ponto em que uma Alma Grupal pequena e altamente especializada será a vida interior de apenas um pequeno número de formas físicas; quando isso acontece, e quando as formas podem ser trazidas sob a influência do homem, a transição do animal para o humano torna-se possível, e a individualização está próxima.

Se, por exemplo, considerarmos a Alma Grupal Felídea original, veremos, com o tempo, uma pequena Alma Grupal que energiza uma raça altamente especializada de gatos domésticos (Fig. 58); neste estágio, a individualização é possível.

Se considerarmos dois gatos, No. 1 e No. 2, veremos que suas experiências variarão; presumiremos que o gato No. 1 encontra um lar onde é apreciado e recebe muito interesse e afeto, e que o gato No. 2 nasce em outro lar onde é relegado à cozinha e banido da sala de estar.

O gato No. 1, em seu ambiente favorável, começará a responder às altas taxas de vibração que incidem sobre ele a partir dos pensamentos e sentimentos de seu dono ou dona; e, mesmo antes de sua morte, isso provocará tal especialização na pequena Alma Grupal que aquela parte da Alma Grupal que se constitui como a alma do gato No. 1 se separará do restante da Alma Grupal.

No caso do gato No. 2, a vida nele, quando ele morre, retornará à Alma Grupal, ali para se misturar com todas as outras vidas que retornam.

1:919 PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 43 Quando o gato No. 1 tiver assim se separado durante a vida de sua Alma Grupal, os estágios subsequentes da individualização podem ser compreendidos a partir do próximo diagrama (Fig. 59). O animal SEGUNDO ESTÁGIO TERCEIRO ESTÁGIO ADI I n H m 1 m ANUPA- DHAKA H ■ ■ 1 H i ■ ATMIC H ■ 9 I ■ BÚDICO INTUICÃO ■ ■ MENTAL CONCRETO PENSAMENTO S’ALMA M jack 1 1 MANAI (KT CAU$> BOD 1 16 GRUPO ALMA! j GRUPO ALMA! ASTRAL FÍSICO JACK (adoq) JACK (AD06) HOMEM PRIMITIVO Fig. 59

considerado, no entanto, não é um gato, mas um cão, Jack. Jack era um fox terrier de pedigree, muito dedicado ao seu dono e à sua dona, e grande amigo do escritor.

Se olharmos para o nosso diagrama e imaginarmos a Alma Grupal com Jack dentro dela como um retângulo, então o afeto especial dispensado a Jack terá o efeito, que é mostrado no diagrama, de elevar uma parte da Alma Grupal para um cone que se ergue

O TEOSOFISTA OUTUBRO para cima.

A quantidade de matéria mental, que se apresenta como a Alma de Jack, então lentamente se separa do restante da matéria mental que constitui a Alma-Grupo, como mostrado na terceira coluna do diagrama.

Agora, essa especialização de Jack para fora da Alma-Grupo canina se deve, não apenas às vibrações mais elevadas enviadas a ele por seu dono, sua dona e seus amigos, mas também ao fato de que uma Mônada, "um fragmento da Divindade", está buscando formar um Ego ou Alma a fim de iniciar suas experiências humanas.

Essa Mônada, há muito tempo, ligou a si um átomo de cada um dos planos como um centro em cada plano, como um "penhor" enviado antecipadamente com vistas ao seu trabalho futuro.

Esses "átomos permanentes" foram enviados, em sucessão, às Almas-Grupo elementais, mineral, vegetal e animal, para ali receberem quaisquer experiências que pudessem.

Quando os "átomos permanentes" se encontram em contato com uma parte altamente especializada da Alma-Grupo animal, como a "alma de Jack", então a Mônada envia, de seu elevado plano, certas influências em resposta ao trabalho externo realizado pela alma de Jack por seus amigos humanos.

Essas influências são simbolizadas em nosso diagrama como a força do "Eu" proveniente da Mônada, aspergida sobre a "alma de Jack". A Mônada é simbolizada no diagrama como o cone invertido superior, e cada estrela nesse cone representa a qualidade que a Mônada está manifestando em cada um dos planos de sua atividade.

Quando a "alma de Jack", como resultado das radiações mais fortes e mais divinas provenientes da Mônada, se desprende da Alma-Grupo, Jack ainda é um cão na aparência externa, mas está, na realidade, em um estágio intermediário, pois certamente não é nem cão nem homem.

Esse estágio é ilustrado na terceira coluna do diagrama.

O próximo estágio, ilustrado na última coluna do diagrama, é quando, como resultado do aumento do derramamento dos planos superiores pela Mônada, o Corpo Causal é criado.

O que acontece só pode ser descrito por meio de uma símile; se imaginarmos que a "Alma de Jack", que na terceira

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 45 coluna é representada pelo cone inferior, é como um volume de vapor aquoso, sem forma ou coesão precisas; se então pensarmos em todo esse vapor sendo condensado em uma gota; se então imaginarmos que, na gota, ar é soprado e uma bolha é criada; então isso é algo semelhante ao que acontece com a "Alma de Jack" quando a Mônada desce e cria um Corpo Causal.

Uma inspiração divina, que é a energia da Mônada, flui para a matéria mental que serviu a Jack como sua pequena alma; essa matéria mental reorganiza-se em um corpo causal, para tornar-se o veículo deste "Filho no seio do Pai" que desceu para tornar-se uma alma humana.

Deve-se aqui notar claramente que, neste processo de individualização, o animal não se torna humano da mesma maneira que o vegetal evolui para o animal; na individualização, tudo o que foi o mais elevado do animal torna-se agora meramente um veículo para uma descida direta de um Fragmento da Divindade, a Mônada.

Esta Mônada não pode criar um Ego em um Corpo Causal até que todos os estágios anteriores de experiência no animal e nos reinos precedentes tenham sido alcançados; mas, embora utilize o que o reino animal preparou para ela, é, na realidade, uma corrente de energia e consciência da Vida Divina totalmente diferente daquela encontrada nos reinos inferiores ao homem.

É por isso que há um abismo infinito na evolução entre o mais elevado macaco antropoide e a mais jovem alma individualizada; nesta última está a vida de uma Mônada, naquele temos ainda apenas as manifestações superiores da vida animal.

Desde o momento em que a Alma de Jack se separa de sua Alma-Grupo canina, ele, na realidade, deixou de ser um cão, embora ainda tenha a forma de um cão.

Deste ponto de separação até a formação efetiva do Corpo Causal, há vários estágios de transformação.

Esses estágios podem ser acelerados pela compreensão adequada, por parte dos homens, do processo de individualização, para que nossos amigos animais possam passar rapidamente ao recebimento daquele Derramamento Divino que faz de cada um uma Alma de Homem.

Um dos maiores privilégios da vida que os homens possuem é cooperar com o Plano Divino na aceleração da individualização dos animais superiores; mas é um privilégio que, por ignorância, apenas poucos estão prontos a aceitar hoje.

As pessoas agora consideram como certo que os animais existem para servir aos propósitos dos homens; embora os animais sejam de fato destinados a nos dar sua força e inteligência para ajudar-nos no desenvolvimento de nossas civilizações, eles não existem primariamente para os homens, mas para cumprir seus próprios propósitos no Plano Divino.

Em nossas relações com os animais, temos de lembrar que, embora eles nos deem sua força, nosso primeiro dever é ver que eles se desenvolvam de maneiras que acelerem sua individualização.

Nestes dias, treinamos a inteligência dos cavalos para se orgulharem da velocidade, a dos cães para desenvolverem sua astúcia na caça, a dos gatos para serem “bons caçadores de ratos”. Tudo isso é totalmente errado, pois os animais são postos em contato com o homem para que seus instintos selvagens sejam eliminados e para que os atributos humanos superiores sejam neles desenvolvidos.

Cada ação do homem que utiliza a mera astúcia do animal para gratificar os desejos humanos é um dano causado à vida animal em evolução.

Ainda temos de aprender que, embora nossa inteligência superior e controle das forças da natureza nos dêem domínio sobre o reino animal, esse controle deve ser exercido em benefício do reino animal, e não em nosso próprio benefício.

[Continua] C. Jinarajadasa

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JINARAJADASA, M.A. [Continuação da p. 46] VIII. A Obra do Logos Tríplice

“TODO sistema de pensamento digno do nome de Filosofia contém em si muitos elementos que não podem ser testados pela inteligência limitada do homem.

As experiências do homem lidam principalmente

O TEOSOFISTA, FEVEREIRO com um mundo interpretado para ele pelos seus cinco sentidos; mesmo as faculdades de imaginação que ele possui são em grande parte circunscritas por essas experiências.

Quando, portanto, uma filosofia fala dos primórdios das coisas, ou desvenda um panorama de eventos passados ou futuros, nenhum homem pode julgar sua verdade pelo padrão de suas próprias experiências.

Este é o caso de alguns dos ensinamentos da Ciência Moderna; quando a ciência nos diz que todos os planetas e o sol formaram outrora uma nebulosa, podemos inferi-lo logicamente observando as muitas nebulosas existentes nos céus, mas só poderíamos ter certeza disso se víssemos a nebulosa original e observássemos seu processo de divisão em sol e planetas.

Quando a ciência nos fala do processo evolutivo de transformação do elétron em protoplasma, e do protoplasma em homem, através de estágios definidos de uma escada de evolução, aceitamos o relato, não porque possamos provar que seja verdadeiro, mas porque nossa aceitação dele torna nossa vida intelectual mais vital e frutífera.

Logicamente, se o teste da verdade fosse apenas as experiências do próprio homem, ele deveria pôr de lado toda afirmação da ciência ou da filosofia que estivesse fora do alcance da experiência possível para ele.

Mas, por outro lado, ele perderia com isso a maior parte de seu atual equilíbrio intelectual e vigor imaginativo.

É apenas na medida em que o homem é continuamente imaginativo que ele transcende as limitações que um corpo perecível impõe ao seu senso de individualidade; quanto maior é o horizonte intelectual de um homem, mais poderosa é a sua imaginação, e o resultado combinado de ambos o torna mais vital em seu ambiente.

Uma vez que a soma total de qualquer filosofia, como conduta, é dar-nos mais poder para mudar nosso ambiente, as ideias filosóficas são essenciais para a nossa vida, mesmo que, em qualquer momento particular, estejam além das nossas capacidades de testar sua verdade.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 449 Quando um homem é confrontado por ideias filosóficas que tratam de assuntos fora de sua experiência, ele pode apenas examiná-las como um todo e aceitá-las somente na medida em que apelam ao seu senso de adequação das coisas.

Se o edifício intelectual que uma filosofia lhe proporciona se mostra não apenas sólido, mas também inspirador, e se todos os fatos dos quais ele tem consciência encontram lugares lógicos e harmoniosos nessa morada, ele pode muito bem aceitar essa filosofia para viver, tanto quanto qualquer outra.

Exatamente isso, nem mais nem menos, pode ser dito daquelas ideias teosóficas particulares que formam este capítulo e o próximo; embora não seja provável que sejam pessoalmente comprovadas por muitas vidas pelo investigador comum, elas oferecem, no entanto, à mente uma concepção de vida que é atraente para a razão humana e inspiradora para a sua imaginação.

1. A Sabedoria Divina nos diz que o universo com suas miríades de estrelas é a expressão de uma Vida Consciente, chamada de várias formas: Deus, Ishvara, Ahura Mazda, Alá, ou o Logos.

Essa Vida Una é, nos é dito, uma Pessoa, mas Ele transcende todas as limitações que estão necessariamente associadas às nossas ideias de Personalidade.

Somos informados de que esse LOGOS CÓSMICO é sempre uma Unidade, "Um sem segundo" [ekam advitiya?fi); no entanto, à medida que Ele energiza um universo, Ele o energiza como uma Trindade, em três modos fundamentais de manifestação.

Deus como Trindade é descrito no Hinduísmo como Brahma, o Criador, Vishnu, o Preservador, e Shiva, o Destruidor; no Cristianismo, a Trindade aparece como Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

Em outras religiões também encontramos nomes para os modos trinitários das atividades Divinas.

2. Associados à obra no Universo do Logos Cósmico estão sete Encarnações de Sua Natureza, chamados os Sete Logoi Planetários Cósmicos.

Todas as estrelas do universo, que são centros de grandes sistemas evolutivos, pertencem a uma ou outra dessas grandes Sete, e são de alguma forma expressões de Sua vida, assim como Elas, por sua vez, são expressões

O TEOSOFISTA, FEVEREIRO da Vida Una do LOGOS CÓSMICO.

Fig.

é uma tentativa de simbolizar o Uno Primordial e Seus sete Embodimentos; os sete pequenos círculos, dentro de cada um dos quais há inúmeras estrelas, tanto grandes quanto pequenas, representam os Sete Logos Planetários, enquanto o grande círculo, abrangendo os sete pequenos círculos, representa o LOGOS CÓSMICO.

Fig.

3. Em todo esse vasto esplendor da vida universal existe o Senhor do nosso Sistema Solar, o LOGOS SOLAR.

Como uma Estrela, o Senhor de um Sistema entre miríades de estrelas.

Ele vive, move-se e tem Seu Ser em Sua Estrela-Pai, uma das grandes Sete; contudo, Ele espelha diretamente a Vida, a Luz e a Glória do Uno sem segundo.

Qual é o propósito especial que o LOGOS SOLAR, com as Estrelas Irmãs de Sua Companhia, cumpre no crescimento do universo, quem pode dizer? mas isto ao menos é certo: que, para nós homens, Ele é DEUS, o ápice de todo o nosso pensamento e imaginação, o único Deus que podemos conceber, porque nós mesmos somos Ele e nenhum outro.

Pois sem Seu pensar não poderíamos pensar, sem Seu amar não poderíamos amar, sem Seu viver não poderíamos viver. Nossas individualidades são frações do Total de Sua

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 451 Individualidade, círculos no vasto esfera de Seu Ser.

Seu campo de atividade é uma esfera cujo raio começa com o sol e termina com o último satélite do planeta mais distante ainda por ser descoberto.

Dentro dessa esfera, no espaço luminoso, Ele trabalha, sempre impelindo Seu sistema a revelar cada vez mais de Sua natureza maravilhosa conforme os ciclos passam, aguardando pacientemente o Dia em que toda a vida do sistema que d'Ele emanou retornará a Ele, consciente de sua glória revelada.

4. "Assim como em cima, embaixo." À imagem do Logos Cósmico, o Logos do Sistema Solar é uma Trindade quando energiza Seu sistema.

Ele trabalha em três modos fundamentais, que são simbolizados nas grandes religiões como os do Criador, do Preservador e do Destruidor; ou o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Na nomenclatura teosófica moderna, essa atividade tripla é descrita como a do Primeiro Logos ("Pai"), do Segundo Logos ("Filho") e do Terceiro Logos ("Espírito Santo"). O Primeiro Logos, o Segundo Fig.

Logos e o Terceiro Logos são apenas três Aspectos do único Logos Solar; embora Três em manifestação, Ele é, contudo, sempre a única Divindade indivisível.

(Fig. 61.)

THE THEOSOPHIST, FEVEREIRO 5. “Assim como acima, abaixo.” Associados à obra do Logos do nosso sistema estão sete Seres, que são como sete expressões de Sua Natureza, como sete canais de Sua inexaurível Vida.

Esses Sete são chamados os Sete Logos Planetários.

(Fig. 62.) No Hinduísmo, são chamados os Sete Prajapatis (Senhores das Criaturas); no Zoroastrismo, os sete Amesha Spentas (Imortais Santos); na tradição hebraica e cristã, os “Sete Espíritos diante do trono de Deus”. As energias desses Sete controlam e dirigem tudo o que ocorre dentro do sistema solar; até mesmo a cada átomo, cada um dos Sete contribui com sua natureza típica como resposta vibratória, de modo que, quando um átomo é afetado pelo raio solar, as sete “fibras menores” do átomo emitem as sete cores prismáticas.

Cada um dos Sete é a Cabeça e o Regente de hierarquias de entidades criativas que trabalham sob sua direção na construção e sustentação do sistema solar; sob cada um estão dispostos aqueles

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 453 Devas, ou Seres Luminosos, ou hostes angélicas, chamados nas religiões orientais de Adityas, Vasus, Dhyani Buddhas, Dhyan Chohans, etc., e na tradição cristã de “Anjos, Arcanjos, Tronos, Dominações, Principados, Virtudes, Potestades, Querubins e Serafins”. Na Fig. temos um resumo condensado da obra do Logos Triplo dentro de Seu sistema.

O LOGOS trabalha através de três aspectos ou modos, cujas características fundamentais podem ser assim enunciadas: I. Primeiro Logos: Divindade-Individualidade. II. Segundo Logos: Vida-Forma. III. Terceiro Logos: Força-Matéria.

Antes de o LOGOS iniciar a obra do sistema, Ele criou no “Plano da Mente Divina” (ver Fig. 51) o

64 THE THEOSOPHIST, FEVEREIRO sistema tal como deveria ser, do seu começo ao seu fim. Ele criou todos os “arquétipos” de forças e formas, de emoções, pensamentos e intuições, e determinou como e por quais estágios cada um deveria ser realizado no esquema evolutivo de Seu sistema. Então, naquela parte do espaço por Ele selecionada para a obra de Seu Plano, Ele começou Sua obra através de Seu terceiro aspecto, o Terceiro Logos como Força-Matéria.

A vasta esfera no espaço, dentro da qual o sol e seus planetas haveriam de surgir, não continha no início nenhuma substância minimamente semelhante à matéria [visível ou invisível] que temos hoje dentro do sistema.

Havia apenas "Mula-prakriti" ou "matéria-raiz", esse éter do espaço da ciência moderna que é incompreensível para a nossa imaginação, uma vez que é somente a partir de "buracos no éter" que a matéria tal como a conhecemos é composta.

Em nossos estudos teosóficos, chamamos essa negação primordial da matéria de Koilon, o "vazio". (Fig. 64.)

Neste Koilon, ou éter primordial do espaço, o Terceiro Logos derramou Sua energia, pressionando o Koilon para trás a partir de inúmeros pontos dentro dele. (Fig. 65.) Cada "bolha" ou ponto de luz é onde o Koilon não está; cada bolha é, na realidade, um ponto de consciência do Terceiro Logos; cada bolha persiste apenas enquanto Ele quiser manter afastado o Koilon que a envolve. Em seguida, Ele varreu essas bolhas em formações espirais (Fig. 66), com sete bolhas em cada espiral, sendo as bolhas assim mantidas por Sua vontade; estas são denominadas "espirais de primeira ordem". Essas espirais de primeira ordem, Ele as enrolou em laçadas maiores ainda, com sete espirais formando uma "espiral de segunda ordem"; espirais de segunda ordem foram similarmente torcidas e mantidas como "espirais de terceira ordem"; e assim por diante, até que foram criadas "espirais de sexta ordem". (A Fig. 66 mostra espirais de primeira, segunda e terceira ordens; a linha branca que conecta as bolhas na espiral de primeira ordem, e aquela que atravessa as laçadas nas espirais de segunda e terceira ordens, denotam os tipos particulares da Vontade do Terceiro Logos que mantém as bolhas em cada ordem espiral.)

Dez fios de espirais de sexta ordem foram então torcidos, como mostrado na Fig. 67, para formar o átomo físico, a unidade fundamental da nossa matéria física.

Cada ação na construção dessas espirais, desde a espiral de primeira ordem até o átomo físico, deve-se ao direcionamento da consciência do Terceiro Logos para esse propósito específico; cada ordem de espirais mantém sua formação apenas porque Sua consciência continua a sustentá-la assim. Nosso átomo físico não é "matéria"; é, na realidade, miríades de pontos da consciência do Terceiro Logos, mantidos por Ele em uma formação particular para realizar um trabalho específico: o de construir o plano físico.

Mas a construção do plano físico é precedida pela construção dos planos superfísicos; para compreender isso, devemos retornar à Fig. 63. Nesse diagrama, encontramos que o pequeno círculo que representa o Terceiro Logos tem duas linhas que partem de um lado; essas duas linhas denotam duas atividades que constroem os planos e subplanos.

A linha mais curta refere-se à primeira ação de todas do Terceiro Logos, que é, como já descrito, a de fazer bolhas no Koilon; essas bolhas são as unidades finais, os tijolos, por assim dizer, dos quais todos os sete planos do sistema solar são feitos.

O primeiro plano, ou Plano Adi, é feito diretamente das bolhas no Koilon, e o átomo desse plano é uma única bolha.

O átomo do próximo plano, o Anupadaka, é feito de 49 bolhas.

O átomo Átmico é feito de 49² ou 2401 bolhas.

Temos então os átomos dos planos inferiores feitos em sucessão com bolhas no seguinte número: átomo do Plano Búdico, 49³ ou 49x2401 bolhas; átomo do Plano Mental, 49⁴ ou 2401x2401 bolhas; átomo do Plano Astral, 49⁵ ou 49x2401x2401 bolhas; átomo do Plano Físico, 49⁶ ou 2401x2401x2401 bolhas, com um número definido de bolhas adicionais, devido à formação peculiar do átomo físico.

Quando os átomos de cada um dos sete planos foram criados, então o Terceiro Logos cria os subplanos de cada plano. (A linha mais longa, que parte do pequeno círculo do Terceiro Logos, denota essa segunda ação.) Os átomos de cada plano são agrupados em conjuntos de dois, três, quatro, etc., para formar os subplanos.

O primeiro ou mais elevado subplano é composto dos próprios átomos simples, enquanto o segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo subplanos são feitos por combinações desses átomos.

Assim, no plano físico, o subplano mais elevado é composto de átomos físicos simples, de duas variedades: a positiva e a negativa.

Então, por combinações desses átomos positivos e negativos, são construídos os subplanos restantes — subatômico, superetérico, etérico, gasoso, líquido e sólido.

É no curso da construção dos subplanos do mundo físico que os elementos químicos são produzidos, como será explicado mais adiante ao tratar do assunto da Química Oculta.

O trabalho do Terceiro Logos, então, constrói os sete grandes planos, com seus subplanos, do sistema solar; essa construção não está completa, e ainda prossegue rapidamente.

Ele é a Força animadora na Matéria de todos os planos; a eletricidade é a expressão de Sua força através da matéria do plano físico.

Nos sete grandes planos assim construídos pelo Terceiro Logos, aparece em seguida o trabalho do Segundo Logos.

Sua energia é essencialmente de uma ordem melhor descrita como Forma-Vida; com essa energia Ele anima a matéria dos sete planos e a capacita a construir formas que possuem aquela qualidade misteriosa que chamamos

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 459 de Vida.

Essa vida lança a matéria dos planos em várias formas, e cada forma persiste apenas enquanto a vida do Segundo Logos mantém a matéria nessa forma.

Agora, pela primeira vez, aparecem os fenômenos de nascimento, crescimento, decadência e morte; uma forma nasce porque a Vida do Segundo Logos tem uma obra de evolução a realizar através dessa forma; ela cresce enquanto esse trabalho progride até sua culminação; mostra sinais de decadência porque o Segundo Logos lentamente recolhe a vida da forma, uma vez que a vida evoluiu tudo o que podia através da forma; ela morre quando finalmente o Segundo Logos recolhe toda a vida, a fim de enviá-la novamente para construir uma forma mais nova e melhor, que possa dar à vida as novas experiências necessárias para seu crescimento adicional e autorrevelação.

No plano físico, a expressão da força do Segundo Logos é Prana, Vitalidade.

Nos quatro planos mais elevados do sistema solar, essa vida do Segundo Logos é chamada de Essência Mônadica; Ela desce estágio por estágio, ganhando em cada estágio o crescimento que foi planejado para Ela no Grande Plano. Durante um longo período de tempo, chamado de "cadeia", Ela primeiramente se manifesta na matéria do Plano Adi; no final da "cadeia", Ela retorna ao Segundo Logos, de quem emana novamente no início de uma nova "cadeia", para animar a matéria do segundo plano, o Plano Anupadaka.

Isso inicia o trabalho da segunda “cadeia”, com todas as experiências da primeira “cadeia” inerentes a ela como tendências e capacidades.

Cadeia após cadeia, a Essência Monádica desce de plano em plano, e no início de seu quinto ciclo, começa a alentar a matéria do plano mental superior.

Até este ponto, a Essência Monádica não estava limitada, em suas experiências, a um único “esquema de evolução”; mas, daí em diante, suas experiências restringem-se àquelas obtidas em nosso esquema. Na próxima seção, os termos “cadeia” e “esquema de evolução” serão plenamente descritos.

O TEOSOFISTA, FEVEREIRO de evolução, e desde o momento de sua entrada na matéria de nosso plano mental, é chamada de Essência Elemental.

Durante o período de crescimento na matéria mental superior, essa vida do Segundo Logos é chamada de Primeira Essência Elemental; ao final de uma “cadeia”, ela reaparece no início de uma nova “cadeia”, alentando matéria mental inferior; nesse estágio, é chamada de Segunda Essência Elemental.

Na próxima “cadeia”, torna-se a Terceira Essência Elemental, alentando a matéria do plano astral.

É essa vida alentadora do Segundo Logos que confere à matéria mental e astral sua qualidade peculiarmente viva, de modo que a mais tênue vibração causada no mundo mental por um pensamento, ou no mundo astral por um desejo, faz a matéria mental e astral gerar rapidamente formas e contornos, cristalizando-se em “formas-pensamento”. Ainda “descendo para a matéria”, a vida do Segundo Logos, após alentar a matéria astral, em seguida alenta a matéria física.

O primeiro efeito desse novo alentamento é conferir aos elementos químicos um poder de combinação entre si; embora o Terceiro Logos tenha criado o Hidrogênio e o Oxigênio, é somente quando a vida do Segundo Logos aparece que dois átomos de Hidrogênio podem combinar-se com um de Oxigênio para formar água.

Com a obra do Segundo Logos, surge a matéria física como a conhecemos hoje; sob Sua orientação, vem agora o grande reino mineral, pronto para construir uma terra sólida.

Em termos de ritmo e beleza, a matéria agora cristaliza com precisão matemática; através de cada invólucro físico, a obra do Segundo Logos é realizada de acordo com o Plano.

Aos nossos olhos, o mineral é inerte, sem vida, mera terra; no entanto, o Segundo Logos está sempre em ação nessa matéria aparentemente inerte.

Em verdade, o Deus está agora “morto e sepultado”, crucificado numa cruz de matéria.

A vida do Segundo Logos, após sua mais baixa descida à matéria como Reino Mineral, ascende ao próximo grande

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 461 reino de vida, o Reino Vegetal.

No início desta etapa, as substâncias da terra desenvolvem uma nova capacidade, a de se tornarem veículo para a vida, tal como nossos olhos podem ver.

Os elementos químicos se agrupam, e uma vida misteriosa aparece entre eles, e os constrói em protoplasma.

E guiado pelo Segundo Logos, esse protoplasma sofre transformações, tornando-se, no decorrer do tempo, o Reino Vegetal.

(Fig. 4.)

Após longas experiências de crescimento, evoluindo lentamente durante o período de uma "cadeia", o Reino Vegetal aparece numa "cadeia" subsequente como o Reino Animal.

(Fig. 5.)

No devido curso do tempo, do Reino Animal surgem os mais elevados animais, que são capazes de individualização.

Quando a alma-grupo animal foi construída, como foi explicado no capítulo anterior, e um animal em particular está pronto para a individualização, então começa a ação do Primeiro Logos.

Ele envia um Fragmento de Si Mesmo, uma Mônada, para fazer uma Individualidade num Corpo Causal.

Uma Alma de Homem, feita à imagem de Deus, inicia então sua evolução, que é descobrir a Divindade em si mesmo, em seus semelhantes, e em toda a vida da natureza que o cerca.

No plano físico, a expressão da força do Primeiro Logos é Kundalini, o "Fogo Serpentino", que conduz à imortalidade.

Assim, rapidamente, contemplamos a poderosa obra do Logos Triplo, que começou há muito, muito tempo, e ainda está, como diz o Upanishad, "no ventre". Criador, Preservador e Destruidor, Ele constrói, desconstrói, e constrói novamente, um passo mais próximo a cada estágio da Perfeição de Seu Plano.

Ver esse Plano é ter a Visão Beatífica; trabalhar por esse Plano é transformar a própria natureza mortal na de um imortal sem morte.

A imortalidade na vida, a eternidade no tempo, a Divindade na humanidade, são daquele que, compreendendo o Plano, trabalha por ele incessantemente.

C. Jinarajadasa

(Continua)

A PSICANÁLISE À LUZ DA TEOSOFIA

Por Chella Hankin, M.B., B.S.

[Concluído da p. 365]

Agora, tendo explicado os princípios gerais da psicanálise, deixe-me examiná-la brevemente do ponto de vista de um sistema terapêutico.

Ela tem aqui possibilidades tremendas, pois é o único sistema que tenta chegar às raízes reais do problema, e então erradicá-las.

O tratamento das doenças mentais e nervosas no passado tem sido principalmente expectante, com uma tentativa de tratar os sintomas quando se tornam particularmente intrusivos, e isso é tudo.

Ar puro, repouso, tratamento gentil, boa alimentação e bons conselhos, com hipnóticos quando julgados necessários, é praticamente tudo o que o médico ortodoxo que lida com doenças nervosas tem ainda hoje a oferecer.

É verdade que ele pode discorrer eruditamente sobre células nervosas degeneradas e condições anormais do cérebro e dos tecidos nervosos em geral, mas esses discursos eruditos não curam os pacientes e, por outro lado, são muito propensos a fazer o médico pensar que sabe mais sobre as causas da doença do que realmente sabe.

Os achados post-mortem da devastação causada por qualquer doença não são necessariamente a causa dessa doença, mas apenas as degenerações secundárias causadas pela mesma.

É verdade que, nos últimos anos, além dos modos estritamente ortodoxos de tratamento, temos um grande número de médicos que empregam o hipnotismo e a sugestão, mas estes estão apenas tratando sintomas na

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JINARAJADASA, M.A. [Continuação da p. 461] IX. Os Reinos da Vida MAGNIFICAMENTE quanto a ciência moderna desenvolveu o conceito de evolução, ainda lhe falta alcançar aquela amplitude e grandeza que se revela na Teosofia. A palavra “vida” especialmente tem, nos estudos teosóficos, um significado mais profundo

O TEOSOFISTA MARÇO e mais abrangente; pois a vida é vista não, como na ciência moderna, apenas no pequeno círculo de existência que compreende os reinos humano, animal e vegetal, mas como se manifestando também na matéria aparentemente morta dos minerais, e em organismos de matéria invisível inferiores aos minerais e superiores ao homem.

Na Fig.

68, resumimos brevemente a onda de vida em evolução que conduz à humanidade. Uma comparação desta figura com a da Fig.

mostrará que há outras correntes de vida em evolução que, sem tocar o reino humano, passam através de níveis que correspondem ao da humanidade, adentrando reinos superiores ao homem.

Fig.

Fig.

68, no entanto, trata daquelas formas de vida que, em seu crescimento evolutivo, resultam em uma humanidade como a nossa.

Vemos dela que, etapa por etapa, a vida do LOGOS se manifesta como três tipos de Essência Elemental, e subsequentemente como Vida Mineral, Vida Vegetal, Vida Animal e Humanidade. A transição de estágio para estágio foi explicada no

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 561 capítulo anterior, e na Fig.

foi mostrada a transição do animal mais elevado para o reino humano.

Os sete estágios da vida em evolução, da Essência Elemental (I) à Humanidade, são chamados de Onda de Vida. Outras formas de vida e consciência são, naturalmente, também "ondas de vida"; mas, para uma compreensão mais clara de um tópico difícil, o termo "onda de vida" é reservado para aquelas formas de vida que estão mais diretamente relacionadas à nossa humanidade em uma linha de crescimento, como mostrado na Fig. 68. Todas essas grandes mudanças envolvem vastos períodos de tempo, mas em cada fração de tempo o trabalho evolutivo é realizado de acordo com um plano predestinado.

Cada tipo de forma e consciência aparece na evolução apenas no seu devido tempo, e sempre sob a supervisão daqueles Trabalhadores no Plano Divino cuja função é zelar pelos intrincados mecanismos da evolução.

Devemos pensar nesses períodos de tempo menos em termos de anos reais e mais em termos de quantidades de trabalho evolutivo realizado em prol do Plano.

Foi mostrado na Seção II, sobre "A Ascensão e Queda das Civilizações", que durante o tempo em que a humanidade existe em nossa terra, sete grandes Raças-Raízes aparecem, e que cada uma dessas Raças-Raízes tem sete sub-raças.

O período de tempo necessário para realizar o trabalho que deve ser feito através de sete Raças-Raízes e suas sub-raças é conhecido como um "Período Mundial". Durante um Período Mundial, o esquema evolutivo, na medida em que afeta os sete reinos da nossa onda de vida, está em plena operação; pode-se dizer que a onda de vida começa com o aparecimento da primeira sub-raça da Primeira Raça-Raiz, e termina quando a sétima sub-raça da Sétima Raça-Raiz concluiu seu trabalho.

Quando o período de trabalho designado para um determinado Período Mundial é concluído, a onda de vida passa da nossa Terra para iniciar sua evolução em outro globo do nosso sistema solar.

Nesse novo globo, cada um dos sete estágios da vida, desde a

O TEOSOFISTA, MARÇO Essência Elemental (I) até a Humanidade, retoma seu trabalho e continua seu desenvolvimento posterior.

Mais uma vez, esse desenvolvimento, no que diz respeito à humanidade, ocorre através de civilizações e culturas desenvolvidas em sete Raças-Raízes e suas sub-raças.

Ao final do trabalho evolutivo nesse novo globo, a onda de vida passa para outro globo, onde, sob novas condições, retoma seu trabalho e realiza a parte da evolução que lhe é designada em seguida no Grande Plano.

O trabalho da onda de vida à qual a humanidade nesta Terra está associada será compreendido se estudarmos cuidadosamente nosso próximo diagrama, Fig. 69. Nossa onda de vida requer, para seu crescimento, sete planetas do sistema solar; destes, três são planetas físicos — Terra, Marte e Mercúrio; os quatro restantes são planetas de tipos invisíveis de matéria.

Estes também têm suas revoluções em torno do sol, como os planetas visíveis, mas sua matéria é de estados superfísicos.

Desses quatro planetas invisíveis, dois — B e F — são de estados astrais e superiores de matéria, e os dois restantes — A e G — de matéria mental inferior e outros estados superiores de matéria.

Cada um desses globos está separado no espaço de todos os outros, e é um planeta completo por si só, assim como são Marte, Terra e Mercúrio.

Se consultarmos nosso diagrama e estudarmos cuidadosamente a parte que representa nossa Terra, veremos que a Terra é mostrada como composta de matéria física sólida, envolvida por envelopes de tipos astral, mental inferior e mental superior de matéria.

É desnecessário dizer que cada tipo mais elevado e mais sutil de matéria interpenetra todos os mais grosseiros do que ele; assim, o envelope astral não apenas se estende da superfície da Terra por milhas acima, mas também interpenetra a Terra; e, similarmente, o envelope de matéria mental inferior interpenetra tanto o mundo astral quanto a Terra física.

Esse envelope astral ao redor de nossa Terra, e interpenetrando-a, é nosso Plano Astral; a matéria mental inferior é nosso Céu Inferior, e a matéria mental superior constitui nosso Céu Superior.

Associados a todos esses estão, é claro, os planos superiores da natureza, compostos de tipos búdico, átmico e superiores de matéria, embora não sejam mostrados no diagrama.

Mas, de maneira semelhante, Marte também tem uma Terra física sólida, um envelope astral e dois envelopes de matéria mental inferior e superior.

O envelope astral que interpenetra o planeta sólido Marte é o plano astral de Marte. Esse plano astral marciano é totalmente distinto do plano astral de nossa Terra.

Além disso, assim como não há comunicação de tipo físico através do espaço interplanetário entre a Terra e Marte, também não há comunicação astral entre o plano astral de Marte e nosso plano astral.

Marte também tem seu mundo de céu inferior e seu céu superior.

Exatamente o mesmo esquema se aplica a Mercúrio, que tem seus próprios planos astral e mental inferior e superior.

Quando chegamos aos planetas B e F, descobrimos que eles não têm contrapartes físicas; são planetas astrais, mas cada planeta tem seus próprios céus inferiores e superiores, e também planos mais elevados ainda.

Os planetas A e G, como se verá no diagrama, são globos de matéria mental inferior; eles também têm seus planos mental superior, búdico, átmico e planos mais elevados, mas não têm planos abaixo do plano mental inferior.

Devemos pensar, então, nos sete planetas — A, B, Marte, Terra, Mercúrio, F e G — como completos em si mesmos, e cada um girando em torno do sol; mas apenas três são visíveis ao nosso olho físico.

O TEOSOFISTA, MARÇO — Podemos agora apreender, em linhas gerais, o trabalho da onda de vida.

A onda de vida na Terra, neste momento atual, está realizando o trabalho, no que diz respeito à humanidade, da Terceira, Quarta e Quinta Raças Raízes, e já progrediu até o ponto de trazer os primeiros variantes da sexta sub-raça da Quinta Raça Raiz, que agora aparecem na América e na Austrália.

Lado a lado com o trabalho da humanidade está o trabalho evolutivo dos animais, plantas, minerais e os três tipos de Essência Elemental.

Ainda resta a ser realizado na Terra o trabalho da sétima sub-raça da Quinta Raça Raiz, e o vasto trabalho da Sexta e Sétima Raças Raízes que ainda estão por vir, com suas respectivas sub-raças e variações.

Quantas centenas de milhares de anos a mais esse trabalho exigirá, mal podemos dizer; mas a onda de vida não terá realizado o trabalho que lhe foi proposto, durante sua ocupação da Terra e de seus planos superiores, até que todo esse trabalho adicional chegue a uma conclusão bem-sucedida.

Quando a sétima sub-raça da Sétima Raça Raiz tiver dado sua mensagem à evolução, não há mais trabalho a ser feito por enquanto na Terra; a onda de vida então passa para outro planeta, para ali começar o próximo estágio de seu desdobramento.

Esse planeta é Mercúrio.

Em Mercúrio, como na Terra, a onda de vida em todas as suas divisões, da Essência Elemental (I) à Humanidade, continuará seu trabalho de estágio em estágio; no reino humano haverá sete Raças Raízes com suas sub-raças.

Cada Raça Raiz, através da estrutura de seus corpos visíveis e invisíveis, possibilita o desenvolvimento de alguma nova forma e expressão de consciência e atividade; daí a necessidade das várias Raças Raízes e suas subdivisões.

Depois que a onda de vida terminar seu trabalho em Mercúrio, ela será transferida para o próximo planeta, que é F. Em F, que é um planeta astral e não possui contraparte física, obviamente não pode haver formas físicas para a vida em evolução; essa vida terá

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 565 que realizar seu trabalho através de formas de matéria astral e superior.

Depois que a onda de vida completar seu trabalho no planeta F, ela será então transferida para o planeta G. Como este planeta G é composto de matéria mental inferior, toda a evolução ocorrerá necessariamente em formas desta e de tipos mais sutis de matéria.

Quando a onda de vida completar seu trabalho no planeta G, ela passará para o trabalho evolutivo no planeta A. De A, passará para B, onde a evolução será retomada novamente em formas astrais.

Após o trabalho realizado em B, a onda de vida passará para Marte, onde o trabalho será iniciado novamente também através de formas físicas.

Depois que a onda de vida completar seu trabalho em Marte, ela será transferida para a Terra, para ali começar outra etapa da evolução através de novos tipos humanos, animais e vegetais.

Quando a onda de vida tiver completado seu trabalho em sete planetas sucessivamente, terá decorrido um período de tempo chamado de "Ronda". Na descrição até agora dada da transferência da onda de vida, foi feito com que ela começasse da Terra e passasse por Mercúrio, F, G, A, B, Marte, para retornar à Terra novamente, completando assim uma Ronda inteira.

Na realidade, porém, a onda de vida começa no planeta A, depois passa para o planeta B, e em seguida para Marte, Terra, Mercúrio, F e G. Nossa onda de vida atual, portanto, começou há eras incontáveis no planeta A na primeira Ronda, e já passou por três Rondas completas; então começou o trabalho da quarta Ronda, como antes, no planeta A. Depois a onda de vida passou para B, e então para Marte, e assim para a Terra; é onde ela se encontra hoje.

Estamos atualmente no esquema evolutivo no quarto planeta da quarta Ronda.

Isto está exatamente no meio do esquema maior de nossa evolução, pois a onda de vida ainda tem que completar a quarta Ronda passando por Mercúrio, F e G, e depois completar a quinta e a sexta Rondas.

Quando

O TEOSOFISTA, MARÇO a onda de vida tiver passado por sete Rondas completas em sucessão, o tempo ocupado nesse processo é chamado de "Cadeia". Esses fatos estão resumidos na Fig. 70. Sete sub-raças compõem uma Raça Raiz; o tempo ocupado por sete Raças Raiz é o de um Período Mundial.

Sete Períodos Mundiais, em sete globos sucessivos, enquanto a onda de vida passa de um a outro, constituem uma Ronda.

Sete Rondas, em cada uma das quais a onda de vida passou de planeta a planeta, constituem uma Cadeia.

O trabalho de evolução de toda a vida e forma no sistema solar, no entanto, não se realiza dentro do período de uma Cadeia.

Está previsto no Plano que, durante o período de atividade de uma Cadeia, um reino de vida terá evoluído para o próximo reino superior; assim, aquilo que começou como vida animal no início de nossa Cadeia, isto é, no planeta A da primeira Ronda, elevar-se-á ao estágio de Humanidade no final da Cadeia, que será no planeta G da sétima Ronda; da mesma forma, aquilo que começou a Cadeia como vida vegetal, no seu término, ter-se-á elevado a vida animal.

Se olharmos para a Fig. 69, vemos os vários passos da evolução dos reinos de vida; cada passo requer uma Cadeia completa.

Quando nossa Cadeia começou no planeta A de nossa primeira Ronda, o trabalho foi iniciado em todos os sete reinos, desde a Primeira Essência Elemental até a Humanidade; mas onde alcançou a Humanidade suas características humanas, e a vida animal suas características animais, de modo a começar as SETE Sub-raças UMA Raça Raiz „ Raças Raiz = „ Período Mundial  Períodos Mundiais „ Ronda Rondas = „ Cadeia „ Cadeias » „ Esquema de Evolução n (e mais/ Esquemas de Evolução = Nosso Sistema Solar Fig.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 567 Cadeia já assim equipada? Para responder a isso, devemos nos voltar para a Fig. 71. Encontramos nela, como o quarto círculo, a Cadeia da Terra, que é praticamente a Fig. em miniatura, pois encontramos Marte, Terra e Mercúrio como as três esferas negras, enquanto os planetas B e F estão corretamente marcados como de matéria astral, e os planetas A e G como de matéria do plano mental inferior.

Vemos antes da Quarta Cadeia uma Terceira, chamada no diagrama de Cadeia da Lua. Nesta Cadeia da Lua encontramos que há sete globos, mas apenas um deles é físico, enquanto dois são astrais, dois são mentais inferiores e dois mentais superiores.

Agora, nossa onda de vida, antes de entrar em nossa Cadeia, a Cadeia da Terra, foi por inúmeras eras a vida de uma Cadeia precedente, a Cadeia da Lua; mas a onda de vida estava na Cadeia da Lua exatamente um estágio anterior ao que está na Cadeia da Terra.

Ou seja, aquilo que é a humanidade na Cadeia Terrestre era o reino animal da Cadeia Lunar; o nosso atual reino animal da Cadeia Terrestre era o reino vegetal da Cadeia Lunar; e, da mesma forma, todos os outros reinos de vida da Cadeia Terrestre estavam um estágio antes na Cadeia Lunar.

Exatamente da mesma maneira, os reinos de vida da própria Cadeia Lunar vieram de uma Cadeia ainda anterior, a Cadeia nº 2 no diagrama.

Ver-se-á que esta Cadeia não possui planeta físico algum, mas é composta de um planeta astral, dois de mental inferior, dois de mental superior e dois de matéria búdica.

Cada reino de vida nesta segunda Cadeia estava exatamente um estágio antes do que estava na Cadeia Lunar; assim, aquilo que era o reino animal da Cadeia Lunar era o reino vegetal da Cadeia nº 2. A Cadeia nº 2, por sua vez, derivou sua vida de uma Cadeia anterior, a Cadeia nº 1; nesta temos apenas um planeta de mental inferior, dois de mental superior, dois de matéria búdica e dois de matéria nirvânica.

Os reinos de vida nesta Cadeia nº 1 estavam um estágio antes do que estavam na Cadeia nº 2. Em resumo, seguindo a direção da evolução, aquilo que começou na Cadeia nº 1 como reino mineral apareceu na Cadeia nº 2 como reino vegetal, e na Cadeia nº 3 — a Cadeia Lunar — como reino animal, e na Cadeia nº 4 — a nossa atual Cadeia Terrestre — é a nossa Humanidade.

Quando o trabalho desta Cadeia Terrestre estiver concluído no final da sétima Ronda, cada reino de vida em evolução terá ascendido um estágio; os nossos animais de hoje, no final da nossa Cadeia, terão alcançado o nível humano; a nossa vida vegetal terá entrado no reino animal.

A nossa Humanidade terá ido para um estágio além da humanidade.

A quinta Cadeia será como a terceira Cadeia, pelo menos no que diz respeito aos tipos de seus globos; assim como na terceira Cadeia havia apenas um planeta físico, assim haverá apenas um planeta físico na quinta Cadeia, enquanto terá dois planetas astrais, dois de matéria mental inferior e dois de mental superior.

Os planetas constituintes das Cadeias nº 6 e nº 7 serão como indicados no diagrama.

O trabalho das primeira, segunda e terceira Cadeias está agora concluído, e seus planetas se desintegraram, exceto que o único planeta físico da terceira Cadeia ainda permanece como a Lua, que gira ao redor da Terra.

A Lua não tem agora sobre ela nenhuma onda de vida, e é praticamente um planeta morto, aguardando lentamente a desintegração.

A evolução está agora exatamente no meio das sete Cadeias, pois a nossa presente Cadeia é a quarta;

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 569 e nesta quarta Cadeia estamos no quarto planeta da quarta Ronda.

Temos diante de nós, quando o trabalho da Cadeia da Terra estiver concluído, trabalho a ser realizado pelos reinos da vida em evolução na próxima, a quinta, Cadeia.

Esta Cadeia terá um planeta físico, que será formado pela agregação em uma única massa planetária dos Asteroides que agora formam um anel de pequenos planetas entre Marte e Júpiter.

Quando os Asteroides se tiverem coalescido em um único planeta e se tornarem o centro de evolução da onda de vida, o trabalho terá sido concluído na Cadeia da Terra, e a presente Terra terá se tornado um planeta morto, sem vida em evolução sobre ele; terá diminuído de tamanho pela perda de seus líquidos e gases, e será então atraída para o planeta físico da nova Cadeia e ligada a ele como uma Lua.

O nosso presente reino animal começará o trabalho da quinta Cadeia como a sua humanidade; o nosso presente reino vegetal será então o seu reino animal.

De maneira exatamente semelhante, o trabalho nas Sexta e Sétima Cadeias, que ainda estão por vir, será realizado.

Em cada Cadeia sucessiva, a vida evolui de um reino para o próximo além dele. O trabalho realizado através de sete Cadeias em sucessão constitui um "Esquema de Evolução". Há sete desses esquemas de evolução, e sobre o trabalho de cada um preside um Logos Planetário; mais ainda, cada Esquema é a expressão de Sua exaltada Vida, e as sete Cadeias de Seu Esquema são como encarnações sucessivas dessa Vida.

Cada um dos sete Logoi Planetários tem assim diante de Si um Esquema de Evolução para desenvolver e guiar; cada Esquema envolve sete Cadeias, e cada Cadeia requer sete globos distintos.

Há agora no sistema solar sete esquemas de evolução que requerem, em algum estágio de seu trabalho, um planeta

O TEOSOFISTA, março físico; o estágio de cada uma dessas sete Cadeias é dado em nosso próximo diagrama, Fig. 72. Os esquemas de evolução que a Fig. envolve Vênus, Júpiter, Saturno e Urano estão atrás do esquema da Terra por uma Cadeia; o esquema de Netuno está, como o Esquema da Terra, em sua quarta Cadeia; enquanto o esquema de evolução de Vênus está adiantado em relação ao esquema da Terra por uma Cadeia.

É preciso lembrar que, embora um planeta físico possa não ser capaz, devido ao calor e à pressão, de permitir vida em organismos como os que temos em nossa Terra, existem, no entanto, tipos de evolução não física que podem realizar seu trabalho

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 571 eficientemente nos planos astrais de planetas onde a vida física pode não ser possível.

É porque o esquema de Vênus é uma Cadeia adiantada em relação à Terra, e a Humanidade média de Vênus está próxima do nível de Adepto, que Adeptos de Vênus puderam ajudar o trabalho da Cadeia da Terra em seu início, como Senhores dos Mundos, Manus, Buddhas, Chohans e outros grandes líderes da evolução.

Exatamente de modo semelhante, aqueles da humanidade da Terra que alcançarem o Adeptado ao final da Cadeia da Terra, e assim desejarem, podem começar a ajudar o trabalho de evolução das quatro Cadeias atrasadas dos esquemas de Vulcano, Saturno, Júpiter e Urano.

Quando um indivíduo completa o trabalho de evolução que lhe foi proposto, ele alcança o nível de um Mestre da Sabedoria.

Ele alcançará esse nível, no curso normal da evolução lenta, ao final da sétima Ronda desta Cadeia; mas pode, ao apressar sua evolução, alcançar o Adeptado muito antes disso.

Sempre que alcança o nível de Adepto e obtém as experiências que esta Cadeia pode lhe proporcionar, ele tem diante de si sete escolhas, com referência ao seu crescimento e atividade futuros.

Essas sete escolhas estão resumidas em nosso próximo diagrama, Fig.

73. AS SETE ESCOLHAS DIANTE DO HOMEM PERFEITO.

1. PERMANECE COM A HUMANIDADE: COMO OFICIAL DA HIERARQUIA.

2. PERMANECE COM A HUMANIDADE; COMO UM "NIRMANAKAYA". 3. UNE-SE AOS DEVAS OU HOSTES ANGÉLICAS. 4. UNE-SE AO "CORPO DE ESTADO-MAIOR DO LOGOS". 5. PREPARA O TRABALHO DA PRÓXIMA "CADEIA". 6. ENTRA NO NIRVANA.

7. ENTRA NO NIRVANA. Fig.

Entre as sete escolhas, nenhuma é melhor que as outras, e cada Adepto seguirá sua própria linha de acordo com seu

O TEOSOFISTA, MARÇO temperamento e as necessidades do Grande Plano.

Um certo número, uma minoria, decide qualificar-se para ser Manus, Buddhas, Chohans e outros oficiais da Hierarquia que guiam a evolução dos reinos de vida em um globo; essa escolha requer encarnação física constante, embora, como Adepto, a necessidade de encarnação já tenha cessado há muito tempo.

Adeptos de outro temperamento, embora não desejem assumir cargos como oficiais da Hierarquia, permanecem, no entanto, com a humanidade e vivem nos mundos invisíveis como "Nirmanakayas"; nessa condição de existência, criam grandes forças espirituais, que são então entregues aos membros da Hierarquia para promover o avanço humano.

Um terceiro tipo de Adepto passa para o reino dos Devas ou Hostes Angélicas, ali para trabalhar, às vezes indiretamente com a humanidade como Anjos, e às vezes para realizar o trabalho das Hostes Angélicas em outras partes do sistema solar que não a Terra.

Ainda outro tipo de Adepto se alista no "Corpo de Estado-Maior do Logos", treinando-se para trabalhar em qualquer parte do sistema solar para onde possa ser enviado, de acordo com as necessidades da obra.

Um certo número de Adeptos escolherá realizar o trabalho de preparação necessário para iniciar a Quinta Cadeia.

O sexto e o sétimo tipos de Adeptos entram em uma fase de evolução espiritual e atividade incompreensível para nossa consciência, e tecnicamente chamada de "entrar em Nirvana"; eles não alcançam qualquer tipo de "aniquilação", mas dão sua esplêndida contribuição ao Grande Plano, ainda que de maneiras incompreensíveis para nossa atual e limitada consciência humana.

Todo esse processo de evolução, levando milhões de anos para seu desdobramento, é muito mais vasto do que nossa imaginação pode conceber.

Em cada estágio, mais poder é liberado para o universo.

O reino vegetal em cada Ronda é mais altamente evoluído do que o reino vegetal da Ronda anterior; em cada Cadeia, é ainda mais evoluído.

O que nossas atuais árvores, plantas e arbustos, com sua folhagem e flores requintadas, são

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 573 para a floresta antediluviana de samambaias, o que nossas aves, com sua coloração deslumbrante, simetria e vida jubilosa, são para seus ancestrais desajeitados e acinzentados de eras passadas, isso também será o reino animal, das Rondas e Cadeias vindouras, em relação ao que é o reino animal da Ronda atual.

Até mesmo o átomo invisível evolui.

Ronda após Ronda e Cadeia após Cadeia; e toda a vida cresce em maior autoexpressão e autorrevelação à medida que os ciclos passam. A vida do homem também muda Ronda após Ronda; nossa vida mental terá na próxima Ronda uma riqueza dificilmente apreensível hoje, pois nosso mais inferior instrumento de pensamento, o cérebro, será composto de átomos e elementos mais evoluídos do que são nesta quarta Ronda.

Uma vez que a matéria é força, e a forma é vida, e a individualidade do homem é Divindade, assim, onde quer que haja evolução, lá o LOGOS está em ação, e onde Ele está, lá um trabalho jubiloso avança passo a passo rumo à completude.

[Continua] C. Jinarajadasa Errata.—Vol.

XL, p. 266 (junho de 1919). Em vez de "Moralidade", leia-se "Mortalidade" (7ª linha a partir do final).

TEOSOFIA—RELIGIÃO COMO CIÊNCIA Por H. W. Muirson Blake (i) Revelação Divina e Revelação Humana R eligião e ciência podem ambas ser consideradas como formas de conhecimento: a primeira, conhecimento revelado, revelado através da vontade Divina, agindo geralmente por meio de algum mensageiro designado de Deus ou Profeta; a segunda, ciência, conhecimento feito pelo homem, ou antes — se também considerada como conhecimento revelado, como esperamos mostrar que possa ser — conhecimento revelado pelo homem, e como tal capaz, por experimento e estudo, de ser comprovado pelo homem.

Para mostrar o que queremos dizer com ciência sendo revelação, analisemos o que nossos sentidos nos dizem sobre um objeto que podemos ver ou sentir, e então acrescentemos o que a ciência possa ter a dizer sobre esse objeto e, consequentemente, sobre a veracidade dos dados fornecidos por nossos sentidos.

Observemos, digamos, uma mesa.

Meus olhos me dizem que ela consiste de uma substância com uma superfície dura e polida; oferece resistência ao tato quando pressiono minha mão sobre ela; emite um som se eu a golpeio; para mim, ela aparece como um objeto duro e sólido, e assim obtenho alguma informação sobre essa mesa através da visão, do tato e da audição.

Isso é tudo que meus sentidos desassistidos podem me dizer sobre ela; mas agora o que a ciência diz sobre o valor dessas minhas impressões sensoriais? Comecemos com a revelação da Botânica.

O botânico dirá que esse objeto duro e plano foi outrora o tronco de uma árvore, e é composto de massas de fibras filiformes,

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JiNARAJADASA, M.A., [Continuado do Vol. XU, Parte I, p. 573) X. A Evolução da Matéria e da Força É comum os homens fazerem um contraste entre mente e matéria; mente significa para eles uma faculdade espiritual, enquanto matéria denota uma substância sem vida, não espiritual, que é o exato oposto da mente.

Mas um novo ponto de vista surge quando nós

O teosofista ABRIL percebe que tanto a mente quanto a matéria são expressões e revelações de uma Personalidade maravilhosa, o LOGOS, "em quem vivemos, nos movemos e existimos". Então vemos que a matéria não é menos divina do que a mente, e que há um evangelho de beleza e grandeza, não apenas na mente de um gênio, mas também no minúsculo fragmento de matéria que forma um cristal.

Por trás de ambos, mente e matéria, opera um poderoso Agente, que deseja evoluir e dirige cada etapa.

Na compreensão do que constitui a Sua matéria, não menos do que na compreensão de Sua mente, podemos obter um ligeiro vislumbre de Sua Natureza — aquela Natureza sempre atraente para a qual a matéria é um espelho de Sua sabedoria, força e beleza.

Antes de tentarmos compreender a Vida do LOGOS como matéria, conforme revelada na Teosofia, devemos primeiro apreender com clareza razoável o que é a matéria, tal como a ciência moderna a descobriu para nós. Pois os fatos estabelecidos pela ciência são os Fatos de Deus, e a compreensão deles nos permite lançar uma base sólida para a sabedoria mais profunda sobre os Fatos de Deus revelada na Teosofia.

Deixando de lado por ora o fato de que a matéria consiste fundamentalmente em "buracos no éter", a matéria do mundo ao nosso redor consiste em várias substâncias com as quais estamos mais ou menos familiarizados.

A terra que pisamos é sólida, a água que bebemos é líquida, e o ar que respiramos é gasoso; nossas casas, nossos utensílios, nossos móveis são todos feitos de matéria de vários tipos — terras, madeiras, metais; temos matéria, mas de um tipo diferente, nos corpos vivos de nós mesmos e das pessoas ao nosso redor, e nas plantas e animais e outras coisas "vivas" que povoam nosso mundo.

Agora, essa matéria é sólida, como madeira ou ferro; líquida, como água; ou gasosa, como a atmosfera.

Ela existe para nós em milhares de variações.

Mas, por mais numerosos que sejam os tipos de matéria que compõem os objetos de nosso mundo, na realidade eles

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 37 são constituídos a partir de poucas substâncias fundamentais.

Essas substâncias fundamentais são chamadas de "elementos químicos", e a ciência moderna até agora tabulou para nós 83 elementos. Cada elemento químico existe em um estado "atômico"; assim, por exemplo, um pedaço de enxofre é uma agregação de "átomos" de enxofre, e a natureza de cada um desses átomos é tal que não pode ser subdividida posteriormente.

O mesmo é verdadeiro para os átomos, de cada elemento; de fato, "um átomo de um elemento pode ser definido como uma substância cujas partes são mantidas unidas por uma força superior a qualquer uma que até agora tenha sido aplicada sobre ele" (Mellor). Os elementos químicos conhecidos são divisíveis em dois grupos principais e distintos — metais e não-metais.

Elementos metálicos são Alumínio, Manganês, Cálcio, etc., e não-metais são Carbono, Boro, Oxigênio, Cloro, etc.

Os metais combinam-se com Oxigênio e Hidrogênio para formar sais, enquanto os não-metais combinam-se com os mesmos dois elementos de modo a formar ácidos. Os metais são bons condutores de calor e eletricidade, enquanto os não-metais são maus condutores.

Há uma Lista de elementos químicos conforme dada na Tabela Internacional de Pesos Atômicos de 1917; Alumínio, Antimônio, Argônio, Arsênio, Bário, Bismuto, Boro, Bromo, Cádmio, Césio, Cálcio, Carbono, Cério, Cloro, Cromo, Cobalto, Colúmbio, Cobre, Disprósio, Érbio, Európio, Flúor, Gadolínio, Gálio, Germânio, Glucínio, Ouro, Hélio, Hólmio, Hidrogênio, Índio, Iodo, Irídio, Ferro, Criptônio, Lantânio, Chumbo, Lítio, Lutécio, Magnésio, Manganês, Mercúrio, Molibdênio, Neodímio, Neônio, Níquel, Níton (Emanação de Rádio), Nitrogênio, Ósmio, Oxigênio, Paládio, Fósforo, Platina, Potássio, Praseodímio, Rádio, Ródio, Rubídio, Rutênio, Samário, Escândio, Selênio, Silício, Prata, Sódio, Estrôncio, Enxofre, Tântalo, Telúrio, Térbio, Tálio, Tório, Túlio, Estanho, Titânio, Tungstênio, Urânio, Vanádio, Xenônio, Itérbio (Neo-itérbio), Ítrio, Zinco, Zircônio. Além dos acima, foram descobertos por investigação clarividente, e seus pesos, etc., anotados, os seguintes elementos adicionais: Oculto, Meta-Neônio, Meta-Argônio, Meta-Criptônio, Meta-Xenônio, Samário A, três Interperiódicos — X, Y, Z, Kalon, Meta-Kalon, Platina B, Mercúrio B — uma variante do Mercúrio, sólido a temperaturas ordinárias, e um elemento entre Rádio e Tório, que é possivelmente Actínio.

Ver Química Oculta (1907), de Annie Besant e C. W. Leadbeater, e o artigo de C. W. Leadbeater em The Theosophist, julho de 1909. ® As palavras "atômico" e "átomo" são aqui usadas no sentido químico comum, não no teosófico.

THE THEOSOPHIST ABRIL terceiro grupo de elementos, como Arsênio, Antimônio, etc., chamados metaloides, pois são híbridos em caráter, sendo semelhantes tanto a metais quanto a não-metais em seu comportamento.

Em Fig.

74, temos em sua primeira divisão doze dos 83 elementos químicos, com os símbolos usados para eles: H = Hidrogênio, C = Carbono, N = Nitrogênio, O = Oxigênio, Na (trium) = Sódio, Cl = Cloro, K (alium) = Potássio, S = Enxofre, Al = Alumínio, Fe (rrum) = Ferro, P = Fósforo, Ca = Cálcio.

Cada um tem seu peso definido e certas outras características marcantes.

Na segunda e terceira divisões da Fig. 74, ilustramos o fato de que esses elementos primários se combinam entre si para formar novas substâncias.

Assim, duas partículas de Hidrogênio se combinarão com Oxigênio para formar uma partícula unitária de água; uma partícula de Sódio se combinará com uma partícula de Cloro para formar uma partícula unitária de sal.

Assim, elemento se combina com elemento para formar as miríades de substâncias orgânicas e inorgânicas que constituem nosso mundo.

Enquanto apenas dois átomos de Carbono, com seis de Hidrogênio e um de Oxigênio, são necessários para formar uma partícula de álcool, exigimos, para formar uma partícula de Hemoglobina (a matéria corante vermelha do sangue), nada menos que 712 átomos de Carbono, 1130 de Hidrogênio, 214 de Nitrogênio, 1 de Ferro, 2 de Enxofre e 425 de Oxigênio.

O Protoplasma, a substância viva primária da qual todas as células são feitas, é composto de átomos de Hidrogênio, Carbono, Nitrogênio, Oxigênio, Enxofre, Fósforo, Cloro, Sódio, Potássio, Cálcio, Magnésio e Ferro, mas em que proporção a ciência ainda não pode dizer.

H = Hidrogênio, Al = Alumínio, C = Carbono, Cl = Cloro, N = Nitrogênio, Na = Sódio, K = Potássio, P = Fósforo, O = Oxigênio, S = Enxofre, Ca = Cálcio, Fe = Ferro. Água = H₂O. Álcool = C₂H₆O. Sal = NaCl. Hemoglobina = C₇₁₂H₁₁₃₀N₂₁₄FeS₂O₄₂₅. Protoplasma = H, C, N, O, S, P, Cl, Na, K, Ca, Mg, Fe. Fig.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 39 Esses elementos químicos, os tijolos, por assim dizer, do nosso universo, não apenas se combinam (com poucas exceções) entre si, mas se combinam de acordo com certos hábitos característicos de cada elemento.

Esse hábito de combinação é chamado de Valência (ver Fig.

75). Assim (veja a Figura, primeira coluna), um átomo de Flúor, ou de Cloro, Bromo ou Iodo, prefere combinar-se com um átomo de Hidrogênio em vez de dois; enquanto, por outro lado, um átomo de Oxigênio, ou de Enxofre, Selênio ou Telúrio, prefere combinar-se com dois átomos de Hidrogênio em vez de um (veja a Figura, segunda coluna). Átomos de Nitrogênio, Fósforo e Arsênio selecionam três átomos de Hidrogênio para combinações, e átomos de Carbono e Silício escolhem quatro (veja a Figura, terceira e quarta colunas). A ciência química meramente cataloga esse comportamento dos elementos, conhecido como Valência, sem ser capaz de explicá-lo positivamente. Na metade inferior da Fig. 75, ilustramos dois casos de um átomo de um elemento combinando-se com cinco outros corpos.

Quando o Cloreto de Amônio é feito por 1 átomo de Nitrogênio, 4 de Hidrogênio e 1 de Cloro.

A química presume que o Nitrogênio, cuja valência é, como aqui, cinco, de alguma forma emite de si em cinco direções cinco desejos insatisfeitos de combinação; estes são cumpridos pela combinação com 4 átomos de Hidrogênio e 1 de Cloro.

Temos um caso semelhante de valência quíntupla no Pentacloreto de Fósforo.

O TEOSOFISTA, ABRIL. O próximo fato interessante que a Química nos ensina é que, à medida que os elementos químicos se combinam, eles se combinam de modo a formar figuras geométricas; temos esse fato ilustrado para nós na Fig. 76. O Gás Metano é composto de 1 átomo de Carbono e 4 de Hidrogênio; foi sugerido por Kekulé que as posições espaciais dos cinco átomos são como mostrado no diagrama.

Fig. 76. Isto é, o átomo de Carbono está no centro de um tetraedro, e os 4 átomos de Hidrogênio nos seus quatro vértices.

Com outro gás, chamado Etano, que é composto de 2 átomos de Carbono e 6 de Hidrogênio, foi sugerido que as posições dos 8 átomos são como na figura, onde os ápices de dois tetraedros se interpenetram, havendo em cada ápice 1 átomo de Carbono, e 6 átomos de Hidrogênio nos outros vértices dos dois tetraedros.

Uma ilustração adicional dessa construção geométrica aparece nos derivados amoniacais do Cobalto, Violeocobaltammine e Praseocobaltammine. Em cor, o primeiro é violeta e o último verde; contudo, em ambos há 2 átomos de Cloro com quatro partículas de amônia, cada uma das quais é composta de 1 átomo de Nitrogênio e 3 de Hidrogênio.

Agora, foi sugerido que o...

A diferença de cor se deve às diferenças de posição, em um octaedro, dos dois átomos de cloro; quando os dois átomos de cloro estão nos ápices opostos do octaedro, o derivado de cobalto é violeta, enquanto quando esses dois átomos estão nas extremidades de uma aresta do octaedro, o derivado é verde.

Há certas características marcantes nos elementos químicos, que podem ser resumidas da seguinte forma:

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 41 L Cada elemento tem um peso definido, e não há dois elementos com o mesmo peso." 2. Os elementos são ou paramagnéticos ou diamagnéticos; isto é, quando são colocados sob a influência da força magnética, alguns permanecem paralelos às linhas dessa força (paramagnéticos), enquanto outros permanecem em ângulos retos a essa força (diamagnéticos). 3. Os elementos são ou eletropositivos ou eletronegativos.

4. Os elementos têm valência, especialmente uma característica marcante de combinar-se com o hidrogênio; combinando-se com um, ou dois, ou três, ou quatro átomos de hidrogênio, de acordo com o elemento.

Agora, quando todos os elementos são dispostos em uma lista, de acordo com seus pesos atômicos, verifica-se que eles se agrupam naturalmente em uma certa ordem, segundo a valência e as qualidades magnéticas e elétricas.

Esse método de agrupamento dos elementos é conhecido como Lei Periódica. Há várias maneiras de enunciar essa "periodicidade" dos elementos, mas a maneira como a Lei Periódica foi enunciada para nós pelo falecido Sir William Crookes é talvez a mais clara.

Temo-la em nosso próximo diagrama, Fig.

77.® Na linha que representa um pêndulo oscilando para frente e para trás, todos os elementos estão marcados em sua ordem de peso; o mais leve,

Hidrogênio, inicia a oscilação do pêndulo, e o mais pesado, Urânio (e possivelmente um ou mais mais pesados, ainda a serem descobertos), encerra a oscilação.

Entre as linhas verticais há uma central, e há quatro de cada lado; se a linha perpendicular central representa ausência de valência, e também "interperiodicidade", se a  Uma única exceção a isso foi encontrada; "Meta-Kalon" e outro elemento, provavelmente Túlio, sendo do mesmo peso de 3096 átomos físicos últimos," ou 172 quando H==L ® Há um pequeno erro no diagrama da Fig.

77. A linha preta descendente, que simboliza a "gênese dos elementos", após passar pelo Samário 2640, vai em seguida para o novo Interperiódico X" 2646; deve então ir para o novo elemento, sob o Samário, com número 2736; e então retornar ao "Interperiódico Y" 2674, e daí, como marcado, ao Interperiódico Z" 2702, e assim ao Gadolínio.

O TEOSOFISTA, abril, quatro linhas de cada lado desta linha mediana representam, em ordem, Valência (ou atomicidade) 1, Valência 2, Valência 3 e Valência 4; então, verifica-se, à medida que os elementos são mapeados

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 43 nos pontos de interseção da linha do pêndulo e das nove linhas verticais, que (com poucas exceções): 1. Na linha mediana caem os "gases inertes", cuja característica é que não se combinam com qualquer outro elemento e, portanto, têm Valência 0. 2. Na mesma linha mediana, e em intervalos regulares, isto é, após um balanço completo do pêndulo, ocorrem os Interperiódicos.

3. Todos os elementos à direita da linha mediana são diamagnéticos, e os da esquerda são paramagnéticos.

4. Os elementos aparecem em uma certa ordem de valência; começando com qualquer elemento de valência 0, o próximo mais pesado tem valência 1, e seguindo-o vêm aqueles com valência 2, valência 3, valência 4; em seguida, a valência diminui, e os elementos sucessivos têm valência 3, valência 2 e valência 1; e depois disso, o próximo elemento tem valência 0. 5. À medida que o pêndulo balança para fora da linha mediana, os elementos que vêm no balanço externo são todos eletropositivos; à medida que o pêndulo balança para dentro em direção à linha mediana, os elementos que vêm neste balanço interno são todos eletronegativos.

Já em 1887, Crookes concebeu os elementos químicos como aparecendo no cosmos um após outro, suas características modificadas por forças que sobre eles atuam.

Ele desenhou uma imagem da "Gênese dos Elementos" a partir de uma substância primordial que chamou de "prótile". O diagrama de Crookes aparece como Fig.

77, com pouquíssimas modificações; as principais mudanças sendo a atribuição a cada elemento não do peso dado na Química, mas do seu "número-peso", isto é, o número de átomos físicos últimos que contém, e que novos elementos descobertos desde 1887 também foram adicionados ao diagrama.

A ideia de uma gênese dos elementos não é, na realidade, mera hipótese, mas um fato da maior inspiração.

O TEOSOFISTA, ABRIL — primeiro concebamos a ideia como Crookes a apresentou a uma plateia científica de mente materialista na Royal Institution de Londres, em 18 de fevereiro de 1887; teremos então nossa imaginação razoavelmente preparada para apreender a concepção mais magnífica que nos é dada no Ocultismo. Podemos traçar, na curva ondulante, a ação de duas formas de energia, uma atuando verticalmente e a outra vibrando de um lado para o outro como um pêndulo.

Que a linha vertical represente a temperatura diminuindo gradualmente através de um número desconhecido de graus, desde o ponto de dissociação do primeiro elemento formado até o ponto de dissociação do último membro da escala.

Mas que forma de energia é figurada pela linha oscilante? Vemo-la balançar de um lado para o outro até pontos equidistantes de um centro neutro.

Vemos essa divergência da neutralidade conferir atomicidade de um, dois, três ou quatro graus, à medida que a distância do centro aumenta para uma, duas, três ou quatro divisões.

Vemos a aproximação ou a retração dessa mesma linha neutra decidir o caráter eletronegativo ou eletropositivo de cada elemento; aqueles na metade recuante do balanço sendo positivos, e aqueles na metade aproximante sendo negativos.

Em suma, somos levados a suspeitar que esse poder oscilante deve estar intimamente ligado à matéria imponderável, essência ou fonte de energia que chamamos de eletricidade.

Nosso pêndulo começa seu balanço pelo lado eletropositivo: o lítio, próximo ao hidrogênio na simplicidade de seu peso atômico, é agora formado, seguido pelo glucínio, boro e carbono.

Cada elemento, no momento de seu nascimento, assume quantidades definidas de eletricidade, e dessas quantidades depende sua atomicidade.

Assim são fixados os tipos dos elementos monoatômicos, diatômicos, triatômicos e tetratômicos.

Foi apontado pelo Dr. Camelley que os elementos pertencentes às séries pares da classificação periódica são sempre paramagnéticos, enquanto os elementos pertencentes às séries ímpares são sempre diamagnéticos. Ora, em nossa curva, as séries pares à esquerda, até onde foi verificado, são paramagnéticas, enquanto, com poucas exceções, todas à direita são diamagnéticas.

Chegamos agora à parte de retorno ou negativa do balanço; o nitrogênio aparece e mostra de forma instrutiva como a posição governa a atomicidade média dominante.

O nitrogênio ocupa uma posição imediatamente abaixo do boro, um elemento triatômico, e, portanto, o nitrogênio é igualmente triatômico.

Mas o nitrogênio também segue o carbono, um corpo tetratômico, e ocupa a quinta posição se contarmos a partir do lugar de origem.

Agora, essas tendências aparentemente opostas são harmoniosamente conciliadas pela dotação do nitrogênio com uma dupla atomicidade, seu átomo sendo capaz de atuar como um elemento tri- ou pentatômico.

Ao citar a palestra de Crookes na Royal Institution, omiti aqui e ali frases e parágrafos de natureza um tanto técnica.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 54 oxigênio (di- e hexatômico) e flúor (mono- e heptatômico) a mesma lei se aplica, e meia oscilação do pêndulo é completada.

Passando novamente a linha neutra, encontramos sucessivamente formados os corpos eletropositivos sódio (monoatômico), magnésio (diatômico), alumínio (triatômico) e silício (tetratômico). O primeiro balanço completo do pêndulo é realizado pelo nascimento dos três elementos eletronegativos, fósforo, enxofre e cloro; todos os três, como os elementos correspondentes no balanço oposto de retorno, tendo pelo menos uma dupla atomicidade, dependendo da posição.

Novamente sigamos nosso pêndulo... e o primeiro elemento a surgir, quando o pêndulo inicia sua segunda oscilação, não é o lítio, mas o metal mais próximo a ele na série, ou seja, o potássio, que pode ser considerado o descendente direto do lítio, com as mesmas tendências hereditárias, mas com menor mobilidade molecular e maior peso atômico.

Percorra a curva, e em quase todos os casos a mesma lei se aplica.

Assim, o último elemento da primeira vibração completa é o cloro.

No lugar correspondente na segunda vibração, temos não uma repetição exata do cloro, mas o corpo muito semelhante bromo, e quando a mesma posição ocorre pela terceira vez, vemos o iodo.

Não preciso multiplicar exemplos.

Posso, no entanto, salientar que temos aqui um fenômeno que nos lembra a geração alternante ou cíclica no mundo orgânico, ou talvez possamos dizer de atavismo, uma recorrência a tipos ancestrais, um tanto modificados.

C. Jinarajadasa {Continua]

TEOSOFIA-RELIGIÃO COMO CIÊNCIA Por H. W. Muirson Blake (Concluído do Vol. XLI Parte I, p. 580) A Lei da Evolução Orgânica ATÉ agora tratamos apenas da matéria, o substrato material dos mundos inferiores; estudemos agora o funcionamento da vida dentro dessa matéria, e vejamos como ela se apodera dessa matéria e constrói formas a partir dela, através das quais pode manifestar-se e funcionar nesses mundos.

O campo inteiro divide-se nos quatro reinos — o mineral, o vegetal, o animal e o humano — embora a ciência geralmente classifique os dois últimos, o animal e o humano, juntos.

A grande generalização da ciência, a evolução, mostra claramente que todos esses reinos estão relacionados entre si, que de fato um evolui ou cresce a partir do outro, que há um processo universal de crescimento percorrendo todos os quatro reinos.

O estudo real do processo começa no início do reino vegetal, com a célula.

Todos os corpos orgânicos, sejam eles samambaias, peixes, aves, macacos ou homens, verificam-se consistir em nada mais do que células; as quais células, durante o processo de crescimento do corpo que compõem, exibem faculdades de adaptação mais maravilhosas, tornando-se, à medida que o crescimento prossegue, especializadas como células sanguíneas, células nervosas, células musculares, células cerebrais, células ósseas, etc., cada uma com sua

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA Por C. JINARAJADASA, M.A. X. A Evolução da Matéria e da Força (Continuado da p. 45) AGORA que obtivemos uma ideia geral das especulações da ciência moderna sobre uma possível "Agenesia dos elementos", podemos compreender mais plenamente o que a Teosofia

O TEOSOFISTA AGOSTO revela dos mistérios da força e da matéria.

Desde o início devemos lembrar que não existe tal coisa como um concurso fortuito de átomos; a construção do universo foi pensada por um Construtor Divino e cada passo na construção é dirigido por Ele, e os átomos se unem ou se separam, somente porque Ele assim o quer.

Os primeiros estágios na construção da matéria pelo Logos já foram descritos no Capítulo VIII, sobre "O Trabalho do Logos Triplo", nas Figs. 64, 65 e 66. Do koilon, a substância primordial, "Fohat cava buracos no espaço", como diz A Doutrina Secreta.

Então esses buracos, agora preenchidos com a consciência do Logos, são girados por Ele em formações espirais.

Quando, na Fig.

processo de formação do 'átomo físico, espirilas de sexta ordem foram formadas. Ele então as enrola em três séries paralelas, como na Fig. 78. As espirais nesta figura vão da direita para a esquerda, para fazer um átomo positivo; as espirais são enroladas também da esquerda para a direita, para fazer o átomo negativo." Essas três espirais, de alguma maneira misteriosa, são carregadas com os três tipos de energia característicos do LOGOS Triplo; "nos três vórtices fluem correntes de diferentes eletricidades". Então as sete encarnações do LOGOS Triplo, os Sete Logoi Planetários, torcem sete espirais paralelas para completar o átomo físico. A palavra "átomo" é usada daqui em diante no sentido teosófico.

Os detalhes deste assunto de "química oculta" serão encontrados em *Química Oculta*, de Annie Besant e C. W. Leadbeater.

*Química Oculta*, p. 7, 1ª Ed.

DI-VALENTE Fig.

.fu ,nj X. i- 3 P p n D «/> va W5 V3 >1 cJ bi) Joh   iC   STetraedros entrelaçados.

Dodecaedro.

saedro.

.PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 443 átomo físico.

Cada uma dessas sete espirais menores, quando afetadas pela luz e pelo som, emite uma cor do espectro solar e um dos sete sons da escala natural, e com isso a influência especial de seu Logos Planetário.

O átomo, quando completo, aparece em contorno como nas Figs. e 80, que são diagramas de um átomo positivo e um negativo.

Nunca devemos esquecer que o átomo não é substância, mas a negação da substância; as linhas brancas nas Figs. e 80 representam as bolhas em suas espirais e são linhas de força.

A substância, o éter fundamental, é representada pelo fundo preto do diagrama.

Assim, como Poincaré verdadeiramente disse, o átomo é apenas um "buraco no éter". Contudo, este "buraco no éter" está preenchido com a Natureza Divina; embora seja um "buraco", quando comparado com hotlon, é real para nós, verdadeira substância para nosso conhecimento, justamente porque o LOGOS está ali e cria em nós o pensamento de substância e realidade.

Assim como Ele pensa, em nosso nível, nós pensamos com Ele.

Quando o átomo físico, dos dois tipos, positivo e negativo, é construído, então começa a construção dos elementos químicos.

Eles são construídos de acordo com a Lei Periódica, delineada na Fig. ; mas há mais sabedoria e beleza na Lei Periódica do que a imaginação científica ainda conseguiu conceber.

Antes que possamos apreciar a Lei Periódica em toda a sua magnificência, devemos nos desviar por um tempo para estudar o que são conhecidos como os Sólidos Platônicos (Fig.

81, frontispício). Há cinco, e apenas cinco, sólidos tridimensionais, em cada um dos quais suas linhas, ângulos e superfícies são iguais.

São eles o Tetraedro, o Cubo (Hexaedro), o Octaedro, o Dodecaedro e o Icosaedro.

Na primeira fileira da Fig.

há ilustrações deles, tal como os cinco sólidos repousam sobre uma superfície plana.

Nessa posição, sua simetria não é prontamente evidente; por isso, eles são colocados em uma posição diferente a fim de evidenciar sua simetria, e sua aparência então é dada

THE THEOSOPHIST AUGUST nas ilustrações da segunda e terceira fileiras.

Esses cinco "Sólidos Platônicos" eram considerados de especial significado pelas Escolas Platônicas da Grécia e de Alexandria; a razão para isso logo se tornará evidente.

Agora, esses cinco sólidos, embora cada um seja distinto no número de suas linhas, ângulos e superfícies, são todos desenvolvidos a partir de um único sólido, o tetraedro.

Assim, o cubo e o octaedro são desenvolvidos a partir de dois tetraedros quando simetricamente entrelaçados (ver a segunda figura da segunda fileira); os 8 vértices dos 2 tetraedros entrelaçados dão os 8 vértices do cubo, enquanto os 6 pontos de interseção dão os 6 pontos dos vértices do octaedro.

Esse fato é há muito bem conhecido em geometria.

Mas o fato adicional, de que os dois sólidos platônicos restantes, o dodecaedro e o icosaedro, também são desenvolvidos a partir do tetraedro, foi descoberto por Sehor Arturo Soria y Mata, da Espanha.

Ao entrelaçar 5 tetraedros, temos o sólido complicado mostrado na primeira figura da terceira fileira; os 20 vértices dos 5 tetraedros entrelaçados formam os 20 vértices do dodecaedro, enquanto os 12 pontos de interseção dão os 12 pontos dos vértices do icosaedro.

Há, nos cinco sólidos, superfícies e vértices; estes fornecem as direções para a construção dos elementos químicos.

Tomando os três primeiros sólidos — o tetraedro, o cubo e o octaedro — temos: Sólido Superfícies Vértices Tetraedro 4 4 Cubo 6 8 Octaedro 8 6

Verificamos que esses três sólidos são os tanmatras — "a medida Daquilo" — orixes para a construção dos elementos Divalentes, Trivalentes e Tetravalentes da Lei Periódica.

Assim, todos os elementos divalentes, tanto positivos quanto negativos, paramagnéticos

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 445 e diamagnéticos, (com a única exceção do Oxigênio), são do tipo geral do Glucínio, ilustrado na Fig.

82. Os átomos físicos, dos tipos positivo e negativo, são agrupados em massas, mas especialmente em quatro grupos principais ou “funis”, que irradiam do centro do tetraedro para suas quatro superfícies.

Esta é a estrutura divalente simples para os elementos mais leves; nos elementos mais pesados aparecem, além dos “funis”, novos grupos denominados “espigões”, em número de quatro, irradiando do centro para os quatro cantos.

(Cada elemento é envolvido por uma parede limitante esférica, composta da matéria atômica circunstante, mas, por simplicidade, isso não é mostrado nos diagramas.) Todos os elementos trivalentes, com exceção do Nitrogênio, são do tipo da Fig. ; os trivalentes mais leves são compostos de seis “funis” irradiando do centro de um cubo para suas seis superfícies; os trivalentes mais pesados têm, além dos seis funis, oito “espigões” irradiando para os oito cantos do cubo.

Todos os elementos tetravalentes, com exceção do Titânio e do Zircônio, são do tipo da Fig. ; os tetravalentes mais leves são compostos de oito “funis”, partindo do centro de um octaedro e apontando para suas oito superfícies; os tetravalentes mais pesados têm, além disso, seis “espigões” apontando para os seis cantos.

Restam o dodecaedro e o icosaedro; o primeiro é o tanmatra, não para qualquer tipo único de elementos, mas para um constituinte de alguns dos elementos.

Esse constituinte é composto de grupos de átomos que estão colocados nos vinte cantos de um dodecaedro.

Exceto que o icosaedro está implícito em um dodecaedro — pois os cantos de um icosaedro são os doze pontos onde os cinco tetraedros se intersectam regularmente — nenhum grupo definido de corpos na construção dos elementos foi até agora notado, como colocado nos doze cantos de um icosaedro.

O TEOSOFISTA, AGOSTO Os elementos monovalentes são construídos segundo os tipos, representados pelas Figs. e 86. Os monovalentes paramagnéticos começam com o Lítio, cuja estrutura é dada na Fig. ; os elementos restantes ao longo da linha do Lítio, na Fig. da Lei Periódica (com exceção do Flúor), têm o pilar central ou “charuto” do Lítio, mas tornado mais pesado pela adição de novos corpos, e multiplicado em uma série definida, irradiando de um centro comum.

A posição desses corpos radiantes ainda não foi determinada, mas certamente seguirão posições definidas formadas pelo entrelaçamento de vários sólidos.

Os monovalentes diamagnéticos, cujo membro mais leve é o Sódio," /Zy são todos construídos segundo o tipo da Fig.

Sódio na Fig.

; há uma barra ou haste central, que conecta um grupo superior de doze funis radiantes com um grupo inferior de doze funis igualmente radiantes.

Estritamente falando, isso não é correto.

O elemento na linha mediana da Fig.

77, marcado como 54 (batizado de "Occultum" em 1908), é provavelmente monovalente, pois é usado na construção do Gadolínio e do Ouro.

Quando o diagrama, que é a Fig.

77, e a prancha dele foram feitos em 1910 nos EUA, apenas o Ouro havia sido investigado, e embora o Occultum tenha sido encontrado incorporado nele; ainda assim, esse único fato não justificava colocar o 54 como um elemento monovalente antes do Sódio.

Por isso, foi colocado na linha mediana, como um possível gás neutro.

Mas, uma vez que está incorporado no Gadolínio e no Ouro, pode-se justificadamente colocá-lo na coluna dos monovalentes.

No entanto, não é do tipo ancestral do Sódio, e é uma "exceção" à estrutura de halteres.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 447 Há dois grupos restantes na tabela dos elementos químicos a serem explicados; estes são os metais "interperiódicos" e os "gases inertes" da atmosfera.

Ambos os grupos vêm na linha mediana do diagrama da Lei Periódica.

A aparência dos Interperiódicos (Ferro, Cobalto, Níquel, Paládio, Rutênio, Ródio, etc.) é dada na Fig.

87. Cada um é composto de 14 "barras" irradiando de um centro.

Os quatro grupos interperiódicos até agora observados vêm em trigêmeos (com o quarto grupo adicionando um quarto membro), e têm uma peculiaridade marcante: cada membro de seu grupo é 28 átomos mais pesado que o membro anterior.

Assim, como cada Interperiódico é composto de 14 barras, todas as quais em um elemento são semelhantes, temos a "periodicidade" vindo regularmente da seguinte forma em cada grupo: Grupo I, Ferro, Cobalto, Níquel Em uma Barra Total 14 Barras Peso Total, H=1 Ferro 72 1008 .56 Cobalto 74 1036 57-55 Níquel 76 1064 59-11 Grupo II. Rutênio, Ródio, Paládio Rutênio 132 1848 102'66 Ródio 134 1876 104'22 Paládio 136 1904 105'77 Grupo III.

X, Y, Z X 189 2646 . 147 Y 191 2674 148-55 Z 193 2702 150-

O TEOSOFISTA AGOSTO Grupo IV. Ósmio, Irídio, Platina, Platina B Ósmio 245 3430 190‘55 Irídio 247 3458 192-11 Platina 249 3486 193-66 Platina B 251 3514 195-22 Essa mesma característica de periodicidade aparece no segundo tipo de elementos que vêm na linha mediana, os gases inertes.

Sua aparência geral é dada na Fig. 88. Esses gases inertes vêm em pares, o segundo membro do par tendo exatamente 42 átomos a mais que o primeiro membro. A Fig. mostra-nos que no centro aparece o complicado entrelaçamento de cinco tetraedros que veio na Fig.; irradiando deste, mas todos em um mesmo plano, estão seis braços, cada um tendo o mesmo número de átomos. A periodicidade aparece no fato de que, em cada gás inerte, o segundo membro tem 7 átomos a mais em cada átomo. [Em todos os gases inertes, a esfera central tem apenas 120 átomos.] Grupo I. Neon, Meta-Neon Número em um Braço Peso Total 40 20 47 22,33 Grupo II. Argônio, Meta-Argônio Argônio 99 39,66 Meta-Argônio 106 42 Grupo III. Criptônio, Meta-Criptônio Gás Neon Meta-Neon Criptônio Meta-Criptônio 224 231 81,33 83,66 PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 448 Grupo IV. Xenônio, Meta-Xenônio Xenônio 363 127,66 Meta-Xenônio 370 130 Grupo V. "Kalon", "Meta-Kalon" "Kalon" 489 169,66 "Meta-Kalon" 496 172 Na descrição acima dos elementos, foi afirmado que certos elementos (isto é, Nitrogênio, Oxigênio, Flúor, etc.) são exceções. Não há "exceções" às leis Divinas; a palavra é meramente usada no sentido convencional, para implicar que ainda não descobrimos de qual lei a "exceção" é um exemplo. Ainda não sabemos por que as "exceções" são diferentes em estrutura daquilo que é visto como o "tipo ancestral". Mas, mesmo a partir do pouco que já vimos da construção dos elementos, é bastante claro que descobertas futuras explicarão exatamente por que essas "exceções" têm suas atuais formações. Das poucas "exceções" entre as notáveis estão o Hidrogênio, o Nitrogênio e o Oxigênio, representados nas Figs. 89, 90, 91. Na Fig. 89, que é a do Hidrogênio, os estágios de sua construção são dados. No primeiro estágio, há 18 átomos físicos, dos quais 9 são positivos e 9 negativos. Estes existem no sub-plano atômico do plano físico. No estágio seguinte, no sub-plano subatômico (ver Fig. 49), os 18 átomos se organizam em 6 grupos de 3 cada. No estágio seguinte, no sub-plano superetérico, há uma reorganização. No quarto estágio, no sub-plano etérico, há uma reorganização adicional. Finalmente, quando chegamos ao sub-plano gasoso, os 18 átomos que compõem a partícula única de Hidrogênio (o átomo químico de Hidrogênio) se reagrupam em.

grupos de 3 cada; três desses 6 grupos estão especialmente ligados entre si como metade positiva do Hidrogênio, enquanto os 3 grupos restantes se ligam entre si como metade negativa do Hidrogênio.

Nestes Primeiros Princípios da Teosofia, é obviamente fora de lugar escrever extensamente sobre "Química Oculta", i.e., a estrutura química tal como vista pelo poder ampliador da clarividência treinada.

Mas a Química Oculta é interessante até para um iniciante em Teosofia, porque quando, deixando de lado meras teorias e especulações sobre a estrutura química, vê-se como os elementos são realmente construídos, então percebe-se como, mesmo no elétron, no átomo e no elemento, o Logos está em ação, construindo.

A visão das "coisas como elas são" é uma visão que revela uma arte maravilhosa e uma inspiradora sabedoria. Um vislumbre de Seu Plano, mesmo para o elemento químico, capacita a pessoa a saber que não há lugar onde Ele não esteja, e nenhuma coisa onde Ele não esteja trabalhando.

Tivemos vislumbres dos modos de Sua atuação nos elementos em seu design geométrico, em sua periodicidade, em sua "valência". Outro vislumbre obtemos ao olharmos para mais um diagrama, o da Fig. 92, que nos dá o esqueleto da estrutura de seis elementos monovalentes — Sódio, Cloro, Cobre, Bromo, Prata e Iodo.

Todos estes vêm em uma linha da Tabela Periódica (Fig. 77), e todos são do "tipo ancestral" do Sódio mostrado na Fig. 86. Essa figura nos mostra o Sódio algo como um haltere em forma; há uma haste central conectando dois grupos de funis, um superior e um inferior; os funis de cada grupo são em número de doze, e cada conjunto de doze irradia em dois planos a partir de uma esfera central.

Essa estrutura de "haltere" é levada a todos os elementos que aparecem na linha monovalente diamagnética da Fig. 91. Se, portanto, em qualquer um desses elementos, conhecemos a haste, um funil e uma esfera da qual os funis irradiam, podemos construir o elemento completo.

Então, contando o número total de átomos e dividindo por 18 (pois o Hidrogênio tem 18 átomos, e se fizermos H=1, para reduzir os "pesos atômicos" a um padrão comum), obtemos o "peso atômico".

O TEOSOFISTA : ::4AGOSTO Para cima lentamente, para se tornarem lentes mais perfeitas da Divindade que habita dentro deles.

Pois Ele assim habita, mesmo como na alma do homem.

Não disse Cristo, o Logos: “Levanta a pedra, e ali Me encontrarás; fende a madeira, e ali estou”? Para aquele que tem ouvidos de ouvir, não há apenas uma melodia na ressaca do mar e nos sussurros do bosque, há também um Cântico da Natureza onde quer que exista a mais minúscula partícula de matéria e cumpra a sua parte no grande Plano.

Da terra, do céu e do inferno, de cada canto de todos os mundos visíveis e invisíveis, ergue-se sempre um triunfante hino de louvor da Natureza: “Assim, no ruidoso tear do Tempo eu teço, E para Deus teço a Veste pela qual O vês.” C. Jinarajadasa (Continua)

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. Jinarajadasa, M.A. [Continuado do Vol. XL, Parte II, p. 454] XL A Evolução da Vida De todos os fatos perpetuamente inspiradores da vida que a Teosofia revela, nenhum é tão avassalador quanto o fato de que Matéria, Vida e Consciência são três aspectos de uma única e indivisível Unidade.

É impossível conceber matéria que não seja viva, nem vida que não seja consciente.

E quando um homem percebe que todas as formas de consciência, desde a de um elétron até a de um Dhyan Chohan, são corporificações do único Logos; que, embora ali cerceado, confinado e limitado, Ele está no elétron; então ele começa a viver em um universo de luz perpétua, e a Natureza em ação nos reinos

O TEOSOFISTA, MARÇO visíveis e invisíveis é um esplendor de glória do Inefável.

Saber isto, mesmo que meramente intelectualmente, é obter uma nova percepção de tudo no céu e na terra.

Mas senti-lo, vivê-lo, é descobrir uma exaltação e um entusiasmo dos quais ele não se julgava capaz.

Foi mostrado, na seção sobre “A Evolução da Matéria e da Força”, que a consciência do Logos permeia todos os processos na construção dos elementos químicos.

O mesmo é verdadeiro quando observamos todos os processos que consideramos característicos da vida, como distintos daqueles da matéria.

Em cada estágio da vida, do mais baixo ao mais alto, de uma bactéria a um arcanjo, Ele opera, auxiliado por Seus agentes, com Seu plano diante de Si.

Nada nasce por acaso; nada morre por acaso; vida e morte são a urdidura e a trama de Seu tear.

Cada organismo contém, tanto na semente quanto na árvore, tanto na vida quanto na morte, um capítulo da Divina Sabedoria para aquele que estudar seus processos.

Quais são os princípios que guiam a evolução da vida? Há muitos, e um deles é que a vida cresce em resposta a um estímulo externo.

Estímulos do mundo exterior são necessários para despertar a vida adormecida, seja do mineral, da planta, do animal ou do homem.

Calor, tensão, pressão e outros impactos externos, que incidem sobre a vida adormecida em um mineral, despertam esse mineral para suas possibilidades superiores de organização.

O brilho ígneo de uma nebulosa não tem significado para nós, homens, e morremos, não crescemos, nessa massa turbilhonante de calor, pressão e movimento.

Mas, para o elemento químico, toda essa incandescência é como o sopro de sua vida.

Nossa Terra, quando era uma massa fervente de lava, era impossível para nós como habitação; mas era como um jardim de fadas para o mineral, que se regozijava em receber aqueles impactos ígneos e pressões que teriam aniquilado organismos vegetais e animais.

Um impulso interior na vida e um estímulo do ambiente externo

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 545 são ambos necessários para o crescimento da vida; sem o impacto, a vida fica dormente; com apenas o estímulo, mas sem o impulso interior, a forma está morta.

Um segundo princípio a observar é que a vida cresce construindo e desconstruindo.

Inúmeras mortes ou desconstruções pouco importam para a vida, desde que uma oportunidade possa ser aproveitada para construir uma forma mais adequada.

A vida constrói e desconstrói prodigamente, sempre buscando construir para si aquela vestimenta que lhe é apresentada como seu ideal.

Em todo esse processo, parece haver um terrível desperdício de formas; no entanto, na realidade, não há desperdício algum.

A matéria das formas, após serem desfeitas, permanece ainda a mesma matéria.

Quanto à vida, esta se retira dos organismos moribundos, para reaparecer sem diminuição nas formas das gerações sucessivas.

Uma vez que a vida é indestrutível, ela trabalha em sua autoevolução por meio de experimento após experimento na construção de formas.

(Veja a Fig. 57.)

Talvez o princípio mais vital a compreender seja que, à medida que a vida evolui, mais e mais consciência é liberada.

Uma forma evolutiva bem-sucedida significa uma forma através da qual a consciência encerrada na vida pode se manifestar mais plenamente.

Simplesmente viver significa pouco para a vida; mas, enquanto vive, pensar, sentir, intuir, aspirar, por mais vagamente que seja, por mais fracamente que seja, é o que toda a Natureza almeja.

Não há um elétron que não aspire vagamente a ser um representante mais pleno da Força Divina da qual é um canal; cada planta e cada animal, dos recessos obscuros de seu pensamento e sentimento, espera e tenta silenciosamente ser um espelho maior da Vida Divina que contém.

A vida está sempre se esforçando para ser cada vez mais autoconsciente e, acima de tudo, para estar consciente do Grande Plano e de sua própria participação jubilosa nesse Plano.

Esses princípios da vida em evolução são vistos em operação naquela luta pela existência que caracteriza a evolução de nossas formas vegetais e animais.

Vista através dos olhos frios e impassíveis de um materialismo científico, a Natureza é “vermelha em dentes e garras com rapina” (The Theosophist, março); o que mais se pode pensar ao examinar a Natureza com a lente de aumento de um botânico? A tampa colorida e alegre do jarro de Sarracenia é orvalhada na primavera e no início do verão com gotas de néctar, que ficam em sua superfície interna, pelo menos na maior parte; não em ambas, como no estandarte da Darlinitonia.

Um exame mais atento de sua superfície mostra que essas gotas são ao mesmo tempo ajudadas a se formar e, se suficientemente grandes, a escorrer para baixo por um revestimento de pelos finos, porém curtos e rígidos, que surgem da superfície epidérmica.

Aqui, de fato, está em todos os aspectos uma “superfície atrativa” admiravelmente construída, e é óbvio e natural que os insetos que sugam o mel devam descer para o interior do jarro em busca de mais.

Além da superfície da tampa, com seus pelos e glândulas de néctar, eles encontram a “superfície condutora” lisa e vítrea, um caminho bem pavimentado que leva, de fato, à destruição.

Em S. purpurea, há de fato alguns nectários frescos a serem alcançados por essa descida, uma nova superfície secretora abaixo da condutora — em S. flava e outras espécies nem isso — mas em todos os casos logo alcançamos a “superfície detentiva” de toda a parte inferior do jarro.

Esta é coberta por pelos longos, robustos, eriçados, com média de, digamos, 1 polegada de comprimento, todos inclinados para baixo na cavidade do jarro, e assim não apresentando obstáculo para a descida, mas muita resistência para o retorno, como o dedo pode facilmente verificar, ou como os mortos habitantes da prisão tubular mostram de forma ainda mais conclusiva.

Que um inseto comparativamente tão poderoso como uma vespa ou mosca varejeira possa ser assim detido pode ser, à primeira vista, desconcertante; mas vemos que não há espaço para usar as asas para escapar, enquanto pernas e asas igualmente se enredam e são retidas pelos pelos rígidos e pontiagudos, que o inseto em luta pode, no máximo, apenas empurrar, e assim não quebrar.

Outro cativo logo vem por cima; a ventilação é obstruída, e o ar fétido que sobe dos predecessores mortos deve ainda mais obstruir a respiração; não é de admirar que a vida falhe.

Mesmo em nossas estufas, a folha assim se enche, não apenas de 1 ou 2, mas frequentemente de 5 ou 6 polegadas de profundidade com insetos mortos; enquanto observadores locais, notadamente o Dr. Mellichamp, a quem devemos principalmente nosso conhecimento, mostraram que normalmente há uma quantidade considerável de fluido secretado pelo jarro, embora isso não pareça aparecer no cultivo europeu, e que esse fluido tem propriedades distintamente anestésicas e fatais para insetos imersos nele.

É um fato antigo que, enquanto entre nós a mosca varejeira cai como presa fácil e natural dessa armadilha incomum, sendo sem dúvida atraída, como a vespa, pelo odor de carniça em decomposição, ao qual a abelha e a borboleta, por sua vez, devem sua segurança, uma prima americana mais astuta [Sarcophaga sarraceniae] põe alguns ovos sobre a borda do jarro, onde as larvas eclodem e engordam com a comida abundante.

Em abril, três ou quatro dessas larvas são encontradas, mas em junho ou julho apenas uma sobrevive, a vitoriosa que devorou seus irmãos.

Mas a nêmesis está frequentemente à mão na forma de um pássaro que procura larvas, que fende o jarro com o bico e dá cabo rapidamente de todo o seu conteúdo comestível.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 547 Pois, por sua vez, para esse pássaro, o naturalista tem de ficar à espreita, e assim adicionar um novo elo à cadeia.

As larvas de uma mariposa [Xanthottera semicrocea] também habitam o jarro, mas devoram seu tecido, não seus ocupantes animais; na verdade, tecem uma teia através de seu diâmetro, como se para excluir a entrada adicional destes, e então devoram a parte superior do tecido, especialmente, ao que parece, as glândulas de néctar, finalmente passando por seu estágio de crisálida dentro da cavidade do jarro, e não, como no caso da larva de Sarcophaga, fazendo sua saída para o solo.

Diz-se que as aranhas também tecem suas teias sobre as bocas dos jarros e aguardam para colher o proveito de sua atratividade — novamente um ponto de astúcia quase humana. A luta pela existência nos reinos vegetal e animal é uma parte maravilhosa do Grande Plano.

Sempre em sua obra de liberar cada vez mais consciência, ele se esforça por selecionar as formas que são mais responsivas tanto ao impulso interior da vida quanto ao ambiente em mudança.

Ele trabalha na seleção primeiro multiplicando as formas e, em seguida, segregando aquelas mais aptas a sobreviver na luta pela existência.

Hostes de Devas ou Anjos, superiores e inferiores, são guardiões dos inúmeros tipos de vida em evolução, e eles travam uma guerra feroz, cada Deva providenciando para que seus protegidos se alimentem dos de outro Deva, matando e contra-matando, cada um concentrando-se em seu próprio tipo de vida e forma como se apenas ele devesse florescer segundo o Grande Plano.

Mas, uma vez que a morte de uma forma não é o desperdício da vida, e uma vez que também cada perda aparente traz consigo, em sua experiência, tanto sabedoria quanto força para a vida, ajudando-a em direção ao seu sucesso final, a horripilante guerra na Natureza é, afinal, uma guerra simulada, pois todos os Construtores invisíveis são um em sua dedicação às necessidades do Plano.

A concepção de que as energias vitais na Natureza não trabalham cegamente nem ao acaso, mas são guiadas por Construtores, não é apenas nova para a maioria, mas surpreendente para muitos.

Contudo, a ideia é tão antiga quanto as colinas.

A humanidade sempre acreditou nos Geddes, Capítulos de Botânica Moderna, pp. 8–10.

O TEOSOFISTA, MARÇO maiores trabalhadores invisíveis, Anjos ou Devas — que eles governavam planetas e estrelas, e que santos padroeiros guiavam os destinos das nações.

A crença ainda é vital no Hinduísmo e no Budismo; o Zoroastrismo e o Maometismo a têm como parte integrante de seu ensino.

Ela existe no Cristianismo, mas é professada sinceramente apenas por poucos hoje em dia.

A crença nos trabalhadores invisíveis menores é igualmente difundida; fadas da terra e da água, do ar e do fogo, são bem conhecidas nas tradições orientais; a fé em sua existência começou a desaparecer na Europa apenas após o nascimento da ciência moderna.

Mas que tal fé não é irracional é bem ilustrado nesta descrição de um processo em embriologia por Huxley, cuja imaginação científica treinada o conduziu.

Além dos limites do seu agnosticismo temperamental. O estudante da Natureza admira-se mais e surpreende-se menos, quanto mais familiarizado se torna com as suas operações; mas de todos os milagres perenes que ela oferece à sua inspeção, talvez o mais digno de admiração seja o desenvolvimento de uma planta ou de um animal a partir do seu embrião.

Examine os ovos recentemente postos de algum animal comum, como uma salamandra ou um tritão. É um esferoide minúsculo no qual o melhor microscópio não revelará nada além de um saco sem estrutura, encerrando um fluido viscoso que mantém grânulos em suspensão. Mas estranhas possibilidades jazem adormecidas nesse globo semifluido.

Deixe que uma quantidade moderada de calor alcance o seu berço aquoso, e a matéria plástica sofre mudanças tão rápidas e, no entanto, tão constantes e propositais na sua sucessão, que só se pode compará-las àquelas operadas por um modelador habilidoso sobre um pedaço informe de argila. Como com uma espátula invisível, a massa é dividida e subdividida em proporções cada vez menores, até ser reduzida a uma agregação de grânulos não grandes demais para construir com eles os mais finos tecidos do organismo nascente. E então, é como se um dedo delicado traçasse a linha a ser ocupada pela coluna vertebral, e moldasse o contorno do corpo, beliscando a cabeça em uma extremidade, a cauda na outra, e modelando o flanco e os membros em devidas proporções salamandrinas de uma maneira tão artística que, após observar o processo hora após hora, quase involuntariamente somos possuídos pela noção de que algum auxílio à visão mais sutil do que um microscópio acromático mostraria o artista oculto, com o seu plano diante de si, esforçando-se com manipulação hábil para aperfeiçoar a sua obra.

Isso é exatamente o que acontece. Miríades de Construtores, grandes e pequenos, estão sempre a trabalhar, construindo células, guiando órgãos para ‘ Lay Sermons, Addresses and Reveries, capítulo, The Origin of Species PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 549 forma, moldando e colorindo as flores, selecionando dos “fatores” mendelianos aqueles que são mais adequados para produzir a forma particular, cujo modelo é colocado diante deles pelo Deva encarregado. A Natureza é verdadeiramente uma fábrica, mas tão vasta e estupenda que a imaginação do homem só pode ficar atônita diante das suas muitas criações. Etapa por etapa, a vida evolui, e nestes dias basta pegar um livro-texto de Botânica ou Zoologia para ver qual é o Plano de Deus para os reinos vegetal e animal.

Mas, enquanto estudamos esse plano, nunca devemos esquecer que o plano é Ele, e que é a Sua autorrevelação que observamos enquanto o desfile da Natureza passa diante de nossos olhos.

As ideias grosseiras de Animismo professadas pelos selvagens primitivos estão, em alguns aspectos, mais próximas da verdade do que as exposições dos cientistas céticos modernos; os primeiros descobriram a verdade quanto à Vida, enquanto os últimos encontraram a verdade quanto à Forma.

Ambas são mescladas e nos são dadas em símbolo no Hinduísmo, em sua doutrina dos Avataras (Fig. 93). Um Avatara é literalmente uma "descida", e é especialmente usado para descrever as descidas ou encarnações¹ de Vishnu, a Segunda Pessoa da Trindade Hindu.

Em todas as Trindades, o Segundo Logos é especialmente identificado com as atividades de Vida-Forma em manifestação.

Assim, os Avataras são de Vishnu, e não de Shiva ou Brahma, a Primeira e a Terceira Pessoas da Trindade Hindu.

¹ No sentido literal da palavra, i.e., entrando na carne, na vida física pela primeira vez.

Compare no Evangelho Cristão: *Et Verbum caro factum est.* — "E o Verbo se fez carne."

EVOLUÇÃO — Segundo a mitologia hindu

OS AVATARAS DE VISHNU

1 Peixe — Animal do Mar
2 Tartaruga — Animal Anfíbio
3 Javali — Criatura Terrestre
4 Homem-Leão — Transição Animal-Humano
5 Anão — Elo Intermediário
6 Gigante Destruidor — Homem Primitivo
7 Rama — Herói Humano
8 Krishna — Deus como Homem
9 Buda — Deus como Homem
10 Kalki — Deus como Homem

Fig. 93

THE THEOSOPHIST — MARÇO

De acordo, então, com o mito hindu, o primeiro estágio na Revelação Divina é marcado pelo peixe, a criatura da água.

A afirmação de que Deus era um peixe parece revoltante, até compreendermos seu significado interno.

Como essa afirmação aparece à imaginação hindu é mostrado na Fig. 94, que representa a ideia popular do Matsya ou Avatara Peixe.

O Avatara veio na época do "Dilúvio" para salvar a raça humana, e a humanidade na imagem é representada pelas quatro crianças resgatadas, cujas cores são branco, marrom, amarelo e preto.

Delas, após o "Dilúvio", a família humana foi iniciada mais uma vez, com suas muitas raças.

O próximo estágio superior é um de transição, pois a vida nas criaturas da água ascende lentamente à vida nas criaturas da terra.

Portanto, o Avatara é a Tartaruga, o animal tanto da terra quanto da água.

O próximo estágio na evolução é representado por uma criatura que vive completamente na terra, o javali.

Em seguida, vem novamente uma transição, a da Vida Divina em formas animais, à medida que lentamente começa a se manifestar em formas humanas.

Este é o mítico "homem-leão", sendo o leão tomado para representar o estágio mais elevado da evolução animal.

Após o homem-leão, o próximo estágio é o da humanidade completa, mas de um tipo primitivo; e a Vida Divina no estágio inicial da atividade humana é representada pelo "anão", o homem primitivo.

A vida humana, após eras de crescimento, torna-se forte no corpo, com formas gigantescas, violenta, egoísta, destrutiva; contudo, essa vida é o próprio Deus, e, assim, o Avatara é Parashu Rama — Rama com o machado — cujas energias estavam mais voltadas para a destruição do que para a reconstrução.

Agora vem o estágio da Vida Divina como humanidade plena e perfeita, e o Avatara é Ramachandra, o rei ideal dos hindus, que reinou na Índia há dezenas de milhares de anos, e cujas façanhas e sacrifícios pelo Dever e pela Retidão são guardados em todo coração indiano até hoje.

Vem, em seguida, o estágio subsequente, quando o homem perfeito é ao mesmo tempo homem e Deus consciente, e assim o Avatara é o de Shri Krishna, que ensinou com autoridade, governando e guiando os homens porque era Deus.

Um Avatara adicional é prometido, embora nossas imaginações mal possam compreender o que seja; os livros dizem que Kalki virá, cavalgando um cavalo branco, para novamente estabelecer a Retidão em benefício dos homens.

Assim, a vida evolui, em cada estágio liberando mais da consciência nela consagrada, e tornando-se constantemente um reflexo mais pleno da Sabedoria, Força e Beleza Divinas.

Aquele que pode sonhar com um mineral, sentir com uma flor, alegrar-se com os pássaros, simpatizar com os anseios e deleites dos animais, é um poeta, um vidente, cuja imaginação percebe o propósito Divino para o qual foram planejados.

Não apenas contemplar uma paisagem, mas pensar e sentir como cada folha de grama, como cada arbusto e árvore, abre seu coração aos raios do sol, como cada um deles contribui com sua pequena nota para a maravilhosa harmonia da Natureza, é transcender as limitações humanas e assumir os atributos de um Anjo, um Deva, e por fim do próprio Deus.

Não foi uma bela fantasia, mas uma veridade gloriosíssima que Coleridge viu quando cantou: "E se toda a natureza animada / Não for senão harpas orgânicas diversamente moldadas, / Que tremem em pensamento, enquanto sobre elas varre, / Plástica e vasta, uma brisa intelectual, / Ao mesmo tempo a Alma de cada uma, e o Deus de Todas?"

O TEOSOFISTA, MARÇO ~XIL A Evolução da Consciência. Se alguém pudesse compreender o que a Consciência realmente é, encontraria a chave para todos os problemas da evolução.

Pois a consciência é a mais alta expressão daquela Existência Una que é ao mesmo tempo a força e a matéria, a forma e a vida.

Om ! Amitaya 1 não meçais com palavras o Imensurável; nem afundeis a corda do pensamento no Insondável.

Quem pergunta erra, quem responde erra.

Nada digais! Contudo, tal é a tessitura da nossa natureza que devemos perguntar, e só podemos encontrar satisfação na vida à medida que julgamos ter encontrado respostas para as nossas perguntas.

A resposta de ontem pode não nos satisfazer hoje; mas não podemos contentar-nos hoje a menos que encontremos alguma resposta para hoje, ainda que a descartemos amanhã.

Uma compreensão intelectual de como a consciência evolui apenas nos leva parte do caminho até a realização do que a consciência é. No entanto, o conhecimento de como a consciência evolui é a ciência das ciências.

A primeira grande maravilha acerca da consciência é que o todo está na parte, o total está na unidade.

Pois, embora a consciência num elétron seja como um ponto diminuto de consciência, contudo essa minúscula unidade está ligada à vasta totalidade da consciência que é o Logos, e tudo d'Ele está ali, embora nós, com as nossas limitações, só possamos encontrar d'Ele tanto quanto faz o elétron.

Assim como, quando uma miríade de raios difusos da luz solar é focada por uma lente num ponto, todas as energias dos raios estão ali naquele ponto, assim é com cada tipo de consciência que anima cada forma.

Todas as revelações possíveis da consciência estão em cada unidade animada, grande ou pequena.

O biólogo mendeliano está apenas enunciando a verdade oculta quando diz que "Shakespeare existiu uma vez como um glóbulo de protoplasma não maior do que a cabeça de um alfinete". Colocai uma lente diante de um grande panorama que se estende por  Bateson, Discurso Presidencial, Associação Britânica, 1914,

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 553 milhas; a lente trará todos os raios do panorama para um único ponto focal.

Toda a paisagem existirá ali, e contudo nenhuma imagem será vista.

É somente à medida que nos afastamos do ponto focal que imagem após imagem aparecerá numa tela colocada para refletir os raios, conforme as distâncias do ponto onde colocamos a tela.

Conforme a distância é o tamanho da imagem; e conforme o tamanho será a legibilidade dos detalhes da imagem.

A imagem está toda ali, no ponto; é somente à medida que nos afastamos do ponto que a imagem emerge do nada em nossa direção. Esta é uma ilustração apropriada da evolução da consciência.

A evolução da consciência é também como o afastar de uma cortina que oculta uma luz; o ato de afastar a cortina nada acrescenta à luz.

Não tendo nada a ganhar, a Luz, no entanto, quer banir as Trevas.

Até que nós mesmos nos identifiquemos conscientemente com a Luz, não perceberemos por que Ela assim o quer.

Sua ação é ao mesmo tempo um sacrifício e uma alegria; o sacrifício vem de suportar uma limitação, a alegria de um dar.

Participar desse Sacrifício e dessa Alegria é alcançar a Divindade.

A evolução da consciência no homem é pelo dar.

O princípio de crescimento para os reinos animal e vegetal é a competição, a rivalidade e o egoísmo; o princípio de crescimento para o homem é a cooperação, a renúncia e o autossacrifício.

O Logos está eternamente sacrificando a SI MESMO na cruz da vida e da matéria; somente à medida que o homem O imita é que o homem cresce à Sua semelhança.

■ Este é o grande princípio a ter sempre em mente.

A consciência no homem desdobra suas possibilidades ocultas etapa por etapa, mas sem autossacrifício não há passagem de uma etapa para a próxima.

O homem deve morrer para cada resquício da besta nele, ainda que leve centenas de vidas.

Quando, após muitos nascimentos e mortes, o autossacrifício se torna instintivo para ele, então ele sabe que o sacrifício é alegria, a única alegria concebível.

O TEOSOFISTA, MARÇO Antes que a consciência possa e-voluir, ela deve primeiro ter sido in-voluída.

É esse processo de involução que delineamos em nosso próximo diagrama, Fig. 95. Há nele sete divisões horizontais para marcar os sete grandes planos de nosso sistema solar; e acima de todos eles está o símbolo do Logos Não-Manifestado, antes que os processos cósmicos comecem.

Como primeiro passo da involução, Ele desce ao plano Adi; ali todos os três grandes Aspectos, como Shiva, Vishnu e Brahma, ou Pai, Filho e Espírito Santo, funcionam em perfeição.

Quando o Logos desce ao próximo plano, o Anupadaka, Ele suporta limitação, pois Seu aspecto como Primeiro LOGOS está ali latente, e somente os aspectos como Segundo e Terceiro LOGOS podem encontrar expressão perfeita.

Na próxima etapa da descida, o Logos sofre limitação ainda maior, e no plano do Nirvana, somente o Terceiro LOGOS pode manifestar-se plenamente, sendo impossível para os aspectos do Segundo e do Primeiro LOGOS manifestar Seus atributos naquele plano.

Talvez seja difícil para alguns compreender como um LOGOS onipotente possa sofrer limitação, ao descer de plano em plano.

Podemos apreender a ideia se tomarmos um exemplo de nosso conhecimento das relações espaciais.

Todos sabemos o que é um cubo; ele tem três dimensões: comprimento, largura e altura.

Para todo aquele que pode contornar o cubo, olhar para ele de cima e examinar sua base levantando-o, ele é um objeto sólido, tendo Fig.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 555 seis faces quadradas, com doze linhas delimitadoras.

Mas suponhamos que nos coloquemos na consciência de um micróbio que está sobre um pedaço de papel, um micróbio incapaz de elevar-se para fora da superfície do papel.

Então, quando o cubo é colocado sobre o papel, o micróbio, aproximando-se do cubo e contornando-o onde ele toca o papel, verá ou sentirá apenas quatro linhas iguais e impenetráveis; com sua mais elevada imaginação, talvez possa conceber um quadrado, isto é, uma superfície plana delimitada por quatro linhas iguais.

Mas, como o micróbio não pode deixar o plano do papel, o cubo jamais poderá revelar-se ao micróbio como um cubo.

O cubo pode apresentar suas seis faces sucessivamente diante dos olhos do micróbio; mas o micróbio dirá cada vez: "É apenas um quadrado."

Assim também, quando qualquer objeto de três dimensões aparece a uma consciência que conhece apenas duas, esse objeto sofre uma limitação.

Essa limitação não é de sua própria natureza, mas existe com referência ao poder que o objeto pode exercer no mundo bidimensional.

Semelhantemente ocorre com as limitações que o LOGOS sofre ao descer de plano em plano.

Em Sua natureza, Ele é sempre o mesmo; mas, ao atuar nos planos que cria, Ele sofre limitação plano por plano, de acordo com a materialidade do plano.

Durante todo o período da descida do LOGOS aos três planos mais elevados, a Mônada humana está dentro dEle.

Esse fato é simbolizado no diagrama pela pequena estrela dentro do Triângulo.

Nunca há um momento em que cada um de nós, como Mônada, não viva, se mova e exista nEle.

Embora nada saibamos dELE, embora nós, sabendo, ainda assim vamos contra a SUA Vontade, em todas as etapas pelas quais passamos, do mineral à planta, da planta ao animal e ao homem, nenhuma separação dELE jamais foi possível.

Assim fala a estância antiga de A Doutrina Secreta: A Centelha pende da Chama pelo mais fino fio de Fohat.

Ela viaja através dos Sete Mundos de Maya, para na Primeira, e é um Metal e uma Pedra; passa para a Segunda, e eis — uma Planta; a Planta gira através de sete mudanças e torna-se um Animal Sagrado.

Dos atributos combinados destes, Manu, o Pensador, é formado.

E sempre a Centelha pende da Chama.

O senso de individualidade, como agente, começa na Mônada quando, no plano de Nirvana, ela se encontra como uma triplicidade de Atma, Buddhi e Manas, separada da Chama como uma centelha, e ainda assim obtendo da Chama todas as qualidades do fogo.

A Mônada tríplice, no plano de Nirvana, é um Logos em miniatura, em todos os aspectos à imagem do SEU Criador.

Ela é representada no diagrama pelo pequeno triângulo.

Assim como o LOGOS passou por um processo de involução, também a Mônada, por sua vez.

Todos os três aspectos da Mônada se revelam em seu verdadeiro plano, o de Nirvana.

No momento em que ela desce ao plano búdico, ela sofre uma limitação, e seu aspecto como Atma é velado, e apenas Buddhi e Manas se manifestam.

Assim, um lado de seu triângulo torna-se não manifesto e latente.

Similarmente, quando ela desce mais um plano abaixo, ao plano mental, ela sofre uma limitação adicional, e no corpo causal, que ela forma ali, apenas seu aspecto como Manas aparece, os outros dois ficando latentes no plano mental superior.

Agora apenas um lado de seu triângulo, sua base, pode se manifestar.

Mais uma vez, começa o processo de involução, e agora do Ego que vive no corpo causal.

Quando o Ego desce à encarnação, ele sofre limitação plano por plano, à medida que faz sucessivamente os corpos mental, astral e físico.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 557 A evolução da consciência é o processo de liberar as energias ocultas, primeiro do Ego, depois da Mônada e, por último, do LOGOS, através dos veículos feitos em todos os planos.

O modo de liberar a consciência do Ego, pelo processo de treinar seus veículos, já foi tratado na Seção VI, “O Homem na Vida e na Morte”, onde o processo é descrito com o auxílio da Fig.

53. Após o Ego ter obtido o controle necessário de seus veículos, o próximo estágio na expansão da consciência ocorre quando ele entra na Grande Fraternidade Branca, e na Primeira Iniciação é ensinado a funcionar em plena consciência no subplano mais inferior do Buddhi.

Então, pela primeira vez, ele começa a conhecer, por realização real e não por mera crença, a unidade de tudo o que vive, e como seu destino está indissoluvelmente ligado ao destino de todas aquelas miríades de almas que, com ele, formam a Humanidade.

Mais ainda, ele percebe que elas são parte dele, e que todas aquelas divisões de "eu e tu, meu e teu", que marcam a existência nos planos abaixo do Buddhi, são ilusões.

Ele agora, neste estágio ascendente no plano búdico, realizou dois lados de seu triângulo.

Expansões adicionais da consciência, na Segunda, Terceira e Quarta Iniciações, dão-lhe domínio sobre os subplanos restantes do plano búdico, até que, na Quinta Iniciação, a do Asekha, sua consciência trabalha diretamente no plano do Nirvana.

O triângulo da Mônada está agora completo, e o "Peregrino Eterno" retornou ao lar, "regozijando-se, trazendo consigo seus feixes". Dele os Deuses invejam de seus assentos inferiores; Ele, os Três Mundos em ruína não abalariam; Toda vida é vivida para ele, todas as mortes estão mortas; O Karma não fará mais novas moradas.

Nada buscando, ele ganha tudo; Renunciando ao eu, o Universo cresce como "Eu"; Se alguém ensina que o Nirvana é cessar, Dizei a tal que ele é.

O TEOSOFISTA, MARÇO Se alguém ensina que o NIRVANA é viver, Dizei a tal que erra; não sabendo isto, Nem que luz brilha além de suas lâmpadas quebradas, Nem beatitude sem vida, sem tempo. Neste estágio do Adepto Asekha, a Mônada conhece, por realização direta, a maravilha das maravilhas — que, embora seja uma centelha, ele é a Chama.

Ele é, doravante, o Christos, o Ungido, coroado com aquela coroa real que, como Filho de Deus, ele "saiu para guerrear" a fim de conquistar.

A partir deste momento, o triângulo da Mônada está em contato direto com o Triângulo do Logos, embora apenas com uma de suas linhas, com sua base, que é o aspecto do "Espírito Santo". Daí a tradição cristã nos dizer que há dois batismos, um de água e outro de "fogo". João Batista podia dar o primeiro batismo, com água; mas somente um Cristo podia dar o segundo, com o Espírito Santo e com fogo: "Eu, na verdade, vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo." É quando a Mônada é assim batizada "com o Espírito Santo e com fogo" que ela pode dizer em triunfo e em dedicação: "Assim como o Pai me conhece, eu conheço o Pai... Eu sou a ressurreição e a vida; aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá... Eu e o Pai somos um." A alturas ainda maiores, inconcebíveis agora para nós, vai o Peregrino Eterno, tornando, no plano Anupadaka, seu Buddhi uno com o Buddhi do grande Triângulo, e, por fim, no plano Adi, tornando seu Atma uno com o eterno Atma de tudo o que é, foi e sempre será, o Logos de nosso Sistema.

A ascensão do homem à Divindade pode ser estudada de muitos pontos de vista, e outro desses é dado no diagrama seguinte, The Light of Asia,

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 559 Fig. 96. O pensamento fundamental nele é que, assim como é o tipo de impacto sobre uma consciência vindo de fora, assim é a descoberta do mundo por essa consciência.

A resposta aos impactos, físicos, astrais ou mentais, dá-nos um conhecimento do mundo; de acordo com o tipo de resposta é a expansão da consciência no indivíduo.

Uma pedra responde, principalmente, apenas aos impactos de calor, frio e pressão; portanto, ela conhece apenas o mundo físico.

Uma planta responde às vibrações astrais de atração e repulsa e, portanto, tem um instinto de adaptação ao ambiente; ela conhece tanto o mundo físico quanto o astral, embora este último apenas vagamente.

O animal responde às vibrações do mundo mental inferior e, assim, pensa além de sentir; portanto, conhece os mundos físico, astral e mental, embora este último apenas vagamente.

Mas o homem é capaz de ser afetado pelo mundo mental superior, o que significa que sua visão do universo é a partir desse plano.

Fig.

O mundo astral inferior é posto em atividade pelos sentimentos animais no homem, como a raiva, a luxúria, a inveja e o ciúme.

À medida que o corpo astral do homem se refina, e ele se torna capaz de afeição, devoção e simpatia, embora estas possam estar fortemente tingidas por suas necessidades pessoais, ele descobre o mundo astral superior do sentimento.

De maneira semelhante, os pensamentos desconexos e sem relação que temos sobre as coisas em geral nos permitem contatar o mundo mental inferior dos pensamentos particulares.

É somente quando podemos organizar nossas ideias em categorias de pensamento e sentimento, e descobrir leis a partir delas, que alcançamos a visão do mundo mental superior.

Pensar com o corpo causal é elevar-se acima dos pensamentos particulares, e chegar àqueles pensamentos universais de religião, filosofia e ciência que caracterizam a mente filosófica.

Além do mais elevado atributo do pensamento puro, o homem possui ainda outra faculdade, ou instrumento de cognição, que, por falta de termo melhor,

a Teosofia denomina pelo termo filosófico hindu Buddhi.

Sua característica é que, por meio dela, um objeto é conhecido não pelo exame externo, mas pela identificação do conhecedor com ele.

Buddhi é um modo de consciência que não é apenas pensamento, nem apenas sentimento, nem ambos simplesmente combinados; contudo, é ambos ao mesmo tempo, e mais, uma espécie de pensamento-sentimento indescritível.

Só se pode dizer que, quando Buddhi afeta o plano mental superior, a mente apreende conceitos universais; e que, quando a força de Buddhi se reflete sobre uma natureza astral pura, resultam as mais ternas simpatias.

É uma Intuição Divina, mais segura que a ciência, porque julga não apenas a partir de um passado e de um presente, mas também de um futuro; mais precisa na compreensão do que a mais profunda emoção, porque, à vontade, o conhecedor é o conhecido.

Se já as palavras falham para descrever o que é Buddhi, como se poderia descrever aquela faculdade da Mônada que se expressa no plano nirvânico? Basta dizer que, assim como Buddhi é diferente e mais maravilhosa que o pensamento puro e a emoção pura, assim também o aspecto Atma da alma é mais maravilhoso ainda que Buddhi.

O crescimento cultural da humanidade não estará completo até que todos possam funcionar no plano do Nirvana. Até agora, a mais elevada

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 561 realização da humanidade tem sido tocar, através dos esforços de alguns gênios, o plano búdico por meio da Arte.

Mas é como se apenas ontem a humanidade tivesse descoberto que existia um reino do ser onde o homem poderia forjar objetos de beleza que são alegrias para sempre, e criar não por um dia, mas por todo o tempo.

Quando o gênio, seja da religião ou da arte, da filosofia ou da ciência, irrompe no plano búdico, o que ele cria tem a essência da arte.

Se, como cientista, ele lida com os fatos da natureza, concebe-os e apresenta-os tão artisticamente que sua ciência é luminosa de intuições; se, como filósofo, ele cria um sistema, medita com ternura tanto sobre o pequeno quanto sobre o grande, e os envolve com uma beleza e unidade.

Os preceitos éticos dos grandes Mestres são revelações da arte mais pura, pois seus mandamentos são universais em sua aplicabilidade a todos os problemas dos homens, e não envelhecem em sua frescor e beleza em todas as épocas do tempo.

Qualquer expressão de arte contém em si a característica de todas as outras; um quadro é um sermão, e uma sinfonia é uma filosofia.

Quando Buddhi dá sua mensagem, a religião é ciência, e a arte é filosofia; é somente no plano mental inferior dos pensamentos particulares que a unidade se rompe em diversidade, e aquele que não pode sentir a unidade através de uma expressão particular vê os particulares como se contradizendo uns aos outros.

O homem pensador, o amante, o realizador, quando Buddhi está desperto nele, alcança uma unidade de si mesmo que ele não pode revelar exceto no plano búdico.

A humanidade está sendo ensinada a atingir AQUILO, que existe fora do tempo e do espaço, usando o tempo e o espaço.

Nossa mais elevada ferramenta de cognição, até agora, é a arte criativa.

Como seus vários aspectos se relacionam entre si é um dos problemas da filosofia; um modo de sua relação é sugerido em nossos próximos diagramas, Fig. 97.

Na literatura do mais alto tipo, temos tanto uma brilhante "pintura por palavras" quanto uma dramatização gráfica de eventos e ideias.

Da literatura, conforme se lidam com valores de tempo ou valores de espaço, as artes se desenvolvem.

No lado do tempo, a literatura leva ao drama, e o drama tende à poesia, e a poesia, através de sua qualidade essencialmente musical, leva à música.

No lado do espaço, a pintura por palavras da literatura está ligada à pintura, e a pintura em duas dimensões eleva-se a uma manifestação tridimensional na escultura, e a escultura àquelas maravilhosas concepções abstratas de ritmo e beleza que a arquitetura proporciona.

Não é difícil ver como o drama, que narra eventos no tempo, está relacionado à pintura, que retrata eventos no espaço.

A escultura é como uma poesia muda, enquanto a poesia esculpe imagem após imagem a partir da matéria da imaginação.

A descrição de Goethe e Lessing, de que a arquitetura é "música congelada", dá-nos a chave para a relação entre música e arquitetura.

Todas as formas de arte conduzem a consciência do homem a apreender aqueles valores da vida que a Mônada encontra no plano búdico. O sentido artístico da humanidade é ainda rudimentar.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 563 mas com o crescimento da Fraternidade, mais será sentido na vida da arte. Por outro lado, com o desenvolvimento nos homens do seu sentido artístico, haverá um maior poder para realizar a Fraternidade.

Por fim, quando tivermos chegado aos limites extremos da criação artística, e começarmos a sentir em nós poderes e realizações não expressáveis mesmo na mais alta arte, então conheceremos as atividades que caracterizam a Mônada no seu verdadeiro plano de Atma.

Mas como uniremos o Nirvana e esta nossa terra num único reino de ação é um mistério do futuro.

« «  « Compreender plenamente a evolução da consciência é resolver o mistério da natureza de Deus.

Contudo, uma vez que toda a vida é Ele, e uma vez que também somos fragmentos d'Ele, o nosso crescimento em consciência é tanto uma descoberta d'Ele quanto um crescer à Sua semelhança.

E enquanto O descobrimos, somos a nós mesmos que descobrimos.

Este é o mistério da consciência: que a parte é o Todo. Mas saber isto é uma coisa, e ser isto é outra.

Ser o Todo só é possível à medida que agimos como o Todo, e isso é dando-nos tão plena e livremente a todos dentro do nosso pequeno círculo de ser como o Todo dá de Si mesmo a todos dentro do vasto círculo do Seu Ser.

Parece incrível que algum dia sejamos capazes de imitar o Todo.

Contudo, porque esse é de fato o nosso destino, Ele nos enviou d'Ele para vivermos as nossas vidas separadas.

Que a única vida que vale a pena viver é unir-nos ao Seu eterno Sacrifício, é o testemunho de todos os que vieram d'Ele e estão a regressar a Ele.

C. Jinarajadasa [Continua]

A UNIDADE CULTURAL DA ÁSIA Por James H. Cousins [Concluído da p. 449'] DA Coreia, o Budismo passou, como vimos, para o Japão.

Alguma oposição à aceitação da recomendação do rei coreano (552) foi encontrada por parte de nobres japoneses que tinham interesse estabelecido na retenção do ritual xintoísta indígena; mas a influência do Príncipe Wamayado (nascido em 573) trouxe o Budismo para o favor; e enquanto o príncipe pregava o ideal budista, ele também enfatizava o valor ético dos ensinamentos de Confúcio, e assim começou uma tendência à fusão e tolerância religiosa que persiste no Japão até o presente.

A arte japonesa, que já havia sido moldada pela influência da China, respondeu ao novo impulso.

Templos começaram a surgir, e artistas, inspirados à representação concreta do Butsu (mais que homem), ergueram enormes estátuas fundidas em bronze, e fizeram outras, de menor tamanho, em madeira coberta de laca.

Esses começos da arte budista no Japão vieram através da China e da Coreia; mas mais tarde, no período Gupta da história indiana, artistas indianos foram diretamente ao Japão, e continuaram a

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JINARAJADASA, M.A. (Continuado do Vol. XLII, Parte I, A 3) XIII. O Governo Interno do Mundo ENTRE as muitas ideias surpreendentes que confrontam o investigador da Teosofia, uma das mais significativas é que há um Governo Interno do Mundo. A vida internacional do mundo através dos tempos parece tão sem propósito para nós na maioria dos aspectos, que se está plenamente de acordo com o ditado de que a história das nações "é, de fato, pouco mais que o registro dos crimes, loucuras e infortúnios da humanidade". Parece quase incrível à mente cética de hoje que cada evento nas ocorrências do mundo esteja sendo usado e guiado para cumprir um Plano Divino.

Nossa fé religiosa é suficiente para acreditar num distante "evento divino para o qual toda a criação se move", mas quando se trata

O TEOSOFISTA ABRIL de acreditar literalmente que nem um pardal "cairá no chão sem o vosso Pai", nossa fé é do coração e não da cabeça.

Contudo, não existe fato mais maravilhoso na natureza do que este revelado por Cristo; é literalmente verdadeiro que nenhum pardal cai sem que esse evento seja notado em uma Consciência, e sem que um Amor envolva o pardal enquanto cai, guiando-o para além dos portões da morte para uma vida mais feliz. Aqui, neste nosso globo que gira ao redor do sol, Seres Poderosos guiam cada evento; e os crimes, loucuras e infortúnios da humanidade, bem como seus heroísmos, sacrifícios e sonhos, são usados por Eles para alcançar aquela parte particular do Plano do LOGOS que se destina ao cumprimento à medida que os dias e meses passam um a um.

Os fatos sobre um Governo Interno do Mundo foram por muito tempo guardados como os mais preciosos segredos nos Mistérios Antigos; mas com as oportunidades que agora despontam para homens de uma evolução mais rápida, o que antes estava oculto agora é revelado.

Para muitos, sem dúvida, a revelação não significará nada; em alguns, dará origem ao escárnio; em poucos, poderá despertar tanto uma nova compreensão da vida quanto uma nova determinação de se lançarem de coração e alma para promover o "plano de Deus", que é a evolução. É por causa desses últimos, que anseiam compreender para justificar ao cérebro a fé que está em seus corações, que um grande corpo de conhecimento oculto foi revelado aos homens através do Movimento Teosófico.

Ao longo de todas as páginas destes Primeiros Princípios, o tema dominante tem sido que tudo o que acontece na Natureza, na vida e no coração do homem é a Autorrevelação do Logos.

Foi mostrado que Sua Vida se revela etapa por etapa, e que todas as formas de vida e consciência estão relacionadas entre si em uma escada de evolução.

Um átomo e uma ameba contêm Sua Vida; mas mais de Sua Vida é revelada em um Dhyan Chohan ou em um Logos Planetário.

Nesta nossa terra, todos nós, homens, somos encarnações de Sua Vida, e nós revelamos Ele mais plenamente do que nossos irmãos menores do reino animal.

De maneira exatamente semelhante, existem Seres superiores ao homem que revelam ainda mais de Sua Vida do que o homem pode.

São Eles que formam o Governo Interno do Mundo.

Cada globo dentro do Sistema Solar tem um corpo de Seus Ministros que executam Seu Plano para aquele globo.

Este corpo é chamado de “Hierarquia” do globo, e a Hierarquia em nossa Terra é conhecida na tradição por muitos nomes, sendo o que hoje se usa principalmente a “Grande Fraternidade Branca”. Esta Fraternidade não é uma mera associação de Super-homens, mas um Corpo vivo que contém as Energias de Vida do LOGOS.

É verdadeiramente uma “Grande Loja acima”, o padrão de toda Grande Loja que já existiu, e seus poderosos Oficiais laboram incessantemente de meio-dia a meio-dia.

Os Adeptos da Grande Fraternidade Branca trabalham em verdadeira ordem hierárquica, segundo suas qualificações, tendo cada um seu trabalho a fazer em um departamento particular do Plano.

Acaba de ser dito que a Grande Fraternidade Branca contém as Energias de Vida do LOGOS.

Assim como o LOGOS, quando em manifestação, opera como uma Trindade, todas as Suas energias fluem através de três Ministros, que são os representantes, para esta Terra, de Sua natureza tríplice, e que são os canais das energias dessa Triplicidade.

O Grande Triângulo, “eterno nos céus”, é o do LOGOS como Primeiro, Segundo e Terceiro LOGOS — Shiva, Vishnu, Brahma, ou Pai, Filho e Espírito Santo.

Sua representação aqui na Terra é outro Triângulo, composto de três Grandes Adeptos, conhecidos como o Senhor do Mundo, o Bodhisattva e o Mahachohan.

O Primeiro traz à humanidade as energias do aspecto Átmico ou do Poder do LOGOS; o Segundo, como o Instrutor do Mundo, é o canal de Seu aspecto Sabedoria e desempenha para a humanidade aquela função misteriosa que é a “Expiação”; o Terceiro é o canal de Sua Mente Divina, e revela à Terra todas aquelas atividades que são típicas do Terceiro LOGOS, o “Espírito Santo”. Embora o LOGOS em atividade seja uma Trindade, há um aspecto d’Ele como o Não-Manifestado; assim também é com o Triângulo da Hierarquia desta Terra.

Por trás dos “Três Grandes” — o Rei que governa, o Primeiro-Ministro que planeja e o General que executa — está um Quarto, o Vigia Silencioso, que em um éon anterior foi o Senhor de um Mundo, e agora “vigia e espera” por trás dos Três, realizando, porém, que ações magníficas para o homem e para Deus, mal podemos conceber.

Os graus da Hierarquia que governa o mundo estão brevemente indicados na Fig. 98. O Chefe da Hierarquia é aquele Ser elevado que governa e ordena todos os eventos neste globo, para homens e para anjos.

Dentro de Sua consciência está registrado tudo o que acontece em todos os sete planos do nosso globo.

Como Sua aura permeia toda a Terra, Ele está ciente de tudo o que acontece dentro dessa aura, e nenhum ato é tão secreto que Ele não o conheça, nenhuma injustiça é tão pequena que Ele não a registre. O . 1 INICIAÇÃO A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA DÉCIMO VIGIA SILENCIOSO NONO SENHOR DO MUNDO OITAVO PRATYEKA BUDDHA BUDDHA SÉTIMO EjjuSX M A H A C H 0 h on SEXTO CHOHAN CHOHAN CHOHAN CHOHAN CHOHAN ESEHl ASEKHA ASEKHA ASEKHA ASEKHA ASEKHA 1 D / 1 1 1 TERCEIRO PRIMEIRO Fig.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 45 Rei, como muitas vezes é chamado, não é um Adepto da nossa humanidade; a posição que Ele ocupa é elevada demais para ser preenchida por qualquer Adepto da nossa evolução humana.

Ele é um poderoso Adepto do grande Esquema de Vênus de evolução, e de lá veio para assumir a direção da evolução desta Terra, há seis milhões e meio de anos, depois que a humanidade foi transferida da Cadeia Lunar para a Cadeia Terrestre.

Sem a Sua ordem, ninguém pode ser iniciado na Grande Fraternidade Branca, e é a Sua Estrela que brilha em assentimento sobre a cabeça do Adepto Iniciador, como sinal de que Ele aceita o Iniciado em Sua Fraternidade.

A tradição hindu, que O conhece, chama-O de Sanat-Kumara, o "Eterno Jovem-Virgem", pois Seu Corpo, embora físico, não nasceu de mulher, mas foi feito por Kriyashakti ou poder da vontade, e nunca envelhece, e Ele é na aparência não um homem, mas um "Jovem de dezesseis primaveras". Ele é a Vontade do Logos encarnada para os homens, e ainda assim é o Seu poderoso Amor tão vasto quanto o oceano.

Ao Seu redor estão os Quatro Grandes Devarajahs ou os Governantes dos Elementos, que ajustam os karmas dos homens, e os grandes Devas e Anjos são como Seus cortesãos, prontos para cumprir Suas ordens.

Todos os reis terrenos, cujas dinastias obtiveram a Sua Bênção como reconhecimento de seu serviço altruísta aos homens, têm esse misterioso "direito divino dos reis" como parte de sua herança invisível.

Quando a coroa da Inglaterra é colocada sobre a cabeça de seu Rei, uma reminiscência distante da tradição sobre o Grande Rei do Mundo é vista no pequeno globo que é colocado na mão esquerda do Rei, e no cetro, ou Vara do Poder, que é colocado em sua mão direita.

Pois em verdade, esta nossa Terra, por maior que seja para nós, jaz na palma da Sua Mão, e verdadeiramente nenhum pardal cai sem que Ele o saiba.

Com Ele, estão três Discípulos e Assistentes, que também vieram de Vênus; Eles são nomeados na tradição hindu como Sanandana, Sanaka e Sanatana, e todos os gloriosos Quatro são chamados de "Filhos nascidos da mente de Brahma" e "Senhores do

O TEOSOFISTA ABRIL Chama Os quatro Senhores da Chama também foram chamados de "a Cabeça, o Coração, a Alma e a Semente do conhecimento imortal". Quando a onda de vida passar da Terra para Mercúrio, serão estes Três que se tornarão, por sua vez, Senhores de Mercúrio, e guiarão toda a evolução nesse globo.

Eles são conhecidos no Budismo como Pratyeka Buddhas, os "Buddhas solitários", pois não ensinam nem estabelecem religiões mundiais.

Eles estão no Primeiro Raio, ou Raio Governante, enquanto os Buddhas estão no Segundo Raio, ou Raio do Ensino.

Mas Eles se encontram no nível do Buddha, embora o papel deles não seja o do Instrutor do Mundo.

Daí a descrição curiosamente enganosa no Budismo popular deles como Buddhas solitários ou "egoístas".

O amor deles é tão grande quanto o dos Buddhas, mas Eles dão aos homens não Sabedoria, mas Poder.

A Iniciação do Buddha é a mais elevada alcançável nesta terra no Segundo Raio, e é tomada por um Bodhisattva ou Instrutor do Mundo como a coroa de Seu trabalho de eras pela humanidade.

Após fundar religião após religião, Ele reúne, em Sua última vida, todos os Seus discípulos que estão prontos para entrar nos vários graus de Iniciação, e Ele nasce com eles na terra.

Então Ele dá uma grande religião mundial, e após o trabalho desse corpo físico terminar, Ele passa para um trabalho mais elevado em outros planos.

Ao passar da humanidade, Ele entrega a Seu sucessor os deveres do Instrutor do Mundo.

O último dos Buddhas foi o Buddha Gautama, e Seu sucessor no cargo de Instrutor do Mundo é o Bodhisattva Maitreya.

Em todos os cinco Raios restantes, do Terceiro ao Sétimo, a mais elevada Iniciação, como membro desta humanidade, é a do Mahachohan.

Esse cargo é ocupado por apenas um Adepto por vez.

De acordo com a influência dominante na evolução, em qualquer época dada, de um Raio e seus Sub-raios, é o tipo de Adepto que ocupa a posição de Mahachohan.

Ele é o grande "Guardião dos Registros" dos processos evolutivos do globo, e supervisiona e dirige todas as atividades

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 47 dos membros da Grande Fraternidade, à medida que desenvolvem estágio por estágio o grande Plano.

Ele foi descrito como alguém "para cuja visão o futuro se apresenta como uma página aberta". O Adepto do Primeiro Raio que toma a sétima Iniciação geralmente entra, a partir de então, nos árduos deveres do Manu de uma Raça Raiz em um globo.

Seu período de ofício começa com a lenta reunião dos egos que trabalharão sob Ele no início da nova raça, e através de todas as sub-raças sucessivas, à medida que aparecem uma a uma.

Durante as centenas de milhares de anos da história de uma Raça Raiz, Ele dirige a construção de variante após variante das sub-raças.

Encarnando Ele mesmo em cada sub-raça para estabelecer a forma dela. Após Seu trabalho como Manu estar concluído.

Ele passa a tomar a oitava Iniciação como Pratyeka Buddha, e mais tarde a tomar a nona Iniciação, a de um Senhor do Mundo.

Apenas dois Manus permanecem agora com a humanidade: o Manu Chakshusha, que fundou a quarta Raça Raiz, a Atlante, há mais de um milhão de anos, e o Manu Vaivasvata, que fundou a quinta Raça Raiz, a Ariana, há cerca de sessenta mil anos.

Um estudo cuidadoso da Fig.

mostrará que, em todos os Sete Raios, há Adeptos até o nível da Iniciação Asekha. Nesse estágio, o Adepto pode fazer uma de sete escolhas quanto ao seu trabalho futuro (ver Fig.

73). Se ele decidir continuar a trabalhar com a nossa humanidade, ele trabalha e finalmente toma a sexta Iniciação.

Depois disso, ele pode, se assim o desejar, deixar seu trabalho com a humanidade e assumir trabalho em outro lugar.

Mas se ele decidir continuar com a humanidade, ele então se qualifica para ser um Manu, ou um Bodhisattva, ou um Mahachohan, e toma a sétima Iniciação.’ O Adepto que é um Mahachohan, após seu ' As primeira, segunda, terceira e quarta Iniciações serão tratadas na próxima seção, sobre O Caminho do Discipulado. Há, no entanto, Adeptos tanto no primeiro quanto no segundo Raios, que tomaram a sétima Iniciação, e que não ocupam os cargos de Manu ou Bodhisattva, mas realizam outro trabalho no grande Plano.

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THE THEOSOPHIST ABRIL período de ofício terminar, faz novamente a sua “escolha”. Se ele escolher ainda continuar a trabalhar com a humanidade como um oficial da Hierarquia, ele deve transferir-se para o Primeiro ou Segundo Raio, a fim de prosseguir para tomar a oitava Iniciação.

Da mesma forma, o Adepto que ocupa o cargo de Buda, se ele escolher ainda assumir um cargo na Hierarquia, deve transferir-se para o Primeiro Raio para tomar a nona Iniciação.

Os Adeptos de qualquer Raio que deixam a humanidade a partir do nível Asekha para cima, tomarão em outro lugar aquelas Iniciações para as quais não se qualificaram na Terra.

Um Raio não é melhor do que outro.

Todas as Iniciações podem ser tomadas em todos os Raios.

Mas como apenas três Senhores do Mundo são necessários durante um período mundial, e apenas sete Manus e sete Budas, e apenas um certo número de Mahachohans, nem todos os Adeptos, de fato, se qualificam para esses ofícios, e a maioria deles "entra no Nirvana" após a Iniciação Asekha, e passa a trabalhos que não os colocam mais diretamente em contato com a nossa humanidade.

O trabalho do mundo, visível e invisível, está sob a direção dos Adeptos da Grande Fraternidade Branca.

Em Suas mãos, o LOGOS confia Seu Poder, Sabedoria e Amor, e Eles distribuem a energia do LOGOS por todos os muitos departamentos da atividade humana.

Religião e filosofia, ciência e arte, comércio e desenvolvimento são por Eles inspirados e guiados; seja encarnando entre os homens, seja desde o invisível.

Eles movem homens e nações como peões em um tabuleiro, esforçando-se para conquistar os homens a cooperarem com o Plano Divino.

Eles são constantemente obstados em Seu trabalho pela má vontade dos homens; contudo, como não podem coagir as vontades humanas.

Eles labutam com uma paciência que não tem limites e inspiram e guiam a todos, pairando sobre o bem e o mal dos homens com infinito amor e compreensão.

Os "Braços Eternos" dos Grandes Irmãos envolvem a humanidade, e enquanto Eles trabalham para completar o Plano, nenhum fracasso final é possível para a humanidade.

Porque

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 49 Eles, outrora fracos e pecadores como nós somos hoje, alcançaram agora a Perfeição; a visão da Perfeição para nós, um dia, não é um sonho, mas uma realidade.

No Seu amor está o nosso conforto, e na Sua força está a nossa paz e salvação.

Servi-Los é obter a certeza de que todas as coisas se movem na direção do Bem, do Verdadeiro e do Belo; ser por Eles aceitos como Seus assistentes e auxiliares é entrar no caminho que conduz à Deificação.

C. Jinarajadasa [Continua]

O ESTUDO DA BIOLOGIA EM RELAÇÃO À EVOLUÇÃO Por Leonard C. Soper AS conclusões das principais autoridades em Biologia, a ciência do aspecto-forma da evolução, são notáveis por indicarem como um estudo, do ponto de vista apenas das formas, das leis que governam a evolução da vida confere a essas conclusões uma espécie de "equilíbrio instável". Para ilustrar isso, examinaremos as principais linhas da pesquisa biológica separadamente.

Variação — a opinião de Darwin de que "nossa ignorância das leis da variação é profunda; nem em um caso entre cem podemos pretender atribuir uma razão pela qual esta ou aquela parte variou" — ainda é verdadeira para o homem de ciência.

Mas é importante notar a franca admissão por um biólogo de destaque "de que é da essência de um ser vivo mudar". Uma única célula é uma personalidade complexa, expressa em termos de citoplasma, centrossomo e cromossomos, especialmente estes últimos.

A biologia não pretende oferecer qualquer explicação para a variação, mas pode indicar condições que a promovem ou a obstruem, e em alguns poucos casos elucidar seu modo de operação.

Variações descontínuas, que surgem subitamente e depois se reproduzem de forma estável (tecnicamente "mutações"), são geralmente aceitas como a origem de novas espécies de plantas, mesmo que a evidência quanto ao nascimento de espécies animais de maneira semelhante seja questionável. A variação descontínua que não é uma reversão a um tipo ancestral, nem devida à supressão de fatores presentes no tipo normal, pode ser tentativamente explicada (em vista da

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JINARAJADASA, M.A. (Continuação da p. 49) XIV.

O Caminho do Discipulado À medida que a Sabedoria Antiga se desvela ao olhar do buscador o majestoso plano da evolução, há aqueles cujos corações ardem dentro de si com um desejo avassalador de se consagrarem a esse Plano.

Todas as coisas na vida perdem seu sabor depois que a Visão Celeste é contemplada, e nada daí em diante é possível senão entregar-se totalmente, sem reter nada, a um Ideal de serviço, devoção ou renúncia.

Os mais nobres impulsos no homem são as manifestações nos níveis terrestres de uma expansão de consciência nos reinos celestes; a visão de um ideal traz consigo a promessa de sua realização.

Pois dentro do homem está o Caminho, a Verdade e a Vida; ele apenas precisa ser despertado de sua letargia para reconhecer a Luz que arde em sua Alma.

O TEOSOFISTA, MAIO O despertar da alma tem muitos estágios; e as influências de todas as formas de cultura são trazidas a ele para fazer a Centelha Divina dentro dele brilhar como uma chama.

Na longa história do desdobramento da consciência da alma, chega o estágio em que ele é claramente reconhecível como comprometido não com a busca de si mesmo, mas com o altruísmo.

A alma está então na Terra como o homem ou a mulher de ideais, que, por mais vezes que seja tentado a trair o ideal, nunca o renuncia definitivamente, mesmo ao custo de sofrimento e humilhação.

É neste estágio que entra na vida da alma Alguém que guiará sua expansão de consciência para alturas mais elevadas de realização.

Este é um "Pai em Deus", um Mestre da Sabedoria, que observou as lutas da alma vida após vida para ser fiel ao seu ideal; Ele agora vem para estabelecer um vínculo com a Alma como Mestre e discípulo.

Os estágios no Caminho do Discipulado, que conduzem do homem de ideais ao Iniciado da Grande Fraternidade Branca, são dados na Fig.

99. O primeiro estágio é o de ESTÁGIOS NO DISCIPULADO Iniciado "Filho do Mestre" Pupilo Aceito Pupilo Probacionário Homem de Ideais Fig.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 139 Pupilo Probacionário, quando um Mestre da Sabedoria coloca o aspirante "em probação". Isso é feito no plano físico ou no plano astral, mas mais usualmente neste último.

Por ordem do Mestre, o aspirante é conduzido a Ele por um pupilo sênior, e o Mestre formalmente coloca o candidato em probação.

É nesse momento que o Mestre faz o que é conhecido como a "imagem viva"; é uma réplica viva, moldada pela vontade do Mestre, dos corpos astral e mental do pupilo.

A imagem viva é mantida perto do Mestre, e está tão magneticamente conectada ao pupilo que registra perfeitamente os efeitos dos pensamentos e emoções deste último enquanto ele realiza seu trabalho na vida.

O Mestre examina diariamente essa imagem viva, para ver por meio dela até que ponto o pupilo está obtendo sucesso ou fracassando.

Desnecessário dizer que, quando Ele assim examina, não é meramente como juiz; Ele envia através da imagem viva ao pupilo tal purificação e fortalecimento que este último se permita receber.

O ato de ser colocado em probação é a resposta a uma demanda feita pelo pupilo aos Guardiões da Humanidade, para que lhe sejam dadas oportunidades para uma evolução mais rápida do que é normal para a generalidade da humanidade.

A resposta traz consigo um reajuste do karma do indivíduo; esse reajuste cármico tem o objetivo: (1) de libertar gradualmente o indivíduo de tais tipos de karma que o impedem de exercer maior utilidade; (2) de dar-lhe oportunidades para um conhecimento mais amplo, especialmente o conhecimento das verdades ocultas da natureza; (3) de trazer-lhe novas oportunidades para autoexpressão através do Serviço.

A prova ou experimentação do pupilo consiste em testá-lo para ver até que ponto ele pode suportar os choques de seu carma e permanecer sem diminuir seu altruísmo, apesar do fato de sua vida se tornar mais árida daquelas satisfações e deleites que tornam a vida digna de ser vivida para a maioria dos homens.

Ele também é testado para ver se, como trabalhador, pode adaptar-se suficientemente para ser um obreiro no Plano do Mestre.

Pois cada Mestre da Sabedoria é o centro de um grande número de atividades que Ele se comprometeu a promover como Sua contribuição ao Plano do Logos; um aspirante, portanto, é posto em prova menos para obter conhecimento do Mestre e mais para treinar-se como aprendiz, a fim de ajudar o Mestre em Sua obra.

O pupilo em prova deve, portanto, estar pronto, se necessário, a mudar seus métodos de trabalho para ajustar-se aos do Mestre; deve estar pronto a cooperar com seus companheiros aprendizes; e de todas as maneiras deve provar que um Ideal de trabalho pesa mais para ele do que sua satisfação pessoal como trabalhador.

Quando um Mestre aceita um aspirante como Pupilo em Prova, é com a expectativa de apresentá-lo para a Iniciação naquela QUALIFICAÇÕES PARA A INICIAÇÃO 1. Discernimento 2. Ausência de Desejos 3. Seis Pontos de Conduta: i. Autocontrole quanto à Mente ii. Autocontrole quanto à Ação iii. Tolerância iv. Alegria v. Concentração vi. Confiança 4. Amor Fig.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 141 vida.

Não se segue que o pupilo terá sucesso, porque um Mestre respondeu à sua aspiração; ele tem um direito cármico de receber a oportunidade, mas o que ele faz dessa oportunidade depende de si mesmo.

Ainda assim, se ele "leva a sério" e se deixa guiar pelos pupilos mais antigos de seu Mestre, é mais provável que tenha sucesso do que fracasse.

Se ele trabalha vigorosamente nas qualificações para a Iniciação, então a Vontade do Bem na natureza o ajudará com iluminação e força.

Essas qualificações são apresentadas em forma de tabela na Fig.

; são extraídas de *Aos Pés do Mestre*, de J. Krishnamurti.

O autor dessa joia inestimável fornece as explicações e comentários sobre elas que lhe foram dados por seu Mestre quando foi preparado para a Iniciação. O aspirante que busca o Mestre não pode fazer melhor do que tomar esse pequeno livro, estudá-lo e vivê-lo. Se, após sete anos de provação, o pupilo em prova for considerado como tendo crescido em autossacrifício para com o homem e para com Deus, seu Mestre então o aceita finalmente como pupilo.

A imagem viva é dissolvida, e o Mestre estabelece com o pupilo aceito um vínculo interior que, mesmo que temporariamente rompido pelo pupilo através de falhas, será sentido em todas as vidas vindouras como algo que o atrai para seu Mestre.

Quando aceito, o pupilo recebe o direito a uma experiência mística, que é da maior inspiração para ele em seu trabalho.

Quando surge qualquer questão que ele não possa decidir com base em sua própria experiência, ele pode testar seu julgamento pelo julgamento do Mestre sobre o assunto.

Isso é feito elevando sua consciência por um momento, de modo a tocar a franja da consciência de seu Mestre.

Se ele puder libertar-se dos preconceitos de sua personalidade e souber como se resguardar contra as idiossincrasias de seu julgamento, então tal possibilidade de testar seu julgamento pelo critério do Mestre é um dos maiores privilégios na vida aos quais o pupilo pode alcançar.

Isso lhe permite distinguir entre o que é mais útil e menos útil, entre o que é mais proveitoso e menos proveitoso, enquanto trabalha pelos homens em nome de seu Mestre.

O TEOSOFISTA — MAIO. Há alguns pupilos postos em Prova que encurtaram os usuais sete anos entre a Prova e a Aceitação para um ano, ou até menos; mas tais almas afortunadas são poucas, pois isso significa que, por trás delas, ao entrarem em Prova, existe um grande carma acumulado de Serviço, que lhes dá a força e as oportunidades que outros não conquistaram.

O intervalo de tempo entre os vários estágios no Caminho Probatório depende da iniciativa e das capacidades do pupilo; se ele é enérgico e determinado, pode superar obstáculo após obstáculo e "entrar no Caminho" rapidamente; ou, se deixa as oportunidades escaparem, pode passar décadas em um estágio antes de passar para o próximo.

Todos os pupilos recebem igualmente a inspiração do Mestre, mas cada um assimila dela segundo sua capacidade.

Um vínculo ainda mais estreito entre Mestre e pupilo ocorre na etapa seguinte, quando o pupilo se torna o "Filho do Mestre". Cada vez mais, as esperanças e os sonhos do pupilo começam a refletir a vida maravilhosa que o Mestre vive entre Seus pares, e lentamente o pupilo se torna como uma célula no organismo vivo de seu Mestre.

Ele cresce para ser um raio da consciência de seu Mestre, e passa a possuir uma profundidade de sabedoria que não é sua, mas que lhe é dada para uso por seu Pai em Deus.

Nunca mais o pupilo poderá estar só; nas tristezas e nas alegrias, nas trevas e na luz, a consciência do Mestre envolve a do pupilo, ainda que por vezes o pupilo não esteja ciente desse fato glorioso.

Agora, ao trabalhar para o plano de seu Mestre, quer o mundo o aceite com aclamação ou o martirize, ele não trabalha como um artesão solitário, mas como um irmão mais novo, ao lado de quem labuta um Irmão mais velho e mais experiente.

Seus mandamentos não são penosos, Senão enquanto os homens assim os consideram; Embora Ele me envie, não me importo, Enquanto Ele me der forças para ir.

Quando, ou para onde, tudo é um só, Em Seu negócio, não no meu, Nunca irei sozinho.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 143. Em cada etapa, da Probação à Aceitação e à Iniciação, o Mestre apresenta formalmente seu pupilo ao Mahachohan, o Guardião dos Registros da Hierarquia; o nome e o grau do pupilo são inscritos pelo Mahachohan em "Seu Registro Imperecível".

Coincidindo geralmente com a etapa do Filho do Mestre, o pupilo é apresentado por seu Mestre à Grande Fraternidade Branca para a Iniciação.

Com isso, o Mestre afirma à Fraternidade que seu pupilo é suficientemente apto em seus ideais e em sua vida, e pelo equilíbrio entre seu bom e mau carma, para compartilhar da vida misteriosa daquele Augusto Corpo, e ser um canal de Suas forças para o mundo.

Além de seu próprio Mestre, um segundo membro da Fraternidade, do grau de Mestre, também deve servir de fiador para o candidato.

A apresentação é feita em primeira instância ao Mahachohan, que então designa um dos Mestres para atuar como o Hierofante Iniciador.

Ou no Salão da Iniciação, ou em algum outro lugar designado, o candidato é formalmente iniciado em uma cerimônia solene.

O que acontece ao candidato é verdadeiramente uma iniciação, um começo.

É o começo de uma nova forma de existência, em que a personalidade se torna cada vez mais um mero reflexo do Ego, e o próprio Ego começa a extrair dos poderes de sua Mônada.

A Alma do Homem é, em verdade, aquela parte mais elevada dele que é a Mônada; mas, desde o momento em que a Mônada fez o corpo causal a partir da Alma-grupo animal na individualização, a "centelha pende da Chama pelo mais fino fio de Fohat". O Ego, embora assim ligado à Mônada, não teve, até o momento da Iniciação, nenhum meio de comunicação com esse aspecto mais elevado de si mesmo.

Mas, na Iniciação, ao chamado do Hierofante, a Mônada desce ao corpo causal para fazer os votos da Iniciação.

A partir desse momento, o "mais fino fio de Fohat" torna-se como um feixe de fios, e o Ego, em vez de pender meramente como uma "centelha", torna-se como a extremidade de um funil, que se estende para baixo a partir da Mônada e traz vida, luz e força.

Desde o tempo da Iniciação, surge no Iniciado uma virilidade e um poder de resistência de que antes não era capaz, e ele encontra, doravante, em seu próprio ser, uma Rocha dos Séculos que nada pode abalar.

Após sua Iniciação, o candidato é levado por seu Mestre, ou por um discípulo sênior, ao Plano Búdico, para ser ensinado a funcionar ali em seu veículo búdico.

Isso significa que o corpo causal deve ser transcendido.

Aqui ocorre agora o que não havia ocorrido antes.

Cada noite, quando ele deixava seu corpo para trabalhar no plano astral ou mental, seu corpo físico, ou seu corpo astral — ou ambos, conforme o caso — era deixado para trás na cama, para ser retomado quando ele retornasse a eles.

Quando ele deixa o plano mental superior para o plano búdico, ele deixa, naturalmente, seu corpo causal; mas esse corpo causal, em vez de permanecer com os corpos físico, astral e mental, desaparece.

Quando o discípulo, de seu veículo búdico, olha para baixo, para o plano mental superior, não há mais nenhum corpo causal ali para representá-lo.

É verdade que, ao retornar, ele se encontra novamente em um corpo causal; mas não é o corpo causal que ele teve por milhões de anos desde o dia da individualização, mas um corpo causal que é uma réplica daquela morada secular sua.

Essa experiência mostra ao Iniciado que ele não é o Ego, mas algo mais transcendental ainda; ele sabe agora, em primeira mão, que seu “eu”, ao qual se apegou desde o tempo da individualização, não é um verdadeiro eu, mas apenas “aquela coisa que ele criou com dor para seu próprio uso e por meio da qual ele pretende, à medida que seu crescimento desenvolve lentamente sua inteligência, alcançar a vida além da individualidade”. Além disso, com sua primeira experiência búdica, o Iniciado conhece, não meramente acredita por fé, a Unidade de tudo o que vive — como todas as vidas dos homens, suas tristezas como suas alegrias, suas falhas como seus sucessos, são inseparáveis de sua vida.

A partir de então, seu padrão de todas as coisas mudou; ele deslocou seu centro daquele do seu eu pessoal e seus interesses para o de um Eu maior, o “grande Órfão”, a Humanidade.

Na Iniciação, a Alma “entra na Correnteza” (Fig. 101).

Esta é a antiga frase budista que descreve a grande transição que ocorre na vida do Iniciado.

Ele entra na grande maré da Vontade do LOGOS, que determinou que, nesta Cadeia Terrestre, a maioria da nossa humanidade alcançará a Iniciação antes do grande dia de teste na Quinta Ronda, quando as almas atrasadas devem cair fora da evolução, como os fracassos da Cadeia Terrestre.

Elas caem fora, não para sempre, mas apenas por uma era; quando a próxima Cadeia começa, elas retomam sua evolução, após seu longo descanso, naquele nível de onde caíram fora da Cadeia Terrestre.

Esta é aquela “danação eterna” com a qual os ímpios são ameaçados no Cristianismo.

ESTÁGIOS NO CAMINHO: 5 Asekha — O Mestre Arhat — O Venerável; 3 Anagami — Não-Retornante; 2 Sakadagami — Uma-Vez-Retornante; Sotapanna — Entrado-na-Correnteza. Fig.

Mas não é uma condenação, mas sim um arranjo evolutivo para aquelas almas que devem cair fora porque não conseguem acompanhar seus companheiros mais equipados espiritualmente.

Nem é eterna, mas apenas, como no grego original do Novo Testamento, “eônica”, isto é, pelo período de um éon ou dispensação.

Mas aquele que “entrou na correnteza” está “seguro” ou “salvo”; e, lenta ou rapidamente, ele “alcançará o Nirvana”, a meta da perfeição humana, antes que esta Cadeia Terrestre seja completada.

Portanto, o Iniciado é chamado no Budismo de Sotapanna, "aquele que entrou na Corrente". Diz-se que, geralmente, sete vidas intervêm entre a Primeira Iniciação e a Quarta, a do Arhat, e que, similarmente, entre o Arhat e o Asekha, mais sete vidas são necessárias para realizar o trabalho de purificação exigido.

Cada Iniciação significa uma expansão de consciência, e cada uma deve ser preparada por experiência adequada e autotreinamento.

Mas, enquanto um Iniciado pode levar o limite total de tempo para realizar o trabalho, outro pode condensá-lo em um período muito mais breve.

É em grande parte uma questão do carma acumulado do indivíduo, ou seja, do trabalho realizado em vidas passadas, e da força e purificação por ele alcançadas nessas vidas.

Mas todos os que "entram na corrente" alcançam a "outra margem", isto é, a bem-aventurança do Nirvana.

Os estágios no Caminho da Santidade, como é chamado esse processo de desdobramento espiritual, são marcados por expansões de consciência e pelo dom, pela Grande Fraternidade Branca, de novos conhecimentos e novos poderes ao Iniciado.

A Fraternidade exige do candidato, antes que ele possa passar de um estágio a outro, um registro de trabalho realizado pela humanidade, uma liberdade de defeitos mentais e morais específicos, e a posse de certas faculdades espirituais.

Em particular, há dez "Grilhões", dos quais o candidato deve livrar-se um a um, antes que possa finalmente chegar ao Adeptado.

Depois que o candidato "entrou na corrente", e antes que lhe possa ser dada a Segunda Iniciação, ele deve mostrar, além do registro de trabalho que apresenta, que está livre dos três primeiros Grilhões; estes são, segundo a classificação budista: (1) Sakkayaditthi, (2) Vichikichchha e (3) Silabbataparamasa.

O primeiro Grilhão, Sakkayaditthi, significa "a ilusão quanto à própria individualidade ou Eu". Muitos homens pensam em seu eu como o corpo físico; e identificam-se com seus desejos e anseios, com sua saúde ou falta de saúde, com sua persistência durante a vida, ou com sua morte.

Um homem mais evoluído identificará seu eu com seu "temperamento", com suas profissões de crença, suas ideias religiosas e estéticas, e com suas simpatias e antipatias.

Apenas muito poucos, capazes de imparcialidade e análise, começarão a perceber como a maioria das ideias e emoções que um homem pensa serem suas são, na realidade, uma vestimenta que ele usa, uma vestimenta que é menos feita por ele e mais feita para ele pelo seu sexo, raça, casta e religião.

E todos, exceto os idealistas supremos, instintivamente fazem uma distinção entre seus eus pessoais e a humanidade da qual são unidades.

Livrar-se do Grilhão da Ilusão do Eu é saber o que é o Eu real — que Ele é o Coração de tudo o que vive, e que o Seu ganho e bem vêm apenas do ganho e bem do Todo.

A experiência búdica, quando o corpo causal desaparece, abre caminho para o Iniciado descobrir por experimento e experiência o que é aquele verdadeiro Eu nele que não tem parte nas forças limitantes de raça, credo, sexo, casta ou cor. O Segundo Grilhão, Vichikichchhai, significa "Dúvida". Esta é a dúvida quanto ao "Plano de Deus, que é a evolução", especialmente quanto àquela parte que concerne ao crescimento do indivíduo pelo processo de Reencarnação, de acordo com a Lei do Karma.

Há muitos estágios na dúvida, desde a descrença total até a aceitação de uma verdade como "hipótese de trabalho". Na conduta prática, as vidas mais nobres foram vividas por homens e mulheres que tiveram apenas hipóteses de trabalho quanto à natureza da existência.

Um idealismo elevado, baseado em hipóteses de trabalho, conduzirá um homem através dos portões da Iniciação; mas chega o tempo em que pelo menos algumas de suas hipóteses de trabalho devem tornar-se fatos vivos de sua consciência mais íntima, fatos conhecidos como verdadeiros porque, pela experiência externa e pela realização interna, são cada vez mais parte de sua individualidade.

O Grilhão da Dúvida quanto às leis fundamentais que governam a evolução humana deve ser totalmente lançado de lado antes que a alma possa passar ao segundo estágio.

O Terceiro Grilhão, Silabbataparamasa, significa "afetação de ritos e cerimônias". Foi o Senhor Cristo quem apontou na Palestina que "o sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado; portanto, o Filho do Homem é Senhor também do sábado". Foi a mesma grande verdade que o Senhor Buda proclamou, quando considerou a confiança em orações e invocações, em ritos e cerimônias, como uma superstição, da qual o homem sábio deveria ser livre.

Rituais e cerimônias, quando cientificamente construídos, são como qualquer outra peça de mecanismo científico; são acumuladores de energia ou condutores de força.

Mas devem ser escravos para fazer a vontade do homem, não mestres para controlá-la. Esta é a verdadeira atitude em relação a ritos e cerimônias.

Eles não são necessários, nem indispensáveis, para a conduta sábia, ou para uma cooperação com o Divino; são úteis, especialmente para almas de certos temperamentos, para ajudá-las a sintonizar suas vontades com a Vontade Única.

Mas, sem ritos e cerimônias, o mesmo trabalho pode ser realizado por esforço sincero e aspiração, cada homem por si mesmo, e sem ajuda de sânscrito, Shlla-vrata-paramarsha.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 149 sacerdotes ou Devas ou Anjos. O conselho e a orientação de homens ou super-homens, de habitantes terrenos ou celestiais, são úteis apenas para permitir que um homem olhe para cima e não para baixo, para frente e não para trás; mas esses ajudantes não podem trilhar o Caminho por ele, nem conduzi-lo à salvação.

Um homem deve "salvar" a si mesmo.

Saber totalmente que dentro do próprio ser, e não fora, está "o Caminho, a Verdade e a Vida", é libertar-se para sempre deste grilhão da Superstição.

Quando o Mestre descobre que o pupilo transcendeu os três primeiros Grilhões, e tem em seu crédito a quantidade necessária de trabalho realizado, então Ele apresenta o pupilo novamente para a Iniciação.

Como antes, em uma cerimônia igualmente solene, o Hierofante abre, na Iniciação, novas possibilidades de consciência no candidato, e o confia com aqueles segredos e poderes que pertencem ao novo estágio.

O Iniciado do segundo grau é chamado Sakadagami, "aquele que retorna uma vez", pois apenas mais um nascimento físico é obrigatório para ele, e ao final de sua próxima vida física ele pode, se assim escolher, completar os estágios restantes do Caminho sem retornar à encarnação.

Ao passar para a próxima Iniciação, novas faculdades devem ser desenvolvidas, e um registro ainda maior de trabalho deve ser alcançado.

Não há Grilhões a serem eliminados entre a segunda e a terceira Iniciações; mas a mente superior deve ser feita um espelho da Intuição Divina, e treinada para conceber e elaborar aquelas verdades que a mente não pode descobrir, a menos que sejam implantadas nela por uma faculdade maior do que a mente.

Quando a mente superior se torna o instrumento da Intuição, e o registro de serviço do pupilo é adequado, ele é apresentado por seu Mestre para a terceira Iniciação.

Ele se torna então Anagami, "não retornante" para o nascimento em um corpo físico, a menos que assim o escolha, não sendo mais necessário para alcançar a meta final.

O trabalho pode ser realizado nos mundos invisíveis, e o Iniciado pode, de lá, se assim decidir, prosseguir para a Quarta e Quinta Iniciações.

Entre a terceira e a quarta Iniciações, dois Grilhões devem ser eliminados: Kāmarāga, sensualidade, e Paṭigha, ira.

O TEOSOFISTA pode, naturalmente, muito antes disso, ter eliminado todas as formas grosseiras de gratificação dos sentidos e da ira; mas existem formas sutis desses dois Grilhões que prendem o aspirante tão firmemente quanto suas formas grosseiras escravizam o homem mundano.

Além da libertação desses Grilhões e do registro do trabalho, o candidato deve demonstrar que adquiriu domínio sobre alguns dos mundos invisíveis e que sua consciência cerebral pode ser tornada, quando necessário, um registro verdadeiro de sua vida nos planos superiores.

Na quarta Iniciação, ele se torna o Arhat, "o venerável". Durante todas as etapas — Sotāpanna, Sakadāgāmi, Anāgāmi e Arhat — o Iniciado é Sekha, um "Discípulo", sob a instrução e supervisão de um Mestre da Sabedoria.

A próxima etapa é tornar-se Asekha, "não-mais-discípulo", o Mestre. Ele é um Mestre da Sabedoria, isto é, possui dentro de si todas as capacidades e poderes necessários para conhecer tudo o que concerne à evolução — passada, presente e futura — da Cadeia Planetária à qual pertence.

Mas antes que essa etapa possa ser alcançada, mais cinco Grilhões devem ser lançados fora, os mais difíceis de todos.

Vede! Como inimigos ferozes mortos por algum guerreiro,
Dez pecados ao longo dessas Etapas jazem em pó:
O Amor do Eu, a Fé Falsa e a Dúvida são três.

Mais dois, o Ódio e a Luxúria.

Quem desses Cinco é conquistador, pisou
Três etapas de quatro; ainda restam
O Amor à Vida na Terra,

O Desejo do Céu, o Auto-Elogio, o Erro e o Orgulho. Os cinco Grilhões que o Arhat deve lançar fora antes de poder tomar a Quinta Iniciação, a do Asekha, são: Rūparāga, "desejo por vida nos mundos de forma", Arūparāga, "desejo por vida nos mundos sem forma", Māna, "orgulho", Uddhacca, "inquietação"¹.

¹ Estas cinco etapas no Caminho provavelmente correspondem aos cinco estágios no Hinduísmo, conhecidos como: 1. Kaṇḍaka, 2. Bahudaka, 3. Haṃsa, 4. Paramahaṃsa, 5. Avadhūta.

Nos Festivais da Igreja Cristã, as cinco Iniciações são simbolizadas na história da vida do Cristo por cinco grandes Festivais, comemorando (1) o Nascimento Virginal, (2) o Batismo, (3) a Transfiguração, (4) a Crucificação, (5) a Ressurreição e Ascensão.

(Veja *The Hidden Side of Christian Festivals*, do Revmo. C. W. Leadbeater.) *The Light of Asia*, Livro VIII.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 151 — "justiça própria" e Avijja, "ignorância". Qual seja o verdadeiro significado desses termos, é difícil dizer; mas o conhecimento sobre esses cinco Grilhões não é essencial para aqueles que ainda não entraram no Caminho.

Basta dizer que, antes que a Quinta Iniciação possa ser recebida, o homem deve revestir-se dos atributos do super-homem; ele deve tornar-se o Christos, "o Ungido", que chegou "à medida da estatura da plenitude de Cristo". Este é o grande Dia para o qual a Mônada partiu, para "ganhar uma coroa real"; e quando a ganha, não a ganha para si, mas para todas as criaturas, humanas, sub-humanas e super-humanas.

Toda a Natureza se regozija com sua conquista, pois mais um Salvador da Humanidade se juntou às fileiras daqueles que vivem para dar totalmente, como o LOGOS dá.

Diz-se que quando um de nossa humanidade atinge a Perfeição, "toda a Natureza estremece com temor jubiloso e sente-se subjugada. A estrela prateada agora tilinta a notícia às flores noturnas, o regato murmura o conto aos seixos; as ondas escuras do oceano o rugirão às rochas presas pela rebentação, brisas carregadas de perfume o cantarão aos vales, e os pinheiros majestosos sussurrarão misteriosamente: 'Um Mestre surgiu, um MESTRE DO DIA.'"

"Saiba, ó discípulo, que aqueles que atravessaram o silêncio, sentiram sua paz e retiveram sua força, anseiam que tu também o atravesses... Dá tua ajuda às poucas mãos fortes que impedem os poderes das trevas de obterem vitória completa.

Então entras em uma parceria de alegria, que traz de fato terrível labuta e profunda tristeza, mas também um grande e sempre crescente deleite." Estas são as palavras de um Mestre da Sabedoria, proferidas àqueles que buscam servir a Deus, ao homem ou a um Ideal.

A cada homem e mulher de nobres instintos e puros entusiasmos aguarda tal vida de deleite, como só conhecem aqueles que se tornaram Discípulos.

É um deleite que não vem da facilidade¹ — São Paulo, Efésios, iv, 13. ² *A Voz do Silêncio*.

O TEOSOFISTA PODE e a fruição dos sonhos, mas do trabalho incessante na mais nobre causa que a imaginação humana pode conceber.

Olhar para cima, e ver Deus, e saber que se pode ser Seu mensageiro; olhar para baixo e ver a ignorância e a miséria dos homens, e saber que está nas próprias mãos o poder de diminuí-las para eles; olhar ao redor para a Natureza e saber que se pode tornar seu profeta; olhar para dentro e saber que há uma Luz ali para conduzir os homens das trevas da morte a um novo dia — são estas coisas que inspiram aqueles que rasgaram o véu do interesse próprio que os envolve, e viram algo da Luz Oculta e da Obra Oculta.

Foi dito pelos Rishis da Índia, acerca daqueles que veem a Visão Celestial: *N'anyah panthah vidyate yanHya* — "Nenhum outro caminho existe para ir" Para aqueles que viram o que o LOGOS faz, e através disso, o que o LOGOS é, não há de fato "nenhum outro caminho para ir". O Caminho é pleno de trabalho, e renúncia de esperanças e sonhos, e cansaço; contudo, os dias e as noites, ao trilhar esse Caminho, são banhados por um entusiasmo agudo que inspira novas esperanças e novos sonhos, e preenchidos com o deleite do conhecimento e do domínio.

Está dito em um livro de máximas ocultas: "Quando alguém entra no caminho, coloca seu coração sobre a cruz; quando a cruz e o coração se tornam um só, então alcançou a meta." E essa meta é uma Transfiguração.

Para essa Transfiguração o LOGOS nos chama, e ir para onde Ele chama é descobrir o que jamais foi revelado.

Entrai no Caminho! Não há tristeza como o Ódio! Não há dores como a paixão, não há engano como os Sentidos! Entrai no Caminho! Longe foi aquele cujo pé pisa uma única ofensa querida.

Entrai no Caminho! Ali brotam as correntes curativas, saciando toda sede! Ali florescem as flores imortais, cobrindo todo o caminho com alegria! Ali se apressam as horas mais rápidas e doces! C. Jinarajadasa [A concluir] *A Luz da Ásia*, Livro VIII.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Por C. JiNARAJADASA, M.A. (Concluído da p. 152) XV. "O Plano de Deus, que é a Evolução" AQUI está um ditado atribuído a Platão que é pleno de significado; é: "Deus geometriza". Nesse ditado temos a grande proclamação da Sabedoria Divina de que existe um Deus do universo, e que toda a Natureza é uma criação por Ele segundo um plano.

A ciência moderna, com sua

O TEOSOFISTA, JUNHO — A doutrina da evolução reconhece um design na Natureza, mas esse design, para o cientista, é meramente o resultado do interjogo mecânico das forças naturais, e de modo algum justifica a crença em um Criador.

Mas a Sabedoria Antiga proclama, sem hesitação, que cada parte do design da Natureza reflete o plano de uma Mente Divina.

Este plano de Deus, que é a evolução, não é mecânico; o que parece um "concurso fortuito de átomos" é a diagonal resultante das energias do LOGOS, e sua quantidade e direção, conforme operam, são determinadas por Ele a cada momento do tempo.

É difícil para a mente moderna imaginar nosso Sistema Solar como um organismo vivo.

No entanto, é isso que ele é. A esfera no espaço, cujo centro é o Sol e cujo raio é a distância do centro ao segundo planeta transnetuniano "P", é o corpo físico do LOGOS, e Sua mente dirige todas as atividades dentro dessa vasta esfera.

A magnitude dessa Mente desafia a imaginação humana; apenas alguns vislumbres, aqui e ali, de Suas maravilhas obtemos ao estudarmos a criação.

Olhando para essa Mente com o coração, Ela aparece como Amor infinito; olhando com a imaginação, Ela é Beleza infinita.

Quando a mente observa Suas atividades na Natureza visível, revela-se um fascinante design geométrico.

Por que "Deus geometriza" talvez não saibamos até que nossas pequenas mentes possam contatar diretamente Sua grande Mente; podemos apenas olhar com nossos olhos e ponderar sobre o que eles relatam, e o que eles relatam é ordem, ritmo e beleza.

Há uma força na matéria física que parece ser a própria raiz dessa matéria; esta é a eletricidade.

Ninguém ainda sabe o que é a eletricidade, nem o que é o magnetismo, a força induzida pela eletricidade.

Embora desconhecidas em sua verdadeira natureza, essas duas forças, sabemos que, quando uma delas, o magnetismo, opera, o design geométrico imediatamente aparece.

Quando agulhas são fixadas verticalmente em rolhas, cada agulha transformada em um ímã com um polo norte e sul, e quando as rolhas são deixadas flutuar livremente na água, e quando sobre as agulhas flutuantes é mantido um eletroímã poderoso, o resultado é mostrado na Fig. 102. Quando apenas uma agulha flutua, ela vem sob o ímã; com a introdução de uma segunda rolha, com agulha vertical nela, as duas rolhas se alinham lado a lado; três formam um triângulo; quatro, um quadrado; cinco, um pentágono; seis, um pentágono com uma agulha em seu centro.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 241

O experimento foi conduzido com 52 agulhas; com 51, os círculos são de 6, 11, 14 e 19, com uma agulha no centro.

Com 52 agulhas, os círculos são os mesmos, mas em vez de uma agulha, duas formam o núcleo em torno do qual os círculos se agrupam.

Por que os ímãs se organizam nesses desenhos geométricos? Porque agir assim é o "plano de Deus" para o magnetismo.

Pois tudo tem um trabalho a realizar, mapeado para si nesse Plano.

Mesmo neste começo das forças físicas, o "número" e a geometria entram em ação.

Foi isso que Pitágoras ensinou quando disse que o universo é construído de acordo com o "número". Para onde quer que olhemos, um desenho geométrico aparece.

E como o ritmo na estrutura e no movimento significa música, o universo faz música enquanto trabalha em suas tarefas.

Os elétrons criam ondas enquanto se precipitam através do éter; mas suas notas estão dificilmente dentro da audibilidade do ouvido clariaudiente médio.

Mas a nota que a Terra produz ao circular o Sol, abrindo caminho através do éter, e os harmônicos dessa nota, podem ser ouvidos.

Cada planeta visível e invisível tem sua nota, e a "música das esferas" não é uma fantasia, mas uma veracidade das mais sóbrias.

Fig.

O TEOSOFISTA, JUNHO. Olhemos agora por um momento para o átomo físico último (Fig. 103). É um coração vivo, pulsando com energia; mas é também um transformador, com seus três vórtices mais espessos e os sete mais finos, cada vórtice composto de sete ordens de espirilas.

Espirais e espirilas são sua base de estrutura; o átomo é moldado para realizar um trabalho.

Nos três vórtices fluem correntes de diferentes eletricidades; os sete vibram em resposta a ondas etéricas de todos os tipos — ao som, à luz, ao calor, etc.; eles mostram as sete cores do espectro; emitem os sete sons da escala natural; respondem de várias maneiras à vibração física — corpos cintilantes, cantantes, pulsantes, movem-se incessantemente, inconcebivelmente, belos e brilhantes.

O átomo tem — até onde foi observado — três movimentos próprios, isto é, movimentos seus, independentes de qualquer um imposto a ele de fora.

Ele gira incessantemente sobre seu próprio eixo, girando como um pião; descreve um pequeno círculo com seu eixo, como se o eixo do pião em rotação se movesse em um pequeno círculo; tem uma pulsação regular, uma contração e expansão, como a pulsação do coração.

Quando uma força é aplicada sobre ele, ele dança para cima e para baixo, lança-se amplamente de um lado para o outro, executa as mais surpreendentes e rápidas girações, mas os três movimentos fundamentais persistem incessantemente.

Se for feito vibrar, como um todo, na velocidade que produz qualquer uma das sete cores, o vórtice pertencente a essa cor brilha intensamente. Por que o átomo tem essa forma peculiar, e esses muitos movimentos e funções? Porque esse é o "plano de Deus" para o átomo.

De sua minúscula vida, o LOGOS espera uma cooperação, e era após era o átomo está sendo treinado por Seus agentes para realizar esse dever.

E quando os homens estiverem dispostos a cumprir seu dever plenamente, então o átomo e a humanidade se unirão em um trabalho comum com uma força que não é possível agora.

Ordem, ritmo e beleza são mais evidentes para nossas mentes quando olhamos para as formas dos elementos químicos. A *Química Oculta*, de Annie Besant e C. W. Leadbeater. Veja a Seção X, "A Evolução da Matéria e da Força", Fig. 103.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 243 cinco.

Os "Sólidos Platônicos" (Fig. 104) nos dão os eixos de estrutura para todos os elementos.

Verdadeiramente Deus geometriza, enquanto Ele constrói os tijolos de matéria dos quais o Sistema Solar deve ser feito.

Por que o Cálcio é um tetraedro e o Fósforo um cubo? Porque é o plano de Deus.

Pois cada elemento tem sua parte no grande plano; cada um dá ao universo sua própria revelação da natureza do Logos.

Cada um é um espelho da inesgotável plenitude da Vida Divina; cada um é um canal, tanto para trazer à terra as energias dessa Vida, quanto para conduzir para cima e para dentro dela a resposta que a Natureza dá.

Quando chegamos ao mundo molecular, quem já olhou para minerais não notou como os cristais executam o desenho geométrico com perfeição? A precisão de seus ângulos é frequentemente mais perfeita do que a que pode ser alcançada pelas ferramentas de medição mais precisas feitas pelo homem.

Depois de construir sólidos angulares, primorosos em simetria e beleza, a vida mineral em seguida molda a partir deles sólidos com curvas; não se pode deixar de maravilhar-se perpetuamente com a engenhosidade do mineral ao arranjar minúsculos cristais de quartzo e outros minerais para fazer espirais (Fig. 105). As atividades vitais do reino mineral são uma glorificação da Mente Divina,

O TEOSOFISTA, JUNHO que pensa em números e molda as combinações dos elementos sempre em formas de ordem, ritmo e beleza.

Cada mineral cumpre o plano de Deus para si, e o mundo cristalino é um espelho dessas leis geométricas da Mente Divina que o artista intui e o matemático concebe.

À medida que a vida do LOGOS se expressa em formas mais plásticas de matéria, o ritmo e a música tornam-se cada vez mais complexos — a cada estágio superior.

Cada planta é construída ritmicamente, sendo o lugar da folha no ramo, e do ramo no caule, fixado por leis de geometria e desenho.

Quando olhamos para as flores, então cada flor, construída como é segundo o "número", é como um acorde em uma grande oitava musical.

Considerai a disposição das sépalas e pétalas, dos estames e ovários, em qualquer flor, e a geometria da vida mineral reaparece em novas variações e combinações no estágio seguinte, como a Alma-Grupo vegetal; certamente Deus geometriza ao construir os quatro tipos da Fig. 106, as Salgueirinhas, as Cabaceiras, as Boragináceas e os Gerânios.

E quando chegamos à vida do reino animal, quão primorosa é a geometria de Deus na concha do Náutilo (Fig. 107). A beleza é ali clara ao nosso olhar; mas que dizer das leis matemáticas em sua curva, e da mecânica na moldagem de suas câmaras? No Náutilo, certamente um Grande Geômetra está visivelmente em obra, e Sua Mente está plena de ritmo e melodia.

Em todas as miríades de criaturas do reino animal, Deus geometriza como na planta e no mineral: mas a Sua

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 245 geometria é menos evidente à medida que o animal se move.

Contudo, o movimento de cada músculo ilustra leis do movimento, e uma beleza mais elevada está no animal do que na planta ou no mineral.

A graça da linha, do membro e do movimento, com uma complexidade de ritmo difícil de analisar, caracteriza todas as formas do mundo animal.

Em cada animal Deus geometriza e ensina o seu dever em Seu plano.

Assim, "o plano de Deus, que é a evolução", é realizado em cada ordem da criação, do átomo ao animal.

E quando a vida animal se individualiza para se tornar a habitação de uma Mônada, um Filho de Deus que saiu para realizar a sua Divindade, então toda a vida do homem, se ele soubesse como vivê-la, é uma harmonia de pensamento, sentimento e ação, corporificando em mundos visíveis e invisíveis forma após forma de beleza.

Cada átomo e célula em seus veículos então se expande para oferecer o seu amor à ordem, ao ritmo e à beleza, para fazer da sua vida uma melodia na sinfonia eterna do LOGOS.

Pois fazemos música onde quer que vamos, com todos os nossos corpos — físico, astral, mental e causal: ou amplificamos os grandes acordes soados pelo LOGOS e tecemos a partir deles melodias próprias, ou desfiguramos a música da Natureza e introduzimos dissonâncias que reverberam e causam confusão nas melodias que outros, mais nobres que nós, estão tentando tecer.

O plano de Deus para os homens é desabrochar sua Divindade latente.

Para isso, o Logos nos envia de SI MESMO para vivermos nossas vidas separadas, presos a uma roda de nascimento e morte, e nascimento

O TEOSOFISTA JUNHO novamente, e cada vida é como um dia na Escola da Vida Eterna.

Ali aprendemos, ensinados por Seus Mensageiros, quais são as lições necessárias para passarmos de uma classe a outra mais elevada (Fig. 108). O plano de Deus para o selvagem é o egoísmo, com um insistente "eu quero", a fim de fortalecer o centro de sua individualidade.

Mas após muitas vidas como selvagem, o plano de Deus para ele muda, e "Nós" e não "Eu" torna-se lentamente a lição que ele deve aprender: deve agora cooperar com o Logos compartilhando, não pedindo apenas para si.

Vem então a fase posterior, quando ele deve ser espiritual, tendo como nota-chave de sua vida o desejo de compartilhar os fardos dos outros.

"Deixe-me ajudá-lo" é a maneira como o plano de Deus fala ao coração do homem que almeja a espiritualidade.

O plano de Deus para o Discípulo é viver em nome de seu Mestre, tornando-se dia a dia um guardião mais nobre e um esmoler mais santo das bênçãos que seu Mestre cria para o mundo.

Na última etapa de todas, a do Mestre da Sabedoria, o plano de Deus é plenamente alcançado, e a alma vive numa unidade indescritível do homem e de Deus.

"Não busco o que é meu, mas a vontade do Pai" é o motivo de sua ação.

Como só ele pode saber, e nenhum abaixo do nível de sua realização, ele percebe o que os Sábios quiseram dizer quando afirmaram: "Eu sou o Self", e o que Cristo quis dizer quando proclamou: "Eu e meu Pai somos um". E esta maravilha, que é a experiência de cada momento para o Mestre da Sabedoria, é o plano de Deus para todos os homens, o selvagem e o civilizado, o espiritual e o Discípulo.

E Ele o cumprirá em Seu próprio tempo, conquistando a cooperação de todos, do pecador como do santo.

ESCOLA DA VIDA ETERNA — ETAPA — MOTIVO DE AÇÃO — O MESTRE — O ESPIRITUAL — O CIVILIZADO — O SELVAGEM — Fig.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 247 Pois "somente para esse propósito Ele sacrificou a SI MESMO para criar um universo para nossa habitação e crescimento.

Onde Ele atua, nenhum fracasso é possível, e unir-se a ELE em Sua obra é sentir a imortalidade e o domínio.

' O plano deste Deus não é, como às vezes parece aos nossos olhos, uma roda de cansaço e dor, um Destino implacável que extrai do homem muitas tristezas por cada alegria que ele cria para si.

Para o bebê que tenta andar, há esforço dos membros e ansiedade da mente ao dar os primeiros passos; mas se o rosto alegre de uma mãe e seus olhos risonhos estão diante dele para encorajá-lo, o esforço do corpo é pequeno, comparado à felicidade final em seus braços amorosos.

Assim é com toda a vida.

Se, de um ângulo, a evolução parece um esforço sem fim, de outro é um jogo estimulante.

É o grande Jogo que o LOGOS joga conosco, e as leis da Retidão são as regras do jogo.

A alegria que é a corrente subterrânea dos processos da Natureza deve ser sentida por cada um por si mesmo, a partir de suas próprias experiências.

Pode levar muitas vidas até que ele possa dizer, apesar de tudo o que sofreu, que o Amor é o cumprimento da Lei, mas sua evolução está incompleta até que ele saiba por si mesmo que o coração das coisas é de fato Amor e Alegria, e que toda a tragédia da evolução é apenas uma fase passageira, do passado, pois o universo está em jogo enquanto está em obra.

O Hinduísmo ensina que toda manifestação é a "dança de Shiva", e a mesma doutrina foi ensinada nos Mistérios de Elêusis.

Uma das experiências dos iniciados nesses Mistérios era sentir o que havia no cesto sagrado; esses Um dos ensinamentos dos mistérios eram os brinquedos de Dionísio, a Criança Divina. A tradição

O TEOSOFISTA, JUNHO relata que eram os dados, o pião, a bola e o espelho.

O que eram na realidade, temos na Fig. 109. Os "dados" eram os cinco sólidos platônicos, que fornecem os eixos para o crescimento dos elementos químicos e cristais; o "pião" era um modelo do átomo físico último; a "bola" era um modelo da Terra, e o espelho era o símbolo dos sete planos nos quais se refletem o que o LOGOS molda nas alturas.

Esses eram os "brinquedos" do LOGOS como a Criança Divina, e os iniciados em Elêusis eram ensinados a sentir sob os processos da Natureza uma profunda corrente subterrânea de alegria.

Até agora, consideramos o plano de Deus principalmente do ponto de vista do homem, como indivíduo e como unidade, e apenas aqui e ali obtivemos um vislumbre do Plano em seu aspecto mais amplo.

Resta apenas tentar ver o Plano como um todo.

Se pudéssemos sair dos limites dos planos do nosso globo, então veríamos a obra do LOGOS para o Sistema Solar como um todo.

Aqueles que conseguem ver essa obra em sua totalidade dizem que a aparência do Sistema Solar a partir dos planos superiores é como a visão de uma maravilhosa flor cósmica de muitas pétalas e cores, com um grande pistilo dourado que é o Sol, o coração da Flor.

Cada um dos sete Logoi Planetários permeia todo o sistema com Suas influências, mas a matéria afetada por um tipo dessas influências forma um grande elipsoide no espaço, cujo foco principal é o Sol, e o foco secundário é o planeta do Logos Planetário.

Esses elipsoides de influência estão mudando em sua relação uns com os outros, e essas mudanças são parcialmente indicadas pelas posições variáveis dos planetas físicos.

Assim, o Sistema Solar, enquanto o LOGOS e Seus sete grandes Assistentes trabalham com Ele, aparece como uma grande Flor de muitas pétalas, com um grande coração dourado e brilhante em seu centro. Veja *The Inner Life*, de C. W. Leadbeater, Vol. I, sob "Simbolismo", para uma descrição mais completa.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA 249 Quem puder alcançar esta visão da obra do LOGOS nunca poderá ter sombra de dúvida quanto ao Seu Amor, Poder e Beleza.

Cada visão da Verdade através da religião ou da filosofia, da ciência ou da arte, ou da filantropia e do serviço, conduz a alma um passo mais perto da meta, que é viver, mover-se e ter seu ser em plena consciência, e com imensa alegria, no LOGOS do nosso Sistema Solar.

Conclusão Em uma rápida visão geral, vimos o que a Sabedoria Antiga diz sobre o homem e seu destino, sobre a Natureza e sua mensagem, e sobre Deus e Sua Obra.

Não há filosofia que se iguale à Teosofia em seu idealismo, em sua esperança e em sua ternura abrangente.

Ela revela ao intelecto um panorama tão estupendo das atividades da vida em mundos visíveis e invisíveis que a mente do homem fica primeiro estupefata e depois transportada por sua beleza encantadora.

Acima de tudo, a Sabedoria Antiga não especula, mas fala com autoridade. "Estes são os fatos eternos da Natureza", dizem os Instrutores da Sabedoria, e Eles nos pedem que vivamos uma vida de idealismo, porque nenhuma outra vida é possível para homens e mulheres razoáveis que desejam agir à luz da verdade e não sob o domínio do erro.

Bem pode o investigador da Teosofia perguntar, confrontado com seu aparente dogmatismo: Como posso eu mesmo saber que tudo isto é verdade? O conhecimento é de muitos tipos — o que os sentidos relatam, o que a mente vê, o que o coração concebe e o que a intuição conhece.

Um ou outro destes, ou todos, são para o homem vias de acesso à verdade, de acordo com seu temperamento.

Não somos todos iguais, e o valor que o mundo e seus acontecimentos têm para cada um de nós varia conforme aquilo que buscamos na vida.

Tal como é a tessitura da mente e do coração de um homem, assim é a sua visão da vida.

Mas, embora o que é um fato para um homem possa ser talvez uma ilusão para outro, há um teste de verdade que é o mesmo

O TEOSOFISTA, JUNHO para todos: a Verdade é o que compele.

Um fato da Natureza, uma vez encarado honesta e claramente, atrai doravante toda a natureza de alguém a agir em conformidade com ele; sua compulsão pode ser rápida ou lenta, mas tal é o efeito sobre a mente da Coisa-que-é, que a mente jamais pode libertar-se do poder dessa Coisa.

Além disso, se o que a mente viu é uma visão da Verdade e não uma ilusão, a visão cresce dia após dia, revelando sempre horizontes mais amplos.

Dúvidas podem surgir uma após outra, mas um milhão de dúvidas não pode invalidar uma única verdade.

A alma que pensa ter apreendido a verdade pode lutar pacientemente, matando uma a uma as hostes da dúvida à medida que surgem.

Se essas muitas verdades da Teosofia são fatos na Natureza, então elas se provarão como tais, com o tempo, para cada um.

Elas devem, mais cedo ou mais tarde, ser incorporadas à tessitura do pensamento de cada homem, se um homem há de pensar verdadeiramente em conformidade com todos os fatos.

Elas podem ser vistas uma a uma, à medida que as faculdades necessárias para a visão são desenvolvidas; mas ver todas, do átomo em seu trabalho ao Sistema Solar enquanto este executa a vontade do LOGOS, não é para cada um de nós em nosso atual estágio de limitação.

À medida que a consciência cresce, e faculdade após faculdade é acrescentada, mais e mais fatos serão vistos.

Um a um, cada fato, que a princípio é meramente acreditado, será visto com visão direta, e sobre ele se confiará com uma certeza inabalável.

A todos chegará a visão direta, mas a visão plena só virá quando a alma se tornar o Mestre da Sabedoria.

Até esse dia, podemos ao menos agir cada um à luz da visão da verdade que cada um possui.

Se apenas compreendermos que não só os cinco sentidos e a mente são as vias de visão, mas também as aspirações, a imaginação, nossos amores e nosso espírito de sacrifício, então a verdade jorrará em nossas naturezas por muitas vias que agora estão barradas por nós. A vida é algo maior do que pode ser conhecido por apenas um instrumento de cognição, a mente; a mente é um instrumento útil para registrar, mas muito limitante para a visão.

251 PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA Não há caminho mais seguro para o investigador, se ele deseja comprovar uma a uma as verdades da Teosofia, do que pôr em prática uma grande verdade que pode ser prontamente aceita.

Essa é a verdade da Fraternidade.

Que o homem se lembre de que o outro é como ele mesmo, que a mesma vida da Natureza flui em ambos, que o que é difícil para si mesmo é difícil também para o outro; que ele, olhando para o seu próximo, diga: "Este sou eu, em um aspecto até então desconhecido de mim"; que ele estude com paciência esta misteriosa parte de si mesmo que está fora dele; então que ele veja se, à medida que cresce em caridade e longanimidade, não é misteriosamente impelido a descobrir sobre o homem e Deus verdades de cuja existência não tinha consciência.

A ação amorosa é a Sabedoria Divina em ação, e quem age com amor inevitavelmente chegará à Sabedoria.

Este é o caminho mais seguro para comprovar que as verdades da Teosofia são realidades, e não as belas criações do cérebro de algum filósofo.

Se um homem não pode acreditar em todos os ensinamentos da Teosofia, que ele ao menos aja como a Teosofia ensina.

Ele então descobrirá que a palavra "Teosofia" descreve uma Realidade maravilhosa.

E quando ele souber, com cada fibra do seu ser, e em cada momento do tempo, que tudo o que ele é — seu mais elevado amor e sacrifício, sua mais plena fé e oferenda — é essa Realidade nele, e que à parte DELA ele não tem existência, então ele encontrará em si mesmo um instrumento de conhecimento com o qual poderá descobrir tudo por si mesmo.

Pois a Verdade de Deus está dentro da própria natureza do homem; ela não é uma completa estranha para ele, mas antes a companheira dos seus sonhos.

Porque o homem é Divino, a Sabedoria é sua herança.

Não, não apenas a Sabedoria, mas também o Poder — poder para ousar, sofrer e conquistar.

Este senso de vitória, que traz consigo toda a alegria, é o dom que a Sabedoria Antiga oferece a todos os que a prezam.

C. Jinarajadasa

INÉRCIA E O MISTÉRIO DO MAL Por Zahaz D. Rudhyar INÉRCIA é o princípio segundo o qual um sistema ou entidade tende a manter o mesmo modo de equilíbrio.

Como há duas formas genéricas de equilíbrio, a saber, estável e instável, temos, portanto, de considerar dois tipos de inércia: um que lida com a estabilidade, o outro com a instabilidade.

No primeiro caso, temos a inércia em ação durante o pralaya; no outro, a inércia como a vemos manifestar-se ao longo dos manvantaras.

Com a primeira não lidaremos aqui, pois ela transcende quase toda noção que somos capazes de apreender.

Só podemos abordar esse mistério usando a série de números negativos, que simplesmente nos dá a contraparte do Universo tal como podemos concebê-lo agora.

O segundo modo de inércia, ou inércia manvântica, é um assunto um tanto mais fácil de tratar. No entanto, tem sido tão mal interpretado em suas manifestações secundárias que precisamos retornar à essência da força para compreender seus aspectos externos e também os mais íntimos.

Quando falamos de inércia manvântica, queremos dizer "inércia instável", ou o princípio segundo o qual o movimento transmitido por um dado impulso tende a perpetuar-se através do espaço e do tempo.

A primeira ideia a que se chega é esta: não podemos realmente conceber, durante um manvantara, qualquer forma de inércia que não seja instável em sua essência.

Se parecemos ser capazes de conceber algo como inércia estável (por exemplo, a

CURA VENUSIANA E JUPITERIANA 493 exilada neste "astro de tristeza" Através da cor e da música, também, eles chamam, as cores do Amor e da Esperança, o azul-meia-noite de Vênus, escuro, profundo, belamente azul" e a labareda de fogo de Júpiter, matizando-se do safira ao turquesa pálido, da salva ao miosótis, em linguagem floral.

Invisíveis são as asas desses visitantes divinos, contudo, a Cura é trazida por elas àqueles que podem responder a esse Eco Órfico Eterno que soa para sempre através do Alaúde Universal esférico de dez cordas.

Em doce música está tal arte, Matando a preocupação e a dor do coração, Adormecem ou, ao ouvir, morrem.

(Shakspere.) Apolônio"

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA TEOSOFIA -- CORREÇÕES Como estes artigos já estão sendo traduzidos para várias línguas estrangeiras, os tradutores devem gentilmente observar as seguintes correções e incorporá-las ao texto? Abril, 1919, p. 41': Na Fig.

6, corrigir “High Tyes of Society” para “High Types of Society”. Maio, 1919, p. 141: Na nona linha a partir do topo, mudar “and to it belong their modern descendants” para “and to it belong, with the exception of those with Teutonic blood, their modern descendants”. Junho, 1919, p. 266: Linha sete a partir do rodapé, corrigir “Morality” para “Mortality”. Agosto, 1919, p. 451: Fig. 48. O diagrama está invertido; sua base atual é o verdadeiro topo do diagrama.

„ „ p. 454: Fig. 49. Corrigir “Super-Atomic” para “Super-Etheric”. A maioria dos diagramas deste livro foi desenhada em 1909, e as pranchas também foram então preparadas com vistas à publicação imediata do livro.

Desde 1909, nomes mais adequados para os quatro planos superiores do que os termos sânscritos atualmente em uso foram sugeridos.

Os termos antigos e novos são os seguintes (ver Fig. revisada abaixo): Novo 1. Mundo Divino, 2. Mundo Monádico. 3. Mundo Espiritual, 4. Mundo Intuicional. 5. Mundo Mental. 6. Mundo Astral. 7. Mundo Físico.

Referências são a edições de The Theosophist.

Antigo 1. Plano Adi. 2. Plano Anupadaka. 3. Plano Nirvânico. 4. Plano Búdico. 5. Plano Mental. 6. Plano Astral. 7. Plano Físico.

PRIMEIROS PRINCÍPIOS DE TEOSOFIA 495 Agosto, 1919, p. 463: Fig. 51. Vários correspondentes apontaram que a figura está incorretamente desenhada e rotulada, e não corresponde ao texto impresso.

Apresento abaixo a figura como deveria ser desenhada.

Agosto, 1920, p. 443: Fig. 81. Omitir “Frontispício”. „ „ p. 446: Fig. 85. Lítio.

No “charuto” central, fora da esfera central, aparece à direita um grande ponto preto.

Isto não é um “átomo”, mas meramente a cabeça de um prego que se recusou a permanecer abaixado e fora de vista.

C. J.

ECOS DO MUNDO EM MUDANÇA — VISÃO DE UMA MULHER

O seguinte resumo competente, intitulado: “Que tipo de mundo queremos? Como vamos obtê-lo?” aparece na edição de junho do boletim mensal da Liga Internacional de Mulheres:

Queremos um mundo em que as nações vivam juntas como irmãs.

Temos um mundo em que cada nação tenta viver sozinha.

O resultado é uma confusão de violência, fome, doença e miséria.

Diz-se que hoje cerca de metade das pessoas no mundo está necessitada de alimentos.

Todo o sistema econômico internacional de produzir, comprar e vender bens, pelo qual os homens se sustentavam e contribuíam para o bem-estar do mundo, está se desintegrando. Milhões em todo o mundo estão desempregados.

O colapso de uma indústria em um país afeta o comércio em outros países.

É como atirar uma pedra em um lago: o respingo em um lugar se espalha em círculos até que toda a superfície seja perturbada.

Viena era o centro do comércio de roupas prontas nos Bálcãs.

Os materiais de algodão usados nas fábricas eram quase todos comprados de Lancashire.

Como os comerciantes vienenses estão agora pobres demais para comprar os bens que costumavam comprar de nós, Resultados Ingleses — (1) Os operários têxteis ingleses estão desempregados.

(2) Os lojistas ingleses perdem a clientela dos operários.

(3) Os comerciantes ingleses perdem a clientela dos lojistas.

(4) Os comerciantes ingleses não podem empregar seus trabalhadores porque não conseguem vender suas mercadorias.

Resultados Vienenses — (5) Os operários vienenses que costumavam transformar os tecidos de algodão ingleses em roupas estão desempregados.

(6) Os lojistas vienenses perdem a clientela dos operários, (7) Os comerciantes vienenses perdem a clientela dos lojistas.

(8) Os camponeses no campo cultivam menos alimentos porque não conseguem obter roupas ou outras necessidades em troca de